segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

JESUS E OS ESTRANGEIROS SIMBOLIZADOS PELA MULHER SÍRIO-FENÍCIA

Um dia uma mulher pagã sírio-fenícia foi até Jesus que se encontrava no seu território estrangeiro e lhe pediu que expulsasse um espírito impuro de sua filha, “Ela suplicou a Jesus que expulsasse de sua filha o demônio. Jesus lhe disse: deixa primeiro que os filhos fiquem saciados, porque não está certo tirar o pão dos filhos e jogá-los aos cachorrinhos. A mulher respondeu: é verdade, mas também os cachorrinhos debaixo da mesa, comem as migalhas que as crianças deixam cair. Então Jesus disse: “Por causa do acabas de dizer, podes voltar para casa; o demônio já saiu de tua filha” (Mc.7,25-30). Este CrCode não é sobre fé, mas sobre a purificação dos territórios estrangeiros que são purificados por meio da expulsão dos demônios. Isto porque na doutrina dos Judeus os territórios estrangeiros eram habitados por demôniios ou espíritos impuros. Não é sobre “milagre”, mas sobre purificação de territórios pagãos, simbolizados por aquela mãe pagã e estrangeira e sua filha que não pertenciam ao povo judeu e portanto não eram “filhos” mas “cachorrinhos”. O resumo e a lição teológica e catequética é portanto esta: o demônio que habitava em todos os pagãos e nessa filha e nessa mãe já tinha saído. Observemos a cena: “Primeiro os filhos devem  ficar saciados, porque não está certo tirar o pão dos filhos e jogá-lo  aos cachorrinhos”.  Os filhos eram os judeus; os cachorrinhos eram ela e a sua filha. Assim era eram tratados, como cachorros ou gente habita por demônios e espíritos impuros. Por sua vez, a resposta de Jesus nos surpreende: “Por causa do que acabas de dizer podes voltar para casa, o demônio já saiu de tua filha”. Não é sobre fé mas sobre que a mulher entrou por suas próprias palavras no povo dos filhos. Como quem diz: se os filhos comem o pão, nós também queremos embora seja o que sobra ou que cai mas é o pão dos filhos que eu e minha filha queremos comer, “por causa do que acabas de dizer você e sua filha já não são gente possuída por demônios”. Também não é sobre milagre, mas como nós estamos cheios da síndrome de milagres, tudo achamos como “milagre”. Porém os ouvintes daquela época não entendiam como milagre mas como lição de purificação daqueles territórios pagãos: aquela filha e aquela mãe, pelas suas palavras já se tinham tornado “filhas” do povo dos filhos de Deus. Este QrCode é paralelo ao homem de Gerasa, o geraseno, também de território pagão possuído por uma legião de demônios (Mc.5,1-20). Era também um território pagão e estrangeiro. Pela ação de Jesus, simbolizada na saída dos demônios do corpo daquele homem e entrando em porcos que se jogaram no mar, tanto aquele homem estrangeiro como o seu território estrangeiro ficaram purificados. São dois QrCodes paralelos e com a mesma lição teológica e catequética. Notemos que a linguagem era usada para o entendimento e a cultura daquela época. Porque a Bíblia não fala a nossa linguagem de hoje, mas da época  em que foram escritos os evangelhos. O nosso trabalho agora é saber ver as distâncias e as diferenças de cultura e de linguagem. Por isso já dizia uma professora que a "Bíblia tem que ser lida com uma lupa". Quisemos clarear este CrCode de Jesus e os estrangeiros explanando esse episódio da mulher sírio fenícia. Sempre recordando na nossa lupa e no nosso QrCode o que diz a teologia bíblica no seguinte jargão: Os evangelhos não são geográficos nem históricos mas teológicos.

P.Casimiro João       smbn

www.paroquiadechapadinha.blogspot.com.br

 

 

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