sábado, 16 de abril de 2016

O Presidente Geral da CNBB em Aparecida (SP), defendeu uma "profunda" reforma política


Embora a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) tenha optado por não se posicionar sobre o impeachment da presidente Dilma Rousseff, seu presidente, dom Sergio da Rocha, arcebispo de Brasília, diz que o país precisa "de um novo jeito de fazer política".

Em entrevista à Folha, durante a 54ª Assembleia Geral da CNBB em Aparecida (SP), ele defendeu uma "profunda" reforma política, com a renovação dos quadros, acabando com o "carreirismo".
"É muito triste que um grupo viva só em função de seus interesses. Um partido que vive em função dele não é está a serviço do país, não está cuidando da coisa pública."
Leia abaixo a entrevista.

Folha - A crise política e a polarização instaurou no país um clima de ódio e intolerância. Como a Igreja Católica pode e tem atuado?

Dom Sergio da Rocha - Compreendemos que haja diversidade de posturas, mas quando se polariza e se acirra, chegando a conflitos, não ajuda ninguém. Nem o nosso povo, nem aqueles que se manifestam, nem a democracia. Quem pensa diferente não deve ser tratado como inimigo, deve ser tratado com respeito. Não se pode conceber as diferentes manifestações como se fossem torcidas uniformizadas no estádio. Porque quem está ali, com certeza, está torcendo pelo Brasil. Seja com um posição ou outra.

Precisamos superar essa tendência no campo político a buscar sempre o interesse particular, o interesse partidário, o interesse de uma corporação. Se não cuidar, na rua isso pode ocorrer. Estamos precisando de um novo jeito de fazer política. Não dá para continuar desse jeito.

Na mensagem sobre as eleições 2016, a CNBB defende a reforma política, pregando a renovação dos quadros políticos e até incentivando integrantes da Igreja Católica a disputarem o pleito deste ano.
É preciso que o país siga avante em uma reforma política mais ampla. A temática da reforma política tem que ser pensada para além de um projeto específico, da posição de alguém ou de uma entidade. Não pode ser pensada só pelo Congresso Nacional, tem que também ser pensada pela população.

E o incentivo a candidatura de integrantes da igreja?
Quem não tem posição político-partidária é a Igreja Católica como instituição e o clero, mas os chamados cristãos leigos e leigas têm não só direito, mas dever de uma participação mais efetiva. Se tivéssemos cristãos mais coerentes com a sua fé na política, claro que teríamos uma situação muito melhor.
O documento fala também no fim do carreirismo político.

É muito triste que um grupo viva só em função de seus interesses. Um partido que vive em função dele não é um partido que está a serviço do país, não está cuidando da coisa pública. Está cuidando da coisa particular ou misturando o particular e o público. 

Não podemos continuar com esse esquema.
Creio que o Congresso Nacional tem uma responsabilidade imensa nesse momento, de reafirmar a ética na política muito concreta, pelas suas posturas e atitudes.

A CNBB optou por não se posicionar sobre o impeachment. O sr. é cobrado?
As pessoas têm uma tendência a esperar um pouco mais. Entendemos que ir além do que a CNBB tem feito como posição seria de alguma forma adotar uma postura partidária. Não estamos ficando de fora, nos envolvemos além da conta. Temos sido criticados e também reconhecidos pelo diálogo.

Há o temor de que seja retomada a lembrança de 1964, quando a igreja foi acusada de apoiar o golpe?
Creio que esse modo de conceber se deve primeiro a uma opção que tem sido reafirmada nas últimas décadas, que é a presença da igreja na sociedade, mas sem se misturar com aquilo que é político-partidário.

Quando estamos falando de respeito ao Estado de Direito Democrático e à ordem constitucional, não estamos aqui defendendo e favorecendo partido nenhum, estamos dizendo aqui que é preciso levar a sério a Constituição brasileira, que fora dela a gente não vai conseguir encaminhar as coisas como devem ser. 

sexta-feira, 15 de abril de 2016

Encerra hoje a 54ª Assembleia da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasill) em Apaparecida com celebração Ecumênica


Uma apresentação de 45 minutos será feita pelo pastor Nestor Friedrich, presidente da Igreja ISLB (Igreja Episcopal de Confissão Luterana no Brasil) aos bispos, em plenário, sobre o documento católico-luterano que lembra os 500 anos da Reforma Protestante que serão celebrados no ano que vem.

Segundo o monsenhor Matthias Turk, do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos da Santa Sé, por ocasião do lançamento do documento em Genebra, Suíça, em junho de 2013, a intenção desse documento não é "contar uma história diferente", mas sim "contar a história de forma diferente”.

Ele considera que “as razões que levam a divisões na Igreja muitas vezes se fundamentam sobre mal-entendidos e sobre interpretações diferentes dos mesmos conteúdos de fé e das mesmas convicções teológicas. No diálogo ecumênico internacional, soubemos redescobrir os fundamentos comuns, as bases comuns que temos sobre as questões de fé e soubemos afirmar que esses pontos não são mais um motivo de divisão entre as Igrejas.

O nosso documento resume todos esses passos como uma coleta do que temos em comum e se projeta para o futuro, em busca do próximo passo no testemunho comum ao mundo de hoje”.

Como de costume nas assembleias, hoje será realizada, no final da última sessão de trabalhos, uma celebração ecumênica.

A cerimônia está sendo organizada pela Comissão Episcopal Pastoral para o Ecumenismo e o Diálogo Inter-religioso. Dom Francisco Biasin, presidente da Comissão, considera este evento muito importante na programação da Assembleia Geral: “é uma atitude de abertura e acolhimento de toda a riqueza que as igrejas e as religiões podem dar ao nosso caminho de fé”.


Participam da celebração: Dom Flávio Augusto Irala, da IEAB (Igreja Episcopal Anglicana no Brasil), presidente do CONIC (Conselho Nacional de Igrejas Cristãs); Pastora Sônia Mota, da IPU (Igreja Presbiteriana Unida), secretária executiva da CESE (Coordenadoria Ecumênica de Serviços); Pastor Joel Zeferino, da ABB (Aliança de Batistas do Brasil); Dom Ramanós Dowd, bispo auxiliar; e Hipodiácono Georgios Jener Verçosa, ambos da Igreja Ortodoxa de Antioquia.

sábado, 9 de abril de 2016

Obedecer à consciência (a Deus) antes que aos homens. Dia 19, Missa de ano do Padre Neves



Na época dos apóstolos, que estavam colocando os alicerces da Igreja de Jesus, após a sua ressurreição, uma frase figura bastante central, e que os Atos dos Apóstolos colocam na boca de Pedro diante das autoridades de Sinédrio: “é preciso obedecer antes à consciência (a Deus) do que aos homens” (At. 5, 29)

Isto coloca-nos num momento histórico em que a religião e o poder temporal estavam enlaçados num só poder político. O rei mandava na nação e mandava na religião. Foi assim em todas as épocas antigas e assim foi até ao século XIX, quando se deu a revolução francesa, em 1789, quando foi proclamado o princípio da modernidade: “Igualdade, liberdade, fraternidade”.

Uma das consequências foi a separação da Igreja e do Estado. Ora bem, convenhamos que nesta afirmação dos Atos dos Apóstolos já era colocada a semente que iria se completar nessa planta do século 19. Claro que desde essa afirmação dos Atos dos Apóstolos até a data que falei tudo continuou igual, ou seja, o rei  e a religião no mesmo poder, e debaixo do mesmo teto. Esta situação se perpetuou por toda a Idade Média.

Após a revolução francesa muitas experiências se sucederam, umas com mal-entendidos suprimiram a liberdade da religião ou sujeitando-a puramente ao Estado impondo uma religião única estatal, enquanto que o Estado deveria ter em igual conta todas as religiões não protegendo nenhuma mas não proibindo nenhuma, e o Estado mantendo-se neutro. Apenas preservando a ordem e a liberdade de cada uma e dos indivíduos.

Ora, como diz Odalberto Casonato, “muitas gerações viram a sufocante perda da liberdade decorrente da imposição de uma religião estatal pelo governo. Outras vivenciaram o declínio moral que acompanha a proibição governamental da religião como um todo. Somos gratos pelo fato de que uma crescente maioria das constituições dos países do mundo atual visualiza uma sociedade na qual a crença e a prática religiosa, embora separadas do governo, devem ser protegidas e salvaguardadas contra a perseguição”.

O historiador e estadista francês Alexis de Tocqueville escreveu: “O despotismo pode governar sem a fé, mas a liberdade não consegue fazê-lo. E até o despotismo não consegue  governar indefinidamente sem a fé. Pois como alguém observou, é possível construir um trono com baionetas, mas é difícil sentar-se nele”

A fé traz grandes benefícios ao bom funcionamento das sociedades, botando nos indivíduos a responsabilidade de fazer o bem porque fazem o que é moralmente correto e acreditam que devem  fazê-lo não porque são compelidos pela lei ou pela força policial.

Waldo Viana diz: “Com o tempo, todos os governos livres têm no final que confiar no apoio e na bondade voluntária de seus cidadãos, porque como já disse um filósofo “foi ordenado na constituição eterna das coisas que os homens de mente desregrada não podem ser livres. Suas paixões forjam seus grilhões”. Para esse fim, o bom governo protege a religião e ampara a liberdade religiosa. E a boa religião incentiva a boa cidadania e o cumprimento das leis do país.

O bom governo não precisa ser parcial. Não deve promover nem favorecer uma religião em detrimento de outra. Seus representantes precisam ser livres para acreditar e praticar de acordo com os ditames de sua própria consciência. De modo semelhante, a boa religião não deve nem endossar nem contestar qualquer partido ou candidato político. E seus seguidores devem ser livres e até incentivados a participar do processo político e apoiar o candidato que consideram melhor, seja qual for.

A consciência é a nossa realidade maior, maior do que a energia e a matéria. Nossa consciência não é o corpo físico, nem um subproduto do cérebro humano” (Waldo Vieira).


II SHOW DE PRÊMIOS BENEFICENTE a favor da conclusão das obras do CEPAN (Centro de evangelização Padre Neves) O Rincão Boa Nova  Em Chapadinha- Ma.


Colabore e concorra a 5 motos Zero Km
Participe também festival de Música Católica de Chapadinha
Dia 24 de abril de 2016.
A partir das 07:00hrs
Local: CEPAN – Trav. Eurico Dutra, s/n – Aparecida – Chapadinha -Ma

PROGRAMAÇÃO:
07:30hrs - Missa (cânticos litúrgicos e animação: Ministério sobre as águas)
09:00hs –  Coral Nossa Senhora das Dores
09:30hs -  Concerto de família: Evaldo Carlos
10:30hs – Ministério Canto de Maria
11:30hrs –Feijoada do Rincão – (Animação Som Livre)
13:00hrs – Pedro Silva – a nova voz das comunidades!
14:00hs –  Ministério Cefas
15:00hs-    Banda Sky Heavens
16:00hs -   Ministério Sobre as águas
17:00hrs – Ministério Fonte de Misericórdia
18:00hrs - Francisco Marinho (lançamento cd Lançai as Redes)
19:30hrs - Cristoteca Louvor Mix
20:00hrs – Show de Prêmios

EQUIPES DE TRABALHO (2° show de prêmios do CEPAN):
Lanchonete (comidas típicas) - Pastoral Familiar
Limpeza - Homens do Terço
Ornamentação - Mulheres do Terço
Cadeiras – Acólitos
Feijoada do Rincão – Jesus Veras e sua equipe
Água e Refrigerante –Fábio, Belo, Pachico e Raimundo da    comunidade Santa Luzia
Segurança – Zezão PM e sua equipe
Canhotos e computadorizarão das cartelas: Pastoral da Juventude
Lanchonete misto e cachorro quente – Renovação Carismática
Balas e CIA – Comunidade Shalom
Camisas (Artigos Religiosos) – Apostolado do Terço
Audio Visual – Pastoral da comunicação.
Coordenação de Palco – Edilene Barros e Nando.
Fichas – Pastoral do Dízimo e Conselho Econômico.
Transportes infra-estrutura: Antônio Júnior e Equipe.

COORDENAÇÃO DO EVENTO: LINDOMAR, AMPARO, ZEZÃO, E CHIQINHO DA GNU


NOTICIÁRIO DA PARÓQUIA


1)- As 15.00h reunião do CPP. Lembro que tem adoração do Ss.mo Sacramento.

2)- Parabenizamos os ACÓLITOS que hoje fazem seu compromisso e todos a renovação do mesmo.

3)- Hoje dia 10 é o 1º dia da Novena de Santo Expedito, no Bairro do Sol. Lembramos que foi a última Capela que o P.Neves construiu, e no aniversário de ano, ou seja no dia do Santo Expedito foi o seu falecimento, 

justo no próximo dia 19, quando seremos convidados para a missa de ano na Matriz com caminhada 
com velas até no INSS. Horário: às 6.00 da tarde, e a santa Missa às 08.00 da noite.

4)- Lembramos a Assembleia geral dos nossos Bispos (CNBB) em Aparecida, desde 0 dia 06 ao 15.

5)- Do dia 15 ao 17 tem Assembleia diocese da Catequese na paróquia de U.Santos.

6)- Dia 12, 3ª feira – reunião com SERVOS do evangelho, em vez do dia 19.
7)-Chamamos a atenção para a PROGRAMAÇÃO DO II EVENTO DE SHOW DE PRÊMIOS DO DIA 24 em homenagem ao aniversário de ano do falecimento do Padre Neves. Será o derradeiro evento, e queremos que esteja já bem prontinho, faltando só os últimos detalhes e retoques.

8)-ATENÇÃO: Nos dias 29 de Abril ao 1º de Maio já realizaremos lá o 4º RETIRO DAS SMP, COM O TEMA: A MISSÃO CONTINUA. E começaremos assim dando cumprimento aos grandes projetos do Padre Neves, que sonhava com esse ESPAÇO para todo tipo de evangelização. No próximo Jornal daremos a programação das equipes de serviço.




Líder do PDT no Senado aparece em relação de beneficiários de terras do Incra. Acir Gurgacz é dono de uma área de 100,3 hectares numa região de Rondônia



O senador Acir Gurgacz (PDT-RO) está na lista das milhares de pessoas que aparecem irregularmente na lista de beneficiários do Incra. A informação apurada pelo jornal "O Estado de S. Paulo" foi confirmada pelo próprio Incra. Líder do PDT no Senado, Acir Gurgacz é dono de uma área de 100,3 hectares numa região de Rondônia conhecida como "Jaru-Ouro Preto".
Na quarta-feira, o Tribunal de Contas da União (TCU) determinou a paralisação imediata de todos os processos de reforma agrária em andamento no País, até que o Incra resolva uma série de irregularidades encontradas no banco de dados da instituição. O TCU informou que existe uma lista de 1.017 políticos que receberam lotes do programa. A relação inclui 847 vereadores, 96 deputados estaduais, 69 vice-prefeitos, quatro prefeitos e um senador. A corte não divulgou a lista desses políticos beneficiados.
Procurado pelo jornal "O Estado de S. Paulo", Acir Gurgacz informou, por meio de nota encaminhada por sua assessoria de comunicação, que desconhecia a inclusão de seu nome no cadastro do Incra. O senador confirmou que a terra pertence a ele, mas declarou que se trata de um processo antigo, de 1984, quando ele, então com 22 anos de idade, comprou a área de 100,3 hectares do Incra.


quinta-feira, 7 de abril de 2016

Começa em Aparecida a Assembleia da CNBB: leigos tema central


Aparecida (RV) – Teve início na manhã desta quarta-feira (6/4), em Aparecida (SP) a 54ª Assembleia Geral (AG) da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, CNBB, que tem como tema central, “Cristãos leigos e leigas na Igreja e na sociedade – Sal da terra e luz do mundo”. A reflexão sobre o tema teve início em 2014, durante a 52ª Assembleia Geral da CNBB. Nesta Assembleia o texto de trabalho será aprofundado, podendo ser aprovado como documento.


Este é o maior encontro do episcopado brasileiro. São esperados cerca de 320 bispos ativos e eméritos, dos dezoito regionais da CNBB. Diariamente, os trabalhos da Assembleia Geral iniciam com celebração da missa com laudes às 7h30, no Santuário Nacional de Aparecida, com transmissão ao vivo pelas emissoras católicas de rádio e televisão.


A Missa de abertura da Assembleia Geral nesta quarta-feira foi presidida por Dom Sérgio da Rocha, Presidente da CNBB. Já a cerimônia de inauguração dos trabalhos da AG irá se realizar às 9h15, no auditório do Centro de Eventos Padre Vítor Coelho de Almeida.

O Bispo auxiliar de Brasília (DF) e Secretário-Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Leonardo Steiner, encontrou-se no início da tarde desta terça-feira (5) com os jornalistas no Centro de Eventos Padre Vitor Coelho de Almeida. Dom Leonardo, na coletiva, destacou a programação e os assuntos a serem abordados durante a Assembleia Geral.

Como dissemos, a 54ª Assembleia Geral da CNBB neste ano se volta para os leigos e leigas na Igreja e na Sociedade como “sal da terra e luz do mundo” (cf. Mt 5,13-14), pois sabe da real importância deles dentro do Povo de Deus para a Igreja no Brasil em um tempo no qual, mais do que nunca, somos convocados a ser discípulos e missionários de Jesus Cristo em todas as realidades e ambientes, disse o Arcebispo do Rio de Janeiro, Cardeal Orani João Tempesta.

Entre os temas prioritários previstos desta Assembleia, estão a “Liturgia na Vida da Igreja”, a 14ª Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, a conjuntura político-social, a mensagem “Pensando o Brasil: crises e superações” e as mudanças do quadro religioso no país.

Na Assembleia, será preparado um novo volume da série Pensando o Brasil, que apresenta a visão do episcopado brasileiro sobre temas da realidade do País. Conversamos ainda com Dom Leonardo Steiner, Secretário-Geral da CNBB sobre os trabalhos e temas desta Assembleia...

“A Assembleia é momento muito precioso para nossa Conferência Episcopal e para as igrejas particulares. Trata-se de um espaço de oração, partilha, estudos e convivência fraterna. Durante esses dias, fortalecemos a comunhão entre nós bispos”, explica o Secretário-Geral da (CNBB), Dom Leonardo Steiner. 

Ainda durante os 10 dias de trabalhos, os bispos deverão também dar orientações para as próximas eleições municipais no mês de outubro. De acordo com Dom Leonardo, a mensagem sobre as eleições buscará orientar os fiéis no momento do voto. “Essa orientação não tem a ver com partido político, mas sim com opções políticas. A Igreja deve ter sempre uma opção pela democracia e a CNBB tem procurado ser fiel também às orientações e motivações do Santo Padre”, afirmou o Secretário-Geral. 

Os trabalhos da Assembleia serão desenvolvidos em quatro sessões, duas de manhã e duas à tarde. No final de semana, sábado, 9, e domingo, 10, o retiro dos bispos, que será pregado este ano pelo Presidente do Pontifício Conselho para a Cultura, Cardeal Gianfranco Ravasi. Os encontros desta Assembleia se concluem no dia 15 de abril.

De Aparecida, SP, para a Rádio Vaticano, Silvonei José.


sábado, 2 de abril de 2016

Domingo da Misericórdia: Jesus Cristo, o poeta e o mestre da Misericórdia do Pai mias di por palavras, ele ensinou pela vida e por suas ações misericordiosas


O Papa S.João 23 afirmou, no seu discurso  de abertura do concílio Vaticano II, no dia 11 de Outubro de 1962, com o qual traçou o caminho do próprio concílio, que o Concílio não se podia limitar a repetir a doutrina tradicional da Igreja. 

Amiúde a Igreja condenou erros, e em certas ocasiões até com bastante severidade. Hoje, pelo contrário, afirmou o Papa, a “esposa de Jesus Cristo prefere empregar a medicina da misericórdia antes de empunhar a arma da severidade”.

Cabe assim, afirmar que o novo estilo pastoral a que se referia S.João 23 teve muito que ver com o que ele mesmo havia referido naquele discurso de abertura, com a expressão “medicina da misericórdia”. Desde então o tema da misericórdia tornou-se fundamental não só para o concílio, mas também para toda a prática pastoral da Igreja pós-conciliar.

Adéqua muito bem com a expressão do atual Papa Francisco quando disse que a Igreja católica deve ser como “um hospital  de campanha após a batalha, cuidando das feridas de seus fiéis, e saindo para encontrar os que foram machucados, excluídos, ou que se afastaram”. E ainda: “Algumas vezes a Igreja fecha-se em pequenas coisas, em regras mesquinhas. 

A coisa mais importante é a primeira proclamação: Jesus Cristo nos salvou e os ministros da Igreja devem ser ministros da misericórdia acima de tudo. O ministério pastoral não pode ser obcecado com a transmissão de uma série incoerente de doutrinas a serem impostas insistentemente. Temos de encontrar um novo equilíbrio, caso contrário o edifício moral  da Igreja  deve cair como um castelo de cartas, perdendo a frescura e a fragrância do evangelho”.(Entrevista à revista Civiltá  Catolica, com Antônio Spadaro).

Por sua vez o Papa S.João Paulo segundo, na homilia que proferiu por ocasião da canonização da Santa Faustina, disse que esta mensagem devia ser como um raio de luz para o caminho do ser humano no terceiro milênio. 

E durante a sua última viagem à Polônia em 2002 consagrou solenemente o mundo à divina  misericórdia. Nessa ocasião encarregou a Igreja de transmitir ao mundo o fogo da compaixão. Segundo uma sugestão da mesma Santa Faustina o Papa proclamou o 2º domingo da 

PÁSCOA como o domingo da misericórdia.
Veja bem, o Papa Francisco afirmou que a Igreja tem que ser como um hospital de campanha após a batalha. Não será porque a Igreja passou quase o tempo todo condenando e pregando um Deus castigado? O  cardeal Walter Kasper afirma: “a noção de um deus castigador e vingativo induziu muitas pessoas a temer pela sua salvação eterna” (A Misericórdia”, pg.26).

E afirma ainda  o mesmo cardeal:  “Esquecer a misericórdia não é um problema marginal e secundário da doutrina de Deus, antes pelo contrário, isso confronta-nos com o problema fundamental da determinação da essência de Deus e dos atributos divinos em geral, e obriga-nos a reformular a doutrina de Deus”( id, pg 24).


Na verdade, o Frei Luís Turra resumiu muito bem o nosso assunto naquela afirmação do início do nosso tema: "Jesus Cristo, o poeta e o mestre da misericórdia do Pai, mais do que por palavras, ele ensinou pela vida e por suas ações de misericórdia”

Mensagem da páscoa do bispo diocesano:


Caríssimos padres, religiosos, religiosas, leigos e leigas, seminaristas e todo povo de Deus!

Somos um povo que estamos a caminho e, neste caminhar quantas vezes passamos por dificuldades, tristezas, injustiças e lamentações. Assim foram as mulheres, fiéis seguidoras de Jesus. Indo ao túmulo, símbolo dos que morreram, para zelar o corpo de Jesus elas se deparam com uma situação. Jesus não está preso a uma estrutura de morte, “as mulheres encontraram a pedra do túmulo removida”(Lc 24,2).

Hoje, quais são as estruturas de morte presente no nosso meio?. Negação de direito, descaso dos bens públicos, corrupção, ausência de políticas públicas como nos chama atenção a CFE-2016, principalmente no que diz respeito ao saneamento básico....Porém, mesmo diante das situações de morte existe sinal de esperança, a pedra do túmulo está removida.

A pedra se remove quando fortalecemos nossa comunhão pela força do Evangelho. A pedra se remove quando somos capazes de sairmos do nosso comodismo e de fato sermos Igreja missionária e profética; a pedra se remove quando não nos deixamos abater pelas ameaças dos grandes projetos como o MATOPIBA, (que quer ocupar 143 milhões de hectares no Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), a pedra se remove quando somos capazes de ouvir a voz daqueles e daquelas que clamam por justiça e solidariedade. A pedra se remove quando assumimos o universo como nossa casa comum que exige nossa responsabilidade.

É a força da ressurreição que deve remover as pedras que impedem nossas lutas e disponibilidade de nos comprometermos com a vida. Portanto, não podemos ficar abatidos, mas, o nosso dever é sentir e anunciar que Cristo não está morto. “Porque estás procurando entre os mortos aquele que está vivo? Ele não está aqui. Ressuscitou!” (Lc 24,5). 
A ressurreição desperta a memória das mulheres para se lembrarem das palavras de Jesus e as impulsiona para o anúncio aos apóstolos e a todos os outros. Esta deve ser a nossa atitude, anunciar com convicção e alegria que Cristo Venceu a morte “ Ele ressuscitou!”.

Como Diocese de Brejo, agradecemos a Deus pelos sinais de ressurreição: realização da Assembléia Diocesana, assumindo Urgências e Prioridades, surgimento da Pastoral Afro, Pastoral dos Pescadores (as), realização das Semanas Missionárias, articulação das Pastorais Sociais; chegada de novas religiosas em Buriti, Paulino Neves e em Brejo; empenho de nossos padres, religiosos, religiosas, leigos e leigas e seminaristas, espírito de comunhão dos nossos benfeitores e benfeitoras, empenho dos conselheiros(as) diocesano, parcerias com outras organizações em defesa dos direitos e da vida e tantos outros sinais que demonstram para nós a força da ressurreição de Cristo em nossas vidas.

Carísimos irmãos e irmãs tenhamos a disponibilidade das mulheres e de Pedro para irmos aos túmulos de hoje (situações de morte) não para chorar e lamentar, mas para anunciar o acontecimento: Ele não está aqui. Ressuscitou!

Que a Ressurreição de Cristo seja nossa força e esperança. Feliz Páscoa!
Com as bênçãos do Deus misericordioso
Dom José Valdeci Santos Mendes



NOTICIÁRIO DA PARÓQUIA



1)- Primeira Comunhão na capela de S.Raimundo da Corrente será nesta semana, dia 08(6ªFeira), na missa da noite. A confissão será nesse mesmo dia de 6ªFeira à tarde, 15.00


2)- Primeira Comunhão na capela de NªSª da Conceição de  Terras Duras será no próximo domingo, na missa das 09.00h. A confissão será no dia 08, 6ª Feira, às 08.00h


3)- Primeira comunhão na capela de S. Francisco, Bairro da Cruz será no dia 09, sábado, na missa da noite, 20.00h. A confissão será no mesmo dia, sábado às 08.00h, por conta que à tarde tem confissão na Matriz.

4)- Nesta 6ªfeira e sábado realizou-se na diocese um Encontro vocacional “Despertar vocacional. De nossa Paróquia participaram 05 jovens

5)- No dia 08 a 10 acontecerá no Brejo um Estudo sobre o evangelho de São Lucas. Poderão se inscrever no Secretariado

6)- Nos dias 22 a 24 deste mês de Abril acontecerá um Estudo de formação missionária a nível regional para avaliação das SMP no Nordeste V (Maranhão). Local, em Anapurus. Precisam-se duas pessoas de cada Paróquia. É verdade que em 24 temos o evento da inauguração do CEPAN. Se tiver duas pessoas disponíveis marcarão a presença de Chapadinha, aliás das duas Paróquias, o que daria 04 pessoas. Obrigado.

7)- Reunião do CPP: Acontecerá no próximo domingo, 2º domingo do mês. Sua presença é importante

8)-Adoração do SS.mo Sacramento: Acontecerá também no próximo domingo, por conta que não foi possível domingo anterior. Não esqueça alimentos e roupas de sua oferta.


9)- Renovação do compromisso dos Acólitos: Próximo domingo, dia 10. No dia anterior, sábado à tarde tem disponibilizada a confissão para quem precisar, uma vez que ainda teve confissão faz pouco tempo nesta quaresma.