sábado, 30 de dezembro de 2017

O cristianismo evangélico e o cristianismo católico irmãos e complementares


Na aceitação do caminho de Jesus Cristo, o cristão católico e o evangélico se defrontam com a instituição chamada Igreja. Esta Igreja carrega atrás de si uma história que sedimentou em verdades de fé que identificam e nos caracterizam a nós como seus agregados.

Devemos no entanto ter presente que na instituição Igreja funcionam  dois aspectos ou duas dimensões, a dimensão teológica e dogmática, e a dimensão organizacional.

Na primeira dimensão teológica e dogmática no seio de ambos os credos existe a graça, a justificação e o Espírito Santo, e portanto existe aquela realidade reconhecida como evento da graça de Deus, em ordem à qual todo o aspecto institucional é secundário, como a expressão verbal dos sacramentos, o aspecto jurídico e técnico-administrativo. E isto pertence à segunda dimensão que é a organizacional, que mais uma manifestação histórica do que componente essencial.

E assim, tanto o cristão católico quanto o evangélico estamos convencidos da nossa salvação, e de viver na salvação de Deus.

Na linha da teologia fundamental, o Papa Francisco tem tirado do fundo do baú verdades por vezes esquecidas como esta,  que na dogmática católica há uma “hierarquia das verdades” (Alegria do evangelho,36). Em função disto existe nas Igrejas uma maior unidade à medida que possuímos em comum muitas coisas, como a profissão de fé no Deus de Jesus Cristo o Salvador, na sua Graça, na sua palavra, na salvação escatológica dada através de Jesus Cristo.


Na hierarquia das verdades existe unidade maior do que desunião, ocasionada pelas questões menores das controvérsias históricas que tradicionalmente têm separado as Igrejas. Se fazemos distinções nessa hierarquia das verdades quanto ao seu peso religioso e existencial, então a partir daí fica mais claro que os cristãos achamo-nos mais unidos de maneira mais radical do que desunidos.

E assim podemos e devemos dizer: o que nos une na confissão da fé é mais fundamental, mais decisivo e mais importante em ordem à salvação do que o que nos separa (Karl Rahner, Curso Fundamental da Fé, 428).

Indo mais longe, os teólogos se questionam a respeito das diferenças históricas de qual dos lados haverá mais grau de responsabilidade e até de culpa. E sem dúvida que de ambos, e nenhum lado pode eximir-se deste peso histórico.

E por outro lado, o positivo é que de ambos os lados há o positivo da boa fé mútua. Por isso mesmo esse é um dado salvífico que também é histórico. Daí que devendo presumir que os homens não sejam no todo culpados, devemos perguntar-nos e requerer de forma muito intensa que semelhantes dados devem ter sentido positivo na providência salvífica de Deus.

É importante ter em conta este problema, porquanto fica aberta a questão radical sobre a atitude crítica em relação ao cristianismo que cada um vive. E depois ainda é importante refletir que, enquanto as consciências dos indivíduos, por disposição divina, estão convencidas que devem se manter eclesialmente separadas, podemos, com todo o direito, nos interrogar sobre o sentido positivo salvífico dessa situação, e podemos afirmar que devemos tirar o melhor de tudo isso, ou seja, devemos obrigar-nos mutuamente a sermos obrigar-nos mutuamente a sermos o mais possível cristãos e a nos questionar mais o que seja o verdadeiramente mais radical da mensagem cristã.

E com razão a teologia hoje se questionas se não haverá muita coisa na controvérsia teológica até o momento achada insolúvel, que venha a ser achada destituída de conteúdo? Questão sempre aberta e sempre possível.

Por isso a volta à nossa afirmação inicial: O cristianismo evangélico e o cristianismo católico irmãos e complementares.



Mensagem do Papa para Dia Mundial da Paz 2018: O Papa chama a atenção para  os migrantes e refugiados

O Vaticano divulgou nesta sexta-feira, 24, a mensagem do Papa Francisco para o 51º Dia Mundial da Paz, que será celebrado em 1º de janeiro de 2018. No texto, Francisco chama a atenção para a situação dos mais de 250 milhões de migrantes no mundo, dos quais 22 milhões e meio são refugiados.
“Com espírito de misericórdia, abraçamos todos aqueles que fogem da guerra e da fome ou se veem constrangidos a deixar a própria terra por causa de discriminações, perseguições, pobreza e degradação ambiental”, afirma.

Na mensagem, o Santo Padre reflete sobre o motivo de haver tantos migrantes e refugiados no mundo. Ele recorda que, na mensagem para essa mesma data no ano 2000, o então Papa João Paulo II incluiu o número crescente de refugiados entre os efeitos das guerras, conflitos, genocídios e “limpezas étnicas” que caracterizaram o século XX.
Francisco explica que, infelizmente, até agora não houve uma mudança no novo século, de forma que os conflitos armados e outras formas de violência continuam causando o deslocamento de populações, dentro dos países ou fora deles. Mas também há outros fatores, como o desejo de uma vida melhor. “As pessoas partem para se juntar à própria família, para encontrar oportunidades de trabalho ou de instrução: quem não pode gozar destes direitos, não vive em paz”.
Indo na contramão da retórica adotada em muitos países de destino que enfatiza os riscos para a segurança nacional ou o peso do acolhimento dos recém-chegados, Francisco convida a um olhar contemplativo dessa situação, um olhar de confiança, enxergando a oportunidade de construir um futuro de paz.
“Detendo-se sobre os migrantes e os refugiados, este olhar saberá descobrir que eles não chegam de mãos vazias: trazem uma bagagem feita de coragem, capacidades, energias e aspirações, para além dos tesouros das suas culturas nativas, e deste modo enriquecem a vida das nações que os acolhem. Saberá vislumbrar também a criatividade, a tenacidade e o espírito de sacrifício de inúmeras pessoas, famílias e comunidades que, em todas as partes do mundo, abrem a porta e o coração a migrantes e refugiados, inclusive onde não abundam os recursos”.
E para oferecer a requerentes de asilo, refugiados, migrantes e vítimas de tráfico humano a paz que procuram, o Papa fala de uma estratégia que combine quatro ações: acolher, proteger, promover e integrar. Ele menciona ainda na mensagem o processo que, ao longo de 2018, deve definir e levar a ONU a aprovar dois pactos globais: um para migrações seguras, ordenadas e regulares e outro sobre refugiados.
(Francisco conclui a mensagem recordando Santa Francisca Xavier Cabrini, padroeira dos migrantes. “Esta pequena grande mulher, que consagrou a sua vida ao serviço dos migrantes tornando-se depois a sua Padroeira celeste, ensinou-nos como podemos acolher, proteger, promover e integrar estes nossos irmãos e irmãs. Pela sua intercessão, que o Senhor nos conceda a todos fazer a experiência de que ‘o fruto da justiça é semeado em paz por aqueles que praticam a paz’).

          Noticiário

1)- Dia 06/01, primeiro sábado, é a missa da unidade paroquial. Sua participação é muito importante.
2)- Dia 07, Profissão de Fé, na missa das 10.00h
3)- Dia 10, início dos festejos de São Sebastião, no Bairro da Cruz, com o levante do mastro. A festa de São Sebastião, dia 20.


PREVISÃO DE PROGRAMAÇÕES PARA O ANO 2018:

1)- Janeiro 2018: 25-26-27-28 – Segundo aniversário das SMP na Paróquia de NªSª das Dores, em três momentos: 1ºMomento: Dia 25, dia de Espiritualidade, com os missionários; 2º Momento: Envio dos missionários para as Comunidades, no dia 25 e 27. 3º Momento: domingo dia 28 encerramento com Caminhada missionária seguida da celebração da Missa.
2)- A Catequese de Iniciação a Vida Cristã (IVC) terá novo horário, como segue: Dia 17/2, festa de Inscrição a Acolhida. No Centro será no CBNET, com suco, café e lanches servidos o dia todo. Nas Capelas dos Bairros será nas Capelas, e também do mesmo jeito. INÍCIO DAS CATEQUESES: 24/02
3)- VISITAS DA IMAGEM DA SAG. FAMÍLIA no ANO DOS LEIGOS, em três etapas: 1ª etapa: Visitas no mês de Maio com as imagens da Sag. Família. Estamos providenciando as Cartilhas. 2ª Etapa: Preparação do BOTE FÉ, seguindo as Cartilhas do Ano dos Leigos. 3ª Etapa: Preparação do Festejo da Padroeira, com reuniões da Cartilha do Ano dos Leigos.
4)- BOTE FÉ 2018: Na próxima reunião do CPP será combinada data do BOTE FÉ, se vai ser a mesma ou podendo ser outra por ser muito próxima do Festejo.
5)- A Pastoral Familiar terá encontros mensais com o pároco e iremos combinar os dias para os encontros. Em Fevereiro reunirei com a Coordenação do Centro e dos Bairros para combinarmos.
6)- Os formados em Teologia terão reuniões também para assumir suas tarefas.
7)- No dia 19 de Abril: celebraremos o 3º ano do falecimento do Padre Neves. Três anos de Céu
8)- Retiro de Carnaval no RINCÃO dias 10–13/02, da RCC. Retiro do SHALON: retiro aberto, gratuito nos dias 11-13/02 para todas as idades. Local ainda a destinar.


sábado, 23 de dezembro de 2017

VOTOS DE FELIZ NATAL Na teologia rabínica Deus estava a 3.500 anos de viagem dos seres mortais



Na teologia rabínica Deus estava a 3.500 anos de viagem dos seres mortais

De acordo com os ensinamentos judaicos no Talmude, o universo era composto de sete céus. E autores judaicos discutiam detalhes destes céus, assim como as distâncias entre um e outro, sendo que havia acordo em que a distância entre eles seria de 500 anos de viagem. Sendo assim, como Deus habitava o sétimo céu, Deus estava a 3.500 anos de viagem dos seres mortais.

Não era só no judaísmo, mas também o Islamismo e Hinduísmo compartilhavam esta crença

Estes céus tinham anjos como chefes e guardiões, cada categoria de anjos comandando dez fileiras, nesta ordem: Serafins, Ofanins, Querubins, Shishinins, (com Gabriel como cfefe), Tarshishins, Ishins, Hashmalins, e Ishinins, (Miguel como chefe),  Malakins, bene Eloins. Estes seriam os dez Arcanjos que foram criados primeiro.

Inclusive, quando Moisés subiu aos céus enfrentou muitos problemas com algumas fileiras de anjos até conseguir o seu lugar.

Nalgumas categorias havia anjos que se revoltaram contra Deus, e estes seriam os anjos caídos, que na citação de Gênesis tiveram problemas com os homens, pois “os filhos de Deus (os anjos) casaram-se com as filhas dos homens” (Gn 6.1-4).

Deus estando tanto acima da Terra pouco ia se importar com os seres humanos.

E as injustiças reinantes na terra continuavam e aumentavam. O homem não tinha defensor no céu. Somente  os poderosos e ricos é que copiavam essa hierarquia e essa separação, se dizendo que eram o deus, ou os filhos dos deuses, e que os homens pobres não tinham deus, eram os sem-deus. Assim como eram os sem-deus eram os sem-terra, porque Deus não tinha deixado terra para eles.

E assim nascia a escravatura. Não adiantava o grito do pobre e do sofredor, porque não tinha deus que o  escutasse.

Até gora, em situações que parecem sem solução confiar em Deus é bastante difícil; a gente sabe que devemos fazê-lo, mas a pressão por uma solução rápida nos faz sentir Deus distante de nós; entretanto, amoroso como é, Deus compreende nossas limitações, e ao longo da história tem mandado homens e mulheres para nos ajudar a fortalecer nossa confiança nEle.

E assim alguns profetas arriscaram sobre a esperança da vinda messiânica, e quando viesse o Messias, esperavam que ele viesse “com este nome, o chamarão “Senhor nossa justiça” (Jer. 23,6).

E na verdade o Messias veio, mas tomou  outro nome: “Ele será chamado pelo nome da Emanuel, que significa Deus-está-no-meio-de-nós” (Mt.1,23).

Significa dizer que Deus veio mas não veio para castigar  mas para ficar no meio dos que sofrem e ser igual a eles. E para sofrer com eles. É por isso que o João Batista anunciou” No meio de vós está aquele que vós não conheceis” ( Jo.1,26).


Ele está em todo o desconhecido e que sofre igual eu e poderia ser tentado a desesperar de Deus igual nós uma vez em sua vida. FELIZ NATAL


VOTOS DE FELIZ NATAL
MEUS VOTOS DE FELIZ NATAL PARA TODA PARÓQUIA DE N ªSª DAS DORES.
PARA VOCÊ E SUA FAMÍLIA. NAS SUAS ALEGRIAS E NAS SUAS TRISTEZAS, QUE ELAS POSSAM SE TRANSORMAR EM ALEGRIAS DE NATAL E EM BÊNÇÃOS DE VITÓRIAS E DE FÉ E DE AGRADECIMENTO POR UM ANO VENCIDO E VIVIDO.
GRAÇAS E GRATIDÃO POR TANTAS TAREFAS REALIZADAS. OBRIGADO SENHOR E PERDÃO FAZEM PARTE DO CARDÁPIO DE NOSSA CEIA DE NATAL E DE NOSSA REFEIÇÃO.
        F E L I Z    NATAL      P A R Ó Q U I A
               FELIZ NATAL MEU IRMÃO

              FELIZ NATAL MINHA IRMÃ.


O NATAL DO PAPA FRANCISCO
O Natal costuma ser sempre uma ruidosa festa; entretanto se faz necessário o silêncio, para que se consiga ouvir a voz do Amor.Natal é você, quando se dispõe, todos os dias, a renascer e deixar que Deus penetre em sua alma.O pinheiro de Natal é você, quando com sua força, resiste aos ventos e dificuldades da vida.Você é a decoração de Natal, quando suas virtudes são cores que enfeitam sua vida.Você é o sino de Natal, quando chama, congrega, reúne.A luz de Natal é você quando com uma vida de bondade, paciência, alegria e generosidade consegue ser luz a iluminar o caminho dos outros.Você é o anjo do Natal quando consegue entoar e cantar sua mensagem de paz, justiça e de amor.A estrela-guia do Natal é você, quando consegue levar alguém, ao encontro do Senhor.Você será os Reis Magos quando conseguir dar, de presente, o melhor de si, indistintamente a todos. A música de Natal é você, quando consegue também sua harmonia interior.O presente de Natal é você, quando consegue comportar-se como verdadeiro amigo e irmão de qualquer ser humano.O cartão de Natal é você, quando a bondade está escrita no gesto de amor, de suas mãos.Você será os “votos de Feliz Natal” quando perdoar, restabelecendo de novo, a paz, mesmo a custo de seu próprio sacrifício.A ceia de Natal é você, quando sacia de pão e esperança, qualquer carente ao seu lado.Você é a noite de Natal quando consciente, humilde, longe de ruídos e de grandes celebrações, em silêncio recebe o Salvador do Mundo.Um muito Feliz Natal a todos que procuram assemelhar-se com esse Natal.
Um Natal sem Cristo é uma festa “vazia”. “Quando rezardes em casa, diante do presépio com os vossos familiares, deixai-vos atrair pela ternura do Menino Jesus, nascido pobre e frágil no meio de nós, para dar-nos o seu amor: este é o verdadeiro Natal. Se tirarmos Jesus, o que é que fica do Natal? Uma festa vazia. Não tirem Jesus do Natal, Jesus é o centro do Natal, Jesus é o verdadeiro Natal.”(Papa Francisco).

            NOTiciário


    
1)- A Paróquia de NªSª das Dores agradece à vereadora senhora Nildinha Teles seu maravilhoso e pioneiro trabalho de uma representante católica na CÂMARA DOS VEREADORES de Chapadinha, levando à aprovação o decreto de Lei N.04/2017 pelo qual o EVENTO BOTE FÉ foi incluído no CALENDÁRIO OFICIAL DOS EVENTOS DO MUNICÍPIO DE CHAPADINHA. Em nome da Paróquia, nossos parabéns e nossos agradecimentos à Vereadora senhora NILDINHA TELES .

"O evento 'Bote Fé' além de abrir as festividades da padroeira Nsa. Sra. das Dores (em setembro) é um incentivo a cultura local com reconhecimento das bandas e artistas católicos e Cia. de artes e danças. Expressão pública da nossa fé em praça pública, onde na maioria das ocasiões e realizado eventos distintos. É uma festa da Família e da Juventude cristã. Bote Fé...
      


2)- Domingo passado, 17/12 foi ordenado de presbítero o P.José Antônio, e  diácono Afonso Chivela,  na igreja de Nossa Senhora da Boa Nova em Contagem (MG), Missionários da BOA NOVA. Parabéns aos dois. O Padre Ambrósio esteve presente no evento e retornou para Chapadinha no dia 20, quarta feira.

3)- Profissão de Fé: 07/01/2018.    Confissões, 04/01. Para os padrinhos dia 05/01.    Reuniões, dias 04 e 05/01

4)- Notícias do Severino Morais:
Olá padre Casimiro ! Dia 10 de Janeiro irei morar em Mogi das Cruzes na Grande São Paulo aonde irei receber o meu Escapulário de Noviciado da Congregação dos Jesuítas. Estou muito feliz aqui neste instituto, A cerimonia do noviciado vai ser na igreja do mosteiro de São Bento em São Paulo. Fará o noviciado eu mais 7 rapazes . Abraço.


MENSAGEM DE NATAL DO BISPO DIOCESANDO

Natal É Deus presente!
Caríssimos irmãos e irmãs,
Celebrar o natal é acreditar e confiar que a vinda do menino Deus aparentemente frágil, é a grande luz que rompe as trevas e permanece para sempre. Essa certeza deverá está presente em nós e em nossas vidas, mesmo quando ameaçam a vida dos mais pobres, quando negam a cidadania dos mais fracos negociando por milhões de reais os direitos conquistados às duras penas. Tenhamos a coragem e a esperança do profeta: “Botas de tropas de assaltos trajes manchados de sangue, tudo será queimado e devorados pelas chamas” (Is 9,4).
As festas natalinas trazem recordações da família de Nazaré. Maria e José família pobre busca abrigo, mas não encontram. As portas são fechadas, não existe hospedaria para eles. São nossas famílias de camponeses, pescadores e pescadoras, povos indígenas, quilombolas, aposentados e famílias nas periferias das cidades e tantos outros irmãos e irmãs que hoje vivem vagando sem abrigos, quando são sentenciados a serem despejados por uma ordem judicial que favorece a expansão do agronegócio e setores de especulação imobiliária. Diante dessas ameaças a voz do anjo deve sussurrar em nossos ouvidos “não tenhas medo! hoje na cidade de Davi, nasceu para nós um Salvador que é o Cristo Senhor” (Lc 2,11).
Celebrar o nascimento do filho de Deus nos remete a pensar no mesmo que foi crucificado, abrigado na manjedoura (não há lugar na hospedaria) condenado à morte na cruz: “nós temos uma Lei e segundo a Lei Ele deve morrer porque se fez Filho de Deus” (Jo 19,7). Os dois acontecimentos são movidos por egoísmo e maldade. Porém, contemplados pelos simples pastores no seu nascimento e, na sua morte na cruz acompanhado pela sua mãe, outras mulheres e o discípulo amado. O Deus encarnado na nossa história nos leva a perceber e sentir a dor, o sofrimento, as aflições dos nossos irmãos e irmãs e ter compaixão. A presença de Jesus Cristo em nosso meio nos dar a certeza de que: “Ele se entregou por nós para nos resgatar de toda a maldade e purificar para si um povo que lhe pertence e que se dedique a praticar o bem” (Tt 2,14).
Caríssimos irmãos e irmãs Deus é presente em nós quando somos presença nas vidas de nossos irmãos e irmãs de modo especial na vida dos pobres e marginalizados. Juntemos nossas vozes às crianças, jovens, mulheres e homens comprometidos com o bem viver e cantemos juntos: “Glória a Deus no mais alto dos céus e paz na terra aos homens por ele amados” (Lc 2,14).
Feliz Natal e um abençoado 2018 comprometido com a vida ( Dom José Valdeci Santos Mendes).







sábado, 16 de dezembro de 2017

Quando Deus quer ser “não-deus” surge o homem.



O Deus que proclamamos pela fé em Jesus Cristo é preciso dizer que está exatamente onde nos achamos, e somente aí pode ser achado. Daí que a abreviatura ou o ícone do próprio Deus é o homem.

Já vimos noutro número deste jornal (29/07/17) que filósofos da antiguidade afirmaram que o ser humano é o logos de Deus, ou seja, onde Deus se fazia presente e se revelava. 

Além de ser filosofia eles estavam fazendo também teologia. E sem querer faziam já uma cristologia, como afirma Karl Rahner: ”Na unidade propriamente dita de Deus e do homem na autoexpressão pessoal de Deus seu  Logos eterno, a cristologia constitui o começo e o fim da antropologia, e esta antropologia em sua mais radical realização é, por toda a eternidade, teologia”.

No Antigo Testamento diziam que Deus estava no céu e nós na terra. Mas do Deus que proclamamos na fé em Jesus Cristo é preciso dizer que ele está exatamente onde nos achamos e somente aí pode ser achado.

Nos encontramos na junção entre o Infinito e o finito, e constatamos que o próprio finito se tronou o lugar onde o infinito se expressa, como a pergunta a que ele próprio responde. Porque a resposta  está incluída na pergunta. Não existe uma sem a outra.

Na verdade, isto inclui uma unidade da natureza  humana mais abrangente do que habitualmente pensamos. Não é só na nossa fé que aceitamos Jesus como o ponto onde se unem o infinito e o finito, mas todo aquele que aceita a verdade última pela qual o homem vive e morre, essa pessoa aceita Jesus como o Filho de Deus tal como proclama em sua confissão de fé a Igreja, por mais que a formulação teórica lhe pareça pouco feliz e até falsa para expressar a realização crente de sua existência.

Na verdade, ao dizer a Escritura que quem ama o próximo cumpriu a lei, trata-se da verdade última, uma vez que o próprio Deus tornou-se este próximo e desta maneira em todo o próximo sempre é acolhido e amado Aquele que é simultaneamente o mais próximo e o mais longínquo.

Quem acolhe portanto este próximo ainda que esteja longe de toda a revelação expressa em fórmulas, tal pessoa diz, ainda que não o sabia, um sim a Cristo. E essa pessoa aceita Jesus.

Num Natal destes em que cantamos glória a Deus nas alturas e paz aos homens por ele amados, esses por ele amados são todos para quem Deus é o Deus da paz, e Jesus o Salvador, o Jesus aceito porque aceito o irmão finito onde se esconde o infinito.
             

REFLEXÃO E AVALIAÇÃO DE FINAL DE ANO

1-Hoje vamos falar de dízimo:
Quando eu me batizo, é para ser dizimista. Porquê? É porque é para ir na missa nos domingos, é para comungar, é para confessar, trabalhar nas tarefas da igreja, e para ser dizimista.
O que dizem os mandamentos da Igreja?

1ºMandamento: Participar da missa inteira nos domingos e dias santos, e abster-se de ocupações de trabalho;

2º Mandamento: Confessar-se ao menos uma vez por ano;

3º Mandamento: Receber o sacramento da Eucaristia ao menos pela Páscoa da ressurreição(comungar).

4º Mandamento: Jejuar e abster-se de carne conforme manda a Santa Igreja ( 4ªFeira de Cinzas e 6ªFeira Santa).

5º Mandamento: Participar com o dízimo para a sua Igreja.

Então, porque só comungar? Só confessar? Só ir na Missa?

E cadê o Dízimo? Será porque entra na carteira?
Quanto um cristão gasta numa semana tomando umas bebidas de cerveja? Álcool? Cigarro? E....e....Somando no  mínimo dá 60$00. No mês, 60 vezes 4 semanas = 240$00
E só doa 10$00 no dízimo por mês.

Durante o ano: 240$00 vezes 12 meses = 2.880$00 no dízimo 10 reais vezes 12 meses = 120$00 durante o ano.

No entanto nos preocupamos se não vamos na missa, se não comungamos e fazemos questão de confessar. E porque poucos fazem questão de ser dizimistas? E porque a maioria não faz questão de ser dizimista? Em nossa Paróquia de N.S. das Dores somente dois por cento é que são dizimistas. Precisamos tomar consciência e avaliar a sua importância.

Diz o prof. Felipe Aquino: “a Igreja estabeleceu como obrigação para todo católico cumprir, conforme ensina o Catecismo da Igreja Católica: “Os mandamentos da Igreja situam-se nesta linha de uma vida ligada à vida moral litúrgica e que dela se alimenta. 

O caráter obrigatório dessas leis positivas promulgadas pelas autoridades pastorais tem como fim garantir aos fiéis o mínimo indispensável no espírito de oração e no esforço moral, no crescimento do amor de Deus e do próximo” ( canon 2041).

Note que o Catecismo diz que isto é o mínimo indispensável para o crescimento na vida espiritual. Podemos e devemos fazer muito mais, pois isto é apenas o mínimo obrigatório pela Igreja. 

Ela sabe que como Mãe tem filhos de todos os tipos e condições, portanto fixa, sabiamente, apenas o mínimo necessário, deixando que cada um, conforme a sua realidade, faça mais. E devem fazer mais”. Isso é o mínimo, e entre esse mínimo está o mandamento do Dízimo.

2- CEPAN - RINCÃO
Pouca gente se seu conta  da   placa  que se encontra na entrada da entrada  principal do RINCÃO – CEPAN- RINCÃO, Centro de evangelização Padre Neves. Na verdade, é mais ou só conhecido por RINCÃO. E na prática não tem sido considerado como centro de evangelização, o que acontece é mesmo no CBNET.

No Rincão tem o Auditório, sim, é considerado centro de evangelização, com as assembleias paroquiais que lá se realizam e retiros paroquiais.

Temos feito esforços para encher os Shows que têm sido feitos no RINCÃO, o que não tem dado certo. Show “Evangelize”, Show de cantores católicos como Rosa de Saron, Diego Fernandes etc. 

O que tem acontecido? Ninguém das Pastorais  não vai, ninguém dos Movimentos não vai, ninguém das Comunidades não vai, somente alguma Juventude, alguma. E o Rincão é uma fonte de despesas: Energia mensal, 600,00; Água 120,00; vigia, 380,00; Quebra de lâmpadas, banheiros etc, No ano de2017 foram cerca de 40 mil para levantar o telhado do refeitório, e cerâmicas e Extintores. Os Shows e vendas de entradas tinham esse objetivo mas não tem dado entradas.

A Pastoral Familiar está fazendo uma reflexão a respeito, e em vez de fazer seus eventos noutros locais, está seriamente pensando em fazer seus eventos no RINCÃO. É uma Pastoral confiável e apoiamos a ideia.


           Noticiário:
1)- Hoje é a última noite do Festejo de NªSª do Bom Parto, Bairro Tigela. Amanhã tem a santa missa às 08.00h e a procissão às 16.00h.

2)- 16 e 17 aconteceu a Escola diaconal na sede da diocese.

3)- Equipes do Dízimo: reunião no  dia 18

4)- Pastoral do Batismo (Preparadores do batismo): reunião dia 19.

5)- Ministros da eucaristia: Investidura para os novatos e renovação para todos no dia 24, na missa das 10.00h. Agradecemos ao ministro Paulo pelo empenho e pelo curso.

6)- Parabenizamos os novos diáconos da diocese, Francisco de Assis e Felipe de Oliveira pela ordenação de diáconos que ocorreu ontem dia 16 na igreja de Cristo Rei.

7)- P.Ambrósio que foi na ordenação sacerdotal do P.José Antônio em Minas estará de volta no dia 20.

8)- Parabenizamos também os seminaristas Gerry Lima e Gerre Adriano pela sua formatura de teologia e de filosofia respectivamente no dia 15, em São Luís.


PROGRAMAÇÃO DAS CELEBRAÇÕES 

DO NATAL E ANO NOVO:

Missas no dia NATAL: Missa do galo às 20.00h; as missas do Dia, nos horários normais, só na Matriz.

Missas no dia de ANO NOVO: Missa da passagem do ANO: às 20.00h. Missas do Dia nos horários normais, só na Matriz.

Comunhão solene: 25/12; confissões: 22/12;  para os padrinhos será no dia 23/12. As reuniões nos dias 21 e 22/12


Profissão de Fé: 07/01/2018.    Confissões, 04/01. Para os padrinhos dia 05/01.    Reuniões, dias 04 e 05/01

sábado, 9 de dezembro de 2017

O QUE É APOCALÍPTICA



O termo “apocalipse” define um gênero literário chamado de literatura apocalíptica que são escritos judaicos e, mais tarde cristãos, que começaram a surgir por volta do ano 200 a.C. indo até o ano 100 d.C. Os livros judaicos da literatura apocalíptica, oriundos do período do Segundo Templo, ou da época de Neemias, devem sua sobrevivência ao cristianismo primitivo. 

Grupos cristãos copiavam e transmitiam esses escritos apocalípticos, o que significa dizer que ao se formular alguma teorização acerca do ajuste social e da função desses apocalipses deve-se reconhecer o fato de que o contexto em que eles sobreviveram é um contexto cristão. 

Importante destacar que ao longo dos anos da era cristã, a produção de apocalipses continuou. O livro do Apocalipse de João é considerado o modelo para a definição do gênero em virtude dos seus primeiros versos apresentarem uma estrutura típica: uma revelação dada por Deus,que utiliza um mediador, para trazer uma mensagem a um visionário sobre eventos futuros. 

Podemos definir a literatura apocalíptica como: um gênero de literatura revelatória com estrutura narrativa, no qual a revelação a um receptor humano é mediada por um ser sobrenatural, desvendando uma realidade transcendente que tanto é temporal, na medida em que deslumbra salvação escatológica, quanto espacial, na medida em que envolve outro mundo, sobrenatural

Os apocalipses históricos são caracterizados por visões. Esses apocalipses possuem como meio de revelação a visão de um sonho simbólico,  o discurso de um anjo, o diálogo de revelação, o midraxe, e o relato de revelação. Entre os conteúdos da revelação temos: a profecia  e as predições escatológicas.

Essa cosmovisão implica o fim da ordem presente através de uma destruição, ou seja, a ação salvífica de Deus é concebida como uma realização fora dessa ordem presente, dentro de uma nova realidade .

Esse dualismo é chamado de “escatológico” em virtude de envolver a substituição de uma vez por todas “desta era”, que é completamente má, pela “era que está por vir”. A realidade do pecado, do mal e da morte são realidades “desta era”, enquanto que justiça, o bem estar e a verdadeira vida pertencem à “era que está por vir” ou seja, a época e a realidade divina. Sendo assim, na apocalíptica judaica a terra é o lugar “desta era”, enquanto que o céu é o lugar “da era que está por vir” ou “era vindoura”.

Os movimentos apocalípticos podem ser classificados em dois: um grupo marginalizado ou oprimido dentro de uma sociedade, ou uma nação inteira debaixo do jugo de um poder estrangeiro como em Daniel. 

Com isso, a alienação seria a base do desta literatura e, a resposta a esta situação. O sentimento de alienação da ordem presente é fundamental para muitos apocalipses, especialmente do tipo histórico. 

Isso significa que a apocalíptica serviu de alternativa para os grupos oprimidos e alienados da sociedade judaica. Eles receberam uma nova identidade por meio da compreensão da existência humana oferecida pela apocalíptica, com sua interpretação do mundo e do futuro.

Por isso, a formação desta literatura teve como contribuição as medidas de coerção política, econômica e religiosa decorrentes de perseguições de nações estrangeiras como na época de Antíoco IV Epífanes quando começou essa literatura.

A linguagem apocalíptica está ligada diretamente à questão do discurso. Os textos apocalípticos apresentam um vocabulário enigmático que lança certo grau de mistério, acarretando várias compreensões e interpretações.

Essa literatura possui algumas características formais representativas como, a mitologia, descrição cosmológica, descrição pessimista da história, dualismo, divisão do tempo em períodos, numerologia, pseudo-êxtases,  pseudônimos e esoterismo.

Os apocalipses acrescentam detalhes referentes à história da salvação na sua perspectiva, como a queda dos anjos, a fonte do mal no universo e a parte desempenhada nele por influências angelicais, e o conflito entre o bem e o mal (que se dá em forma de luz e trevas, ou Deus ou Satanás); além disso eles acrescentam o surgimento de uma figura transcendental chamada de “Filho do Homem.” A linguagem apocalíptica é, portanto, de caráter simbólico e cheia de alusões ao  imaginário tradicional.

Dentre os pontos apresentados acerca da apocalíptica judaica, também é importante mencionar a questão da experiência visionária já que a perícope da transfiguração em Mateus, pode ser definida como uma visão para os discípulos e, por conseguinte, para os leitores de Mateus. pode ser explicado simplesmente como fruto de uma composição literária apocalíptica.

Muitas características de estado emocional e físico do visionário aparecem refletidas nos estados daqueles que participam de movimentos religiosos com êxtase.

Concorre para isso o fato de os visionários geralmente jejuarem ou realizarem outros preparativos para a recepção de visões como os xamãs


Essas características levam os estudiosos a classificar  os apocalipses como obras de literatura  de ficção religiosa.

           
        NOTICIÁRIO:


1)- Hoje tem 2ª rito para os batizados de 

adultos. 

2)- Encontrão dos acólitos:  na igreja de Cristo 

Rei.
       
3)- Conselhos econômicos das comunidades (CAE), reunião amanhã, dia 11. Como foi lembrado, é para trazer o Livro Caixa.

4)- Reunião do CPP neste dia 12, terça feira. Sua presença é muito importante.

5)- O seminarista Jhon Lucas chegou no dia 07. A  formatura em filosofia foi no dia 02 em Contagem, Belo Horizonte.

6)- Ordenação de diáconos na igreja de Cristo Rei: seminarista Francisco de Assis dos Vales Conceição e Felipe Oliveira dos Santos serão ordenados de diácono no dia 16 na igreja de Cristo Rei. Horário, às 19.00h.

7)- Ordenação de diácono e de presbítero: o diácono José Antônio Lima da Silva será ordenado de presbítero no dia 17 em Contagem(MG), e o seminarista Afonso Gomes Chivela será ordenado de diácono na mesma cerimônia no mesmo dia. Os dois são da Sociedade Missionária da Boa Nova. Padre Ambrósio irá nessa ordenação.

8)- Rincão BOA NOVA: Foi colocado piso de 

cerâmica nos banheiros e revestimento nas 

paredes e também na cozinha por exigências 

da Agência sanitária. E seis extintores de 

incêndio por exigência dos Bombeiros

Também foi pintado piso do auditório e do 

refeitório. Assim como a tinta dos 04 Portões 

de “SAÍDA DE EMERGÊNCIA”. Foi gasto 

um total de 16.107,07



9)-Feijoda na lanchonete: Domingo que vem, 
17, tem feijoada na Lanchonete, a partir das 10.00h. É o ministério jovem, em prol dos jovens que vão na Missão Jovem “Jesus no litoral” em janeiro do próximo ano. Participe.


PROGRAMAÇÃO DAS CELEBRAÇÕES DO

NATAL E ANO NOVO:

- Missas no dia NATAL: Missa do galo às 20.00h; as missas do Dia, nos horários normais na Matriz.

- Missas no dia de ANO NOVO: Missa da passagem do ANO: às 20.00h. Missas do Dia nos horários normais na Matriz.

- Comunhão solene: 25/12; confissões: 22/12;  para os padrinhos será no dia 23/12. As reuniões nos dias 21 e 22/12

Profissão de Fé: 07/01/2018.    Confissões, 04/01. Para os padrinhos dia 05/01.    Reuniões, dias 04 e 05/01