domingo, 12 de abril de 2020

As grandes pandemias do passado e a atual do coronavírus, e a vitória da humanidade sobre todas elas. É PÁSCOA


As PANDEMIAS mais conhecidas  no mundo antes desta agora do COVID 19 são a PESTE BUBÔNICA e a GRIPE ESPANHOLA.

A PESTE BUBÔNICA

Foi causada pelo ao vírus yersinia pestis e surgiu na metade  do século XIV por 1345, vinda da Ásia, provavelmente também da China. 

Espalhou-se no continente europeu por meio de viagens de comerciantes, e espalhava-se também pelo espirro e gotículas. A medicina pouco avançada e pouca ciência ficaram sem recursos. Ela provocava grandes inchaços, conhecidos por bubões, dai o nome de peste bubônica  de cor escura, pelo que foi chamada também de peste negra.

Causava uma morte dolorosa terrível e rápida, de 2 a 5 dias. Pinturas da época desenhavam esqueletos dançando nos palácios tanto como nas casas de ricos e artesãos e de todo mundo para dizer que não poupavam ninguém. Matou mais de 40 milhões de pessoas na Europa.

A GRIPE ESPANHOLA: 

Encheu toda a Europa, América do Norte e do Sul, entre 1918 -1919, uma pandemia do vírus influenza provavelmente de origem nos campos de treino de guerra da América do Norte e atingiu muitos soldados durante a 1ª grande guerra

Fala-se em 50 milhões de mortos na Europa ou até 100 milhões, um terço da população europeia da época, ou até quase metade da população europeia. Em São Paulo morreram 350 mil, e no Rio 12.700 pessoas. 

Recebeu o nome de gripe espanhola porque foi a Espanha quem divulgou mais. Tanto na primeira pandemia bubônica como na gripe espanhola só dava efeito a proibição de aglomerações e o isolamento social. Muita gente fugia para os campos, os mortos eram enterrados em covas comuns, outros eram queimados.

Estas pandemias tiveram grande repercussão para mudanças na Europa e não só. Como consequência da peste bubônica resultou a Revolta dos camponeses, e a Crise da cavalaria medieval

Interessa-nos mais falar da primeira, pois que nesse período faltaram braços para trabalhar a terra, depois de tantas mortes. Então os proprietários aumentaram os trabalhos e os impostos em cima dos camponeses, de tal modo que eles começaram fugindo dos campos, até que revoltas violentas estouraram por toda a Europa.

Uma das principais reivindicações do povo da terra era contra o status social dividido em clero, nobreza ( os senhores feudais) e o povo. A condição subordinada dos camponeses se mantinha estável na medida que existia um forte discurso religioso que justificava a sua condição. 

Essa situação começou fermentando as futuras ideias que levaram à Revolução francesa, onde foram proclamados os três pilares da sociedade moderna, igualdade, fraternidade, liberdade.

É PÁSCOA: tempo das maiores manifestações de fé. Tempo de acreditar tanto na ciência, como em Deus. Como vimos, a Humanidade tem passado por situações iguais a esta de hoje e sempre se renovou. 

O maior sinal que está aparecendo é a Solidariedade entre a humanidade e a consciência de que somos todos Iguais e Mortais do mesmo jeito. 

Um exemplo flagrante são as Favelas que, sendo esquecidas pelos poderes públicos estão se organizando solidariamente, como na Paraisópolis, com mais de 100 mil habitantes, onde nomearam entre eles 400 presidentes de Rua para atender em todos os assuntos toda a população.  

Todos nós agora iremos passar para um futuro melhor, porque, como diz o jargão: Deus passa na frente.  O Dr. José Carlos C. Silveira faz pesquisas com doentes terminais e afirmou comprovar-se empiricamente o melhor desempenho na cura do câncer  por parte de pessoas que têm fé do que quando não têm. E a experiência tem mostrado que a presença da religião tem feito baixar  a violência em presídios.

No entanto, temos que nos alertar para o seguinte: sempre corremos o perigo de uma leitura mágica e errônea da fé: “Não se trata, como diz o teólogo brasileiro Libanio, de imaginar Deus com seu poder infinito à espera de nossos pedidos para atuar milagrosamente. 

Mas, antes, de entender Deus presente e atuante em todos nós pela força da criação continuada, animando e promovendo as forças de vida que existem em nós. E nesses casos, elas conseguem superar a fragilidade do corpo e do espírito”. 

E continua: “Há uma imanência transcendente e criadora de Deus que está na origem de todo o bem que acontece, conforme nossa abertura, nossa acolhida, nossa disposição”. 

Vem a propósito aumentar aqui o caso quando você pede a Deus a tua vitória e a derrota pro outro, será que um pai iria escolher qual dos irmãos iria derrotar? 

O pai inteligente o que diria? “larguem de brigar”, ou então: se não se ajeitam, é  vocês mesmos tem  que se virar. Assim nós também, ou nos ajeitamos, ou temos que nos virar. BOA PÁSCOA!

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