sábado, 20 de julho de 2019

O AMOR VALE MAIS DO QUE A FÉ



O direito de errar é tão importante como o direito de existir, caso contrário nem Deus não nos teria criado.

Veja bem, o jogador bota o nome num time, começa aprendendo, quer ser um craque, mas erra muito e nunca desiste. O treinador dá-lhe o direito de errar. O aluno vai na escola, vai para aprender mas  tem o direito de errar. O filho tem o direito de errar, porque está aprendendo a ser filho ou filha. 

Os pais têm o direito de errar porque estão aprendendo a ser pais. Por isso os pais têm que dar aos filhos o direito de errar. E os filhos também que dar aos pais o direito de errar. E Deus é o primeiro que nos dá o direito de errar senão nem nos tinha criado.
Na Igreja  e nas famílias parece que ninguém pode errar. Até para as crianças já temos um dedo apontando que errou, e poucas vezes um elogio que acertou. E na Igreja? Vejamos bem que houve sempre uma luta entre o magistério dos bispos e  dos teólogos.

No séc.I não havia separação nenhuma entre um e outro. Havia a função de ensinar semelhante à dos rabinos das sinagogas. Depois as Escolas do séc.II ao séc. III foram abertas por iniciativa de mestres de iniciativa particular, sem missão recebida das autoridades pastorais, como Justino, Orígenes, Jerônimo  e Efrém. O Catequista era chamado de doutor (didáskalos) semelhante ao ensino dos rabinos do A.Testamento.

Foi Santo Irineu que começou a formular o critério de sucessão apostólica para garantir a autenticidade da tradição. Depois do séc.II já começou uma distinção entre o ensino dos doutores e dos ministros ordenados que se julgavam os da tradição. E começou a tomar relevo a figura do bispo

A “cátedra” é que caracterizava a figura do bispo. Daí a “cátedra” “cadeira” do bispo é que começou se tornando o critério de autenticidade. Embora alguns bispos mal soubessem ler mas se baseavam na sucessão dos apóstolos e faziam “regra de fé”, e botavam algum diácono para fazer as pregações. E assim continuou pela Idade Média, quando não poucos bispos eram escolhidos pelo rei e nobres da corte e entre os seus membros.

Mais à frente chegou-se a um conceito restritivo de magistério do bispo e exigir dos teólogos que exercessem sua atividade só para explicação das declarações do Magistério, limitando e amarrando o trabalho da Teologia  e dos teólogos.

O magistério do Papa e dos bispos, invocando sua autoridade pastoral invadiu assim o campo e a competência da Teologia. Foi quando também o Papa declarou só como válida e eterna a teologia de Tomás de Aquino, como a única aceitável, e excluindo todas as outras Escolas e Mestres mais atualizados e capacitados.

O papel assumido pela especulação teológica sofreu grandes revezes em épocas diferentes devido a essa invasão e repressão do Magistério impedindo o trabalho acadêmico que na herança de Platão é o lugar do diálogo entre as ciências e isso foi suprimido. Além de outros atropelos como a Inquisição, o Index e o Syllabus.

O Concílio Vaticano II colocou bases para uma solução desse problema, pondo em evidência a necessidade  de abertura ao trabalho teológico (GS. 44 e 62). Na verdade, como dissemos atrás, há um direito fundamental da pessoa humana e das instituições, é o direito de errar. Se Deus dá o direito de errar, porque é que a Igreja não dá esse direito? E por que tantas vezes não o admitiu? Porque se não existisse o direito de errar não poderia haver o direito de existir.

Ninguém explica Deus”,  como canta o músico Marcos Almeida. Os cientistas explicam Deus do jeito deles; o morador de rua  explica do jeito dele; a Igreja explica do jeito dela; as outras igrejas explicam do jeito delas; a Antigo Testamento explicava do jeito dele. E há erros? Não, porque todos querem acertar e ninguém,  acerta, só tenta, “procurando Deus às apalpadelas”. (At.17,24).  E ainda : “Agora vemos como num espelho, em enigma, mas então veremos face a face”(1.Cor,13,12).

Já dizia um jargão antigo da Patrística: “Nas coisas necessárias haja unidade, nas duvidosas e incertas a liberdade, mas em todas a caridade. E eu sempre digo: O amor vale mais do que a fé.
      NOTICIÁRIO:
1)- Festejo de Santa Ana: Hoje já é o 5º dia do festejo da Santa Ana, no Bairro Aldeia e Vila Liberdade, BR 220. O Festejo encerra no dia 26 com celebração da santa missas às 08.00h e procissão à tarde com valioso show de prêmios.

2)- Convite do Ministério de Acólitos: É com muita alegria que o Ministério do Grupo de Acólitos convida você para participar da solenidade dos 25 anos de existência do grupo em Chapadinha. PROGRAMAÇÃO: Missa: Local, igreja Matriz de NªSª das Dores, data: 28/07/2019. Horário: 10.00h   COMEMORAÇÃO DAS BODAS DE PRATA: Local, Rincão BOA NOVA, data: 02/08/2019. Hrário: 19.00h.
3)- ANO VOCACIONAL: Nas capelas tem as capelinhas do Ano Vocacional. Não é só para ficar lá paradas nos altares, mas para fazer reuniões sobre o ano vocacional. As Cartilhas do Ano vocacional se encontram à venda no Secretariado da igreja Matriz para serem utilizados nessas reuniões pela Pastoral Familiar, Pastoral da Juventude, Catequeses, IAM e Legião de Maria.

4)- A igreja matriz está levando uma geral com  troca da telha antiga por brasilite reforçada de 5mm, e a torre com pastilhas de cerâmica; também a cruz nova no cimo da torre porque  a outra estava já comida pela ferrugem; e pintura geral. Muitas madeiras e caibros tiveram que ser substituídos. 

A igreja matriz é um patrimônio de toda a Paróquia. Por isso todas as Comunidades têm que intensificar o dízimo, porque tem comunidades que colaboram pouco. Graças a Deus que algumas colaboram bem mas outras muito pouco. 

E todo o paroquiano deve tomar a peito esta empleitada de ser dizimista consciente com o compromisso de não falhar em sua vida e na família. Faço um apelo aos membros da Pastoral Familiar que sejam os primeiros a não falhar no seu dízimo e botem a mão na sua consciência.


PÁGINA DA IRONIA:
              
      
Veja abaixo fotos da igreja matriz em reforma):













sábado, 13 de julho de 2019

Deus o juiz como era considerado pelos judeus.

Numa Palestina que tinha 500 mil habitantes, tendo por capital Jerusalém que tinha 25 mil habitantes; tinha um Templo cheio de ouro, com um grande espelho de ouro que refletia os raios do sol nascente doado pela rainha de Adiabesse, e um candelabro de sete braços de ouro maciço que pesava 70 quilos de ouro, com a fachada também coberta com placas de ouro, mesas com mais de 70 quilos de ouro, Deus só podia ser o rei no meio desses tantos ouros de brilho.

E tanto assim que os judeus tinham a ideia de Deus em termos de culpa, castigo e mérito. Deus se tornava assim credor do culpado e pagador do justo. Como os méritos dependiam da fidelidade minuciosa às leis e às normas, toda a atenção se concentrava no Lei. Até que eles confundiam “recompensa”  com “mérito”. A recompensa é ato de doação, enquanto que o é dívida  do devedor.

Então eles queriam o mérito como preço dos seus atos. Era a lei do comércio com Deus. Tinham que ser justos para poder cobrar de Deus. E, em virtude da divinização da Lei eles tinham uma vida programada até em seus mínimos detalhes. 

Isto levava ao fato de eles fomentarem a ideia do Deus juiz que premiava ou castigava o homem, tendo por critério a fidelidade ou infidelidade às suas leis. Dada a impossibilidade prática de ajustar-se de todo ao acúmulo de leis, sobre o homem pesava constantemente a ameaça do castigo divino,

Por outro lado, sua doutrina se concentrava nesta preocupação de cumprir à risca os preceitos de Deus juiz, separando-a do amor ao homem. Segundo eles, o culto a Deus permitia esquecer as mais sagradas obrigações com o próximo. Daí o trabalho e esforço monstro de Jesus para reverter esta situação. E não devemos esquecer que a expressão “Deus é fiel se baseia nesta preocupação.

Quando Jesus quis mexer nesta estrutura pregando que o amor ao próximo seria prioritário ao culto a Deus, aí o bicho pegou. Se tiver alguma contenda com o seu irmão e for levar alguma oferenda ao altar, deixe ali a oferenda e vá primeiro acertar as contas dom o teu próximo (Mt.5,24).

Não teve jeito, começaram franzindo as sobrancelhas e desconfiando de Jesus. “Este homem subverte a lei de Moisés, e é contra o Templo e os nossos costumes” (Lc. 23,5).
Templo de Jerusalém na época de Jesus
E numa cidade que tinha aquele Templo e aqueles ouros, quem podia se erguer contra o templo, e contra os ouros, porque Deus “estava no meio, e não na pobreza dos doentes? Só um “doido como Jesus”.
              NOTICIÁRIO:
1)-Faltando menos de dois meses para o festejo da Padroeira, tivemos que trocar a cruz do alto da torre por uma nova Cruz pois ela não estava em condições seguras. E um reparo no para-raios.

2)- Dia 16 inicio do festejo da Santa Ana, no bairro Aldeia e Vila Liberdade. Encerrando no dia 26 com a missa às 08.00h, procissão á tarde (16.h) e show de prêmios.

3)- De 14 a 20: Escola teológica no Brejo.
4)- As Cartilhas do Ano vocacional se encontram à venda no Secretariado da igreja Matriz para serem utilizados nas reuniões das Casas pela Pastoral Familiar, Pastoral da Juventude, Catequeses, IAM e Legião de Maria.

5)-A igreja Matriz está sendo destelhada para trocar o telhado para Brasilite reforçada. Colabore na conta abaixo. Também pode comprar telha por menor preço colaborando para reduzir os gastos da Paróquia nesta reforma. Obg.
A igreja Matriz em reforma do Telhado e da Torre




A Igreja Matriz de NªSª das Dores em reforma da Torre e
Telhado

Faltam dois meses.
Hoje 14 de Julho e em 14 de Setembro estaremos na véspera Do Festejo da Padroeira. Vamos ficando atentos a todos os momentos em que poderemos ser úteis para criar um ambiente mais cristão e mais mariano e mais decentemente chapadinhense na realização dessa data tão querida e celebrada tanto pelos residentes como tão recordada pelos que se encontram noutros lugares da Nação.

Os trabalhos da recuperação da Matriz vão continuando e quando chegamos no cruz da torre vimos que não estava mais segura e temos que substituí-la por uma nova CRUZ. E também o apoio do PÁRA-RAIOS tem que ser substituído. Que tenhamos a bênção e a proteção de N.Senhora para que tudo continue dando certo.









sábado, 6 de julho de 2019

“Ai de vós que tendes a chave da ciência e do conhecimento; vós mesmos não entrastes e impedistes aos outros de entrar” (Lc.11,52).

O saber dá poder, na política e na Igreja. Jesus contestou os doutores da lei dum modo significativo. E tanto era assim que eles encontravam subterfúgios e desculpas, e meios de se dispensarem, mas obrigando os outros nos mínimos detalhes. 

Por exemplo no 4ºmandamento, de cuidar de seus pais idosos, e ficando com o espírito livre para “cumprir” seus obsessivos rituais de purificação e outros seus caprichos. (Mc.7,1-13).

Com seus conhecimentos secretos sobre Deus, como o tratado do carro de Ezequiel e de Eliseu, o nome divino e virtudes mágicas, os segredos das maravilhas do início do mundo, os segredos da Torah, eles usavam fórmulas mágicas para driblar as leis em seu favor. 

Todo o ensinamento deles era conhecido como  “segredo de Deus”. Eles se consideravam  herdeiros e sucessores dos profetas.

Em contrapartida aos seus cuidados com as leis do Templo e dos sacrifícios, e jejuns e purificações que eles cuidavam com detalhes, Jesus e os discípulos nunca tomaram parte de um sacrifício no Templo. 

Os evangelhos nunca nos mostram Jesus, durante sua vida pública nessa participação. Só tomava parte na oração e celebração leiga na sinagoga. Jesus era um leigo e não pertencia a nenhuma ordem sacerdotal.

Ele estava mais preocupado com a vida e as relações justas entre as pessoas do que em respeitar as estreitezas do sistema de impurezas legais. De agora em diante a função litúrgica não é necessariamente reservada exclusivamente aos clérigos. Cristo era um leigo que soube renovar a relação de Deus com seu povo.

E aqui vem a questão: porque é que  os cristãos praticantes são ainda hoje muito mais conservadores do que o conjunto da população?  

Quando “há mais alegria no céu por um pecador que se converte” tantas vezes entre os conservadores é o contrário, há mais tristeza e raiva e se deduram os que querem voltar? (Lc. 15,7).

E não é por isso também que muitas assembleias servem mais para celebrar um Deus que só se enquadra na perspectiva e ambições de dessas assembleias? Por isso o poder tem mais força quando apoiado e expresso na religião. Os políticos sabem muito disso, assim como os poderes religiosos também.

Não são estas distinções e honrarias das divisões sociais que ainda herdamos hoje daquelas épocas? Já cantava o hino: A MESA TÃO GRANDE E VAZIA DE AMOR E DE PAZ, DE PAZ! “Aonde há luxo de alguns, alegria não há jamais! A mesa da eucaristia nos quer ensinar, ah, ah, que a ordem de Deus nosso Pai é o pão partilhar. Pão em todas as mesas..."
     NOTICIÁRIO:
1)- Hoje tem Exposição do Santíssimo, primeiro domingo de Julho, com os horários de cada Grupo e comunidade.

2)- Dia 09 segunda 3ªFeira do mês tem a reunião do CPP. Chamo a atenção para a importância da presença e as participações no CPP, Conselho Pastoral Paroquial. Dois membros dos Colegiados, (do Centro e das Comunidades, dois membros de cada Pastoral e Movimento e dois membros dos CAEs (Conselho Econômico das Comunidades, além do CAEP (Conselho Econômico Paroquial).  
Vejam as ausências da última Reunião do mês de Junho: - Caminho Neo catecumenal; - Shalon; - RCC (nenhum Go); -Caep;- Homens do Terço; -Mulheres do Terço; -Apostolado do Terço; -Pastoral da Juventude: -Pastoral da Criança; -Pastoral do dízimo; -Comunidade do Centro; e comunidade de S.to Antônio.
As presenças: - Todos os Colegiados das Comunidades, menos da Comunidade do Centro e da comunidade de S.to Antônio; Pastoral Familiar; - Ministério  dos Acólitos; - Apostolado da Oração; -Catequese; -Mãe Rainha; - Legião de Maria; -Comipa.
Escala da Exposição do Santíssimo:

11.00h-12.00h: Acólitos, Pastoral da Juventude e Comunidade de São Pedro;

12.00h-13.00h: Apostolado da Oração, Legião de Maria e Comunidade de São Francisco;
13.00h-14.00h: Comunidade Shalon, Apostolado do Terço e Comunidade de Santa Ana.

14.00h-15.00h- Ministros da Comunhão, e Comunidade de São Raimundo;

15.00h-16.00h- Catequeses, Caminho neo-catecumenal e Comunidade de S.Antônio;

16.00h-17.00h: RCC (todos os Grupos) e Comunidade de Santa Teresinha;

17.00h-18.00h: Pastoral da Família e Comunidade de NªSª do Bom Parto;

18.00h-19.00h- Homens do Terço. Mulheres do Terço e Comunidade do Centro
                 NOTAS LITÚRGICAS:
I- “Como uma mãe que acaricia o filho, assim eu vos consolarei” (Is.66,13 primeira leitura).

II- “Eu trago em meu corpo as marcas de Jesus” (Gál.6,17 segunda leitura)

III- “A messe é grande mas os trabalhadores são poucos” (Lc,10,2 evangelho)

(Veja como vai o andamento da reforma da torre e do telhado da nossa Matriz de N.S. das Dores)














domingo, 30 de junho de 2019

O NOME DE PAPA QUANDO COMEÇOU?

Nas primeiras comunidades eram os sacerdotes que eram chamados de papa, querendo dizer “pai” “paizinho”, e isto no Oriente, até o século III, quando passou a ser usado apenas pelo Patriarca de Alexandria

No Ocidente vigorou até mais tarde, praticamente até o século XI, quando o Papa Gregório VII em 1.085 deu um decreto que só o bispo de Roma ficaria com o nome de Papa.
Na verdade, até aí o Bispo de Roma era chamado por vários nomes, como Vigário de Cristo, Príncipe dos Apóstolos, Patriarca do Ocidente, Servo dos servos de Deus, Arcebispo metropolitano de Roma, Soberano da cidade do Vaticano, Pontífice, e Primaz da Itália.

Um pouco de História:
Em 296  com Diocleciano o Império romano dividiu-se em dois impérios: do Ocidente e do Oriente. Depois dele veio Constantino, que mandou construir Constantinopla para ser a capital do império do Oriente. 

Nessa época havia muita divisão entre o Oriente e Ocidente, e ainda mais: muitas nações queriam invadir a parte ocidental, chegando-se assim às invasões dos bárbaros como lhes chamaram.

O império de Roma não resistiu e caiu no fracasso em 395. O de Constantinopla mesmo com suas dificuldades e divisões chegou até 1.400. Roma não tinha mais imperador, tendo ficado só o imperador do Oriente.  

Foi assim que os Bispos de Roma aumentaram o seu poder e seu prestígio. Os patriarcas de Roma, como eram chamados então e os patriarcas de Constantinopla se guerreavam uns aos outros, até que o próprio patriarca Humberto bispo de Roma chegou a excomungar o patriarca de Constatinopla Miguel Cerulário. 

E por sua vez o patriarca de lá excomungou também o próprio papa ou patriarca Leão IX. Criou-se assim o cisma do Oriente, com a Igreja do Ocidente e a Igreja Ortodoxa do Oriente. Até agora as duas faces da Igreja ainda permanecem, mas com mais entendimento e caridade, e motivadas pelo esforço ecumênico dos últimos Papas São João Paulo II e o Papa Francisco. 

Quando ao nome de Papa veja o documento do séc. XI onde foi determinado pelo Papa Gregório VII esse nome para o bispo de Roma e é dessa data em diante que se fixou o título Papa. Vindo nessa época também o outro de Santo Padre popularmente.

sábado, 29 de junho de 2019

O Concilio vaticano II mostrou que a Igreja, e as Igrejas, não são o único caminho da salvação.


Ao considerar o valor que nossos semelhantes que não pertencentes às Igrejas têm e podem ter em relação ao bem e à felicidade da Humanidade, a Igreja católica se redimiu do pensamento que só ela era o único caminho da salvação.

Como vimos noutras publicações deste jornal, a Igreja afirmou no Concílio de Florença e Ferrara (1437) o seguinte jargão “fora da Igreja não há salvação”. Porém agora o jargão mudou para “fora da Igreja há muita salvação”. Anotei também aqui noutra data que na Idade Média num mundo praticamente sem leitura, e onde todos eram analfabetos, a verdade lhes chegava pronta, e lhes chegava pela autoridade que, assim, tinha o poder sobre o verdadeiro e o falso, o bem e o mal.

Por outro lado, nesses países onde a Igreja tinha relações de amizade com o poder e com as classes dominantes, os acordos e tratados a mantiveram, por longo tempo, como religião oficial do Estado. A população era predominantemente rural, e isto veio a modificar-se nos últimos séculos, quando o fenômeno da urbanização já atingiu quase toda a população do mundo.

Ora, uma população daquela época, que vivia na sombra das verdades eternas teve que se enfrentar com as teorias novas das filosofias de Descartes, de Darwin e do filósofo Kant, como aconteceu esse diálogo no próprio concílio do vaticano. Até que o próprio cardeal Ratzinger formulou que a Igreja e as Igrejas trabalham e trabalharam com verdades históricas, o que significa que as verdades dependem da história, como já tinha dito Galileu “a verdade não depende da autoridade mas da história”.

Isso quer dizer que uma tese ou teoria ou aporema pode ser considerada verdade, e daqui 50 anos já não. É o caso do jargão “fora da Igreja não há salvação”. E o fato de que as crianças e adultos sem batismo não tinham salvação, e agora têm.

Às diversas construções teológicas em questão podemos chamar hoje de “construções históricas, espaciais e temporais” na afirmação anterior citada de Ratzinger. Históricas porque dependem das condições históricas e conhecimentos históricos, e espaciais porque dependem dos espaços sociais e geográficos onde foram feitas.

No documento  da Aparecida se chama a atenção para esta verdade quando afirma “vivemos uma mudança de época, e seu nível mais profundo é o cultural, como dizia Frei Beto que não estamos numa época de mudança mas numa mudança de época". (n.44)

Um conceito muito revelador do Concílio foi também o conceito de Missão. Até ao concílio vaticano II a “Missão” era propriedade dos Bispos. A ordenação dos presbíteros se dava para ajudá-los nessa tarefa. Ora no Concílio, depois de muita discussão, o apostolado ou a “Missão” da Igreja pertence tanto aos bispos quanto a todos os membros da Igreja. E foi por isso que o Papa Francisco deu o seguinte recado: “Não tenham medo das mudanças” (discurso aos Jovens). E inventou a grande afirmação que nossa Igreja “é uma Igreja em saída”.

Na verdade a Igreja começou semítica, virou grega e depois virou romana e feudal. Quando a Igreja começou semítica ela se enxertou na Bíblia do A.Testamento. Basta reparar que nós continuamos ainda muito com os pés no Antigo Testamento. 

Exemplo, a Carta aos Hebreus foi escrita por um hebreu que se tornou cristão e nessa Carta dois terços da mesma colocam a teologia judaica e a cultura do templo. Assim como os salmos que configuram a oração de todos os dias, sem falar nos primeiros capítulos do gênesis.

Quando virou grega adotou as filosofias grega e platônica e aristotélica que levaram a configurar a nova fé da Igreja nascente em categorias gregas, que ainda hoje influenciam. E agora está dialogando com as ciências que têm feito avançar a Humanidade para categorias em que se irmanam católicos e protestantes, religiões orientais e ocidentais com credos que cada vez mais se reconhecem como levando para caminhos que conduzem ao mesmo Deus que é a mesma fonte de onde todos saímos.

NOTICIÁRIO:

1)- Hoje tem Missão Jovem no Bairro da Cruz com os catequizando de Profissão de Fé, Crisma 1 e Crisma 2

2)- Na sexta e sábado, dias 05 e 06 celebramos o 3º jubileu das Santas Missões Populares.

3)- Sábado é a Missa da Unidade e o encerramento das SMP.

4)- Dia 04 é a primeira 5ªfª do mês e tem confissões durante o dia e celebração penitencial à noite.

5)- Próximo domingo tem a Exposição do Santíssimo com os horários respectivos.

6)- Dia 01 tem reunião da Pastoral Familiar pois é a primeira 2ª fª do mês de Julho.

7)- Dia 03 será a entrega da imagem da Aparecida para a paroquia de Cristo Rei.
A igreja Matriz em reforma da torre e mudança do TELHADO





sábado, 22 de junho de 2019

A Igreja da cristandade e da pós-cristandade



A Igreja da cristandade era antes do concílio Vaticano II, desde o séc.IV até nos anos da revolução francesa, 1789. Significa que a Igreja era composta de todos os Estados do Ocidente europeu onde todo mundo tinha que ser cristão para se salvar.

No século XVI vieram os protestantes e tomaram para si essa preocupação que até agora era só da Igreja católica: “todo mundo tem que ser evangélico para se salvar”.

Na Idade Média todas as Universidades europeias eram católicas. Todo o conhecimento tinha que passar pelo filtro católico. Coisa que veio a mudar na idade moderna no século das luzes assim chamado, porque os intelectuais começaram a se independenciar da tutela tanto da Igreja católica como das igrejas protestantes. 

E o mundo começou a alinhar com eles, dando às Igrejas o seu lugar no respeitante a seu espaço de fé, e dando às ciências e ao chamado “mundo profano” a sua independência própria. E defendiam a liberdade religiosa e liberdade de consciência. 

Isto custou sangue e suor para  que a teologia se adaptasse a estas novas ideologias, pois os detentores da fé e das regras da fé achavam que o mundo iria acabar quando eles perdessem o controle da situação. 

Na época até o Papa Pio IX publicou o chamado “Syllabus” que era uma coleta de condenações condenando a nova situação, como a liberdade religiosa e liberdade de consciência. Ele temia que chegasse o “fim da cristandade” onde a Igreja ainda tinha o controle de tudo. Em 1948 esta situação se firmou na DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS DA ONU.

O concílio vaticano II veio esclarecer os diferentes campos da Igreja e da ciência dizendo que “há duas ordens de conhecimento, a da fé e da razão”, na Constituição Gaudim et Spes (Alegria e Esperança). Na mesma linha, a Igreja reconhecia “a justa liberdade e autonomia da cultura humana e da ciência” (n.59).

A Igreja se abria para dar o direito alienável da independência que até ao momento tinha sido negada ao mundo separado da Igreja.
      NOTICIÁRIO:

1)- A imagem de NªSª Aparecida é hoje recepcionada na Matriz às 08.00 da manhã com entrada solene para a santa Missa acompanhada de toda a Pastoral Familiar e ECC e Círculos. Estará na igreja de S.Francisco no dia 25. 
No dia 26 em São Pedro; 27 em S.to Antônio; 28 em S.Raimundo; 29 em Santa Ana; 01/07 em S.ta Teresinha; 02/07 na igreja de NªSª do Bom Parto. No dia 03/07 irá para a Paróquia de Cristo Rei.

2)- O 3º jubileu das SMP (Santas Missões Populares): Dia 05 e 06: Começará com um tempo de Espiritualidade missionária no dia 05 à noite no CBNET. Visitas missionárias no dia 06 conforme as tarefas que serão distribuídas, encerrando com a Missa da Unidade.

3)- Reforma do telhado da Matriz: Já começou o trabalho para a cobertura com a brasilite. Esperamos concluir em tempo todo o trabalho até no dia 05 de Setembro quando será a inauguração do novo Telhado da Matriz, no levante do mastro; Por isso haverá uma Missa solene na recepção do Mastro seguindo-se Shows com Ministérios e Bandas no âmbito diocesano e Paroquial. O mastro virá do Retorno do Bairro da Corrente e de S.ta Teresinha.

4)- Festejo de São Pedro: Dia 19 o levante do mastro que virá da igreja de Santo Antônio. A Novena começará sempre à 19.00 com o santo Terço – Novena e Santa Missa. Dia 29 o encerramento com a santa Missa às 08 da manhã, e às 16.00 procissão e show de prêmios. Haverá LEILÃO nos dia 23 e 23.  Noite cultural e Quadrilhas nos dias 26 e 27.
5)- Escola diaconal: dias 29 e 30 na sede da diocese, Brejo.
             Notas litúrgicas

I- “Eu derramarei um espírito de graça e oração e olharão para mim” ( Zac.12,10 primeira leitura).
II- Vocês todos são filhos de Deus pela fé em Jesus Cristo” (Gál.10,26 segunda leitura).
III- “Quem quiser salvar a sua vida vai perdê-la; e quem perder a sua vida por causa de mim, esse a salvará” (evangelho, Lc.9,24).
Pedimos a atenção da PREFEITURA e da A SECRETARIA DE OBRAS para a figura abaixo, pois eu já ouvi que  foram dadas ordens para a execução desse  trabalho,  assim como a melhora da rua da ALDEIA.

Parabenizamos o ministério dos ACÓLITOS E DA ACOLHIDA pelos trabalhos da preparação das RUAS para a PROCISSÃO DO CORPUS CHRISTI