sábado, 28 de julho de 2018

Jesus tinha que “copiar” tudo o que estava escrito sobre o Deus do Antigo Testamento: andar sobre as águas e acalmar ventos e as tempestades e falar do meio do fogo?




Para os antigos, Jesus tinha que ser onipotente, onisciente desde pequenino, tudo sabendo e tudo podendo. A humanidade de Jesus sendo assim como uma veste da divindade que ele punha e trocava quando quisesse. Esta ideia chegou até nós. E como gostamos de contar para as crianças.

Tem até uma mística do séculoXVII Ágreda Maria de Jesus que contava assim, e se julgava inspirada por Deus: A Mãe Maria punha-se de joelhos e aplicava no corpinho de Jesus a túnica, e pôs as sandálias, e o mandou pôr-se de pé: a túnica caiu-lhe na medida, sem nem tomar medida nenhuma. 

E jamais tirou aquela túnica até a Paixão quando os soldados tiraram. O mesmo aconteceu com as sandálias e a sunga. E nada se gastou e nem envelheceu e nem a túnica perdeu a cor. A túnica foi também crescendo com o crescimento do menino e jovem Jesus”.

Esta e outras literaturas correram na Idade Média até há bem pouco tempo. Durante séculos, a literatura tradicional sobre Jesus Cristo alimentava assim a piedade cristã. Partia da evidência de que os Evangelhos narravam biograficamente a vida de Jesus. 

E para os períodos da infância e adolescência, os escritores permitiam-se fantasiar-lhe a vida. Sabiam que era Deus e, portanto, nenhum milagre nem fato extraordinário do Menino e Adolescente Jesus se podia excluir.

Em não poucos casos, os evangelhos da Infância e adolescência de Jesus recorrem aos evangelhos apócrifos que abundam em dados e fatos mirabolantes de Jesus, semelhantes aos da mística Ágreda que falamos no início. Só mais tarde, a partir dos inícios do séc.XX é que se modificou o cenário. 

Os estudos exegéticos e arqueológicos e linguísticos questionaram em profundidade a leitura ingênua e literal da vida de Jesus. Hoje estas interpretações são comuns tanto no campo católico como no campo protestante, num trabalho sério de ecumenismo. 

E chegou-se a um princípio comum em que o dogmatismo assume uma perspectiva histórica não assumindo por consequência um valor definitivo.

É comum dizer-se que, na política, nenhum partido tem toda a verdade. E semelhantemente, também nenhuma filosofia ou teologia tem também toda a verdade. Porém, desde 1879, com a encíclica “O Pai Eterno” o Papa Leão XIII insistiu na adoção obrigatória da filosofia e teologia de S.Tomás de Aquino como filosofia e teologia insuperáveis e portanto infalíveis.

Filosofias mudam e também teologias. Porém houve um tempo longo em que a filosofia e teologia de Tomás de Aquino foi sacramentada como insubstituível e por isso infalível.

A geração que viveu com Jesus e a imediatamente seguinte conheceram e vivenciaram até o extremo o lado humano de Jesus. 

À medida que nos afastamos das primeiras gerações inverte-se o processo. A humanidade de Jesus se esfumaça, e enfoca-se quase exclusivamente a sua divindade. A humanidade servia de mera aparência. Os aspectos históricos e reais se esfumaçaram. 

Abriu-se assim espaço para a mítica e o fantasioso. A tarefa hoje em dia consiste em filtrar no Novo Testamento o que por demais se inseriu como este acervo de mítico e fantasioso. No A.Testamento essa tarefa já foi há mais tempo debatida.



PREFEITURA DE CHAPADINHA IGNORA O QUE SEJA ESTADO LAICAL

Estão distribuindo um CONVITE de um tal de ENCONTRO PEDAGÓGICO, com abertura "oficial" no Templo da Assembleia de Deus. Eu questiono se os senhores da Prefeitura municipal ignoram que o Brasil é um ESTADO LAICO, e portanto acabou a época de estar lambendo os pés de um ou ouro templo e também os religiosos ficarem lambendo os pés da prefeitura ou alguma coisa que deslize das "gorduras" que possam se encontrar na área. 
Aconselho a que reflitam nos novos tempos em que estamos e possam cumprir melhor sua imparcialidade como é a nova filosofia do nosso ESTADO LAICO

          NOTICIÁRIO:


 1)- Neste sábado, dia 04/08 é o início da Catequese. É hora de colocar na cabeça as novas tarefas escolares e catequéticas, minha gente.

2)- É também a missa da unidade paroquial. Todos presentes com os símbolos e os nossos padroeiros. Acontece também a ordenação sacerdotal do diácono Francisco de Assis na igreja paroquial de Tutóia, sua cidade.

3)- Nós temos a alegre notícia da próxima ordenação de diácono do finalista Jerry Lima, que acontecerá na igreja paroquial de Buriti de Inácia Vaz onde se encontra trabalhando. A ordenação será no dia 03/11. E ficamos aguardamos a data da sua ordenação sacerdotal que será depois aqui na igreja paroquial de Nossa Senhora das Dores.

4)- Neste domingo, 29, será a entrega da caminhada em preparação do evento BOTE FÉ 2018, e da imagem da Padroeira NªSª das Dores, da Comunidade de São Pedro para a Comunidade São Francisco. Próximo domingo será a entrega para a comunidade do Centro. O horário será logo de manhã para a missa das oito da manhã,  com a recepção junto ao Banco do Brasil. De lá viremos em procissão para dar início à celebração dominical.

5)- As reuniões da Pastoral da Sobriedade estão continuando todas as terças feiras às 19.30 no CBNET. Participe.

6)- O Coral Nossa Senhora das Dores, na pessoa do prof.Evaldo Carlos coordenador geral) e Jonas Cardoso (regente) convida os irmãos e irmãs da paroquia de NªS das Dores a participar do Coral. Ensaios: todas as segundas e sábados no CBNET.

7)-Já começaram as obras para  um novo visual na parte da frente do interior da Matriz. A reforma inclui também a construção do santuário do Santíssimo onde ficará o Sacrário, do lado direito. As obras começarão nesta segunda feira dia 23. Contamos com a arrecadação do bingo para esta despesa, e com suas ofertas.

8)- Domingo que vem não terá exposição do SS.mo por conta dos trabalhos que estão sendo realizados na matriz.

9)- Atenção: Nesta época do festejo aparecem sempre aproveitadores e aproveitadoras que se arriscam a roubar o cidadão de uma maneira muito religiosa pedindo para um doente ou uma doente com cirurgias e semelhantes mentiras e invenções, inventando ainda que é pro festejo e usando o nome do P.Casimiro. Não aceite nenhum papel ou pedido sem a assinatura do pároco e carimbo da Paróquia. E se for XEROZ tem que ser autenticado no Cartório. Se não for assim é EXTORSÃO, fique de olho e chame a polícia.

10)- O bingo da Padroeira será colocado também nas bancas dos vendedores da cidade. Duas poupanças de 2 mil reais e uma poupança de 4 mil reais e  um boi. Agradecemos sua colaboração.

11)- Sobre as Novenas: Os de cada noite ficarão responsáveis pela novena, pela apresentação cultural e pelo Leilão.  -A liturgia da novena a cargo da Pastoral ou Movimento. -Leilão e Apresentação cultural  a cargo da Comunidade,  que terá novas dinâmicas, como irá aparecer no folheto das programações. Também tomarão parte os Setores do Interior.

12)- Na semana de 12 a 18/08 será celebrada em todo o Brasil a Semana Nacional da Família. Tem como tema: O Evangelho da família, alegria para o Mundo. Decalcado sobre o documento papal “A alegria do Amor”. Vamos nos preparando para a Semana nacional da Família e adquira a Cartilha HORA DA FAMÍLIA 2018.

13)- Parabenizamos a Comunidade de SANT’ANA pela realização do Festejo da Sant’Ana, onde todo trabalhou com muito esforço. E pela realização da CRISTOTECA no Rincão BOA NOVA neste sábado

14)-Aproveito a oportunidade para agradecer em nome da Paróquia de NªSª das Dores e da Comunidade SANT'ANA os trabalhos e dedicação de todos e todas que se empenharam no festejo da padroeira Sant'Ana durante toda a Novena: Equipes de liturgia, Lanchonete, Apresentações culturais, Bingo, e sobretudo ao prof. Bernardo Ayres, e sua esposa Luciana como organizadores gerais. Parabéns e muito obrigado.


(Veja fotos do Festejo da SANT'ANA, com a nova igreja em construção).












sexta-feira, 27 de julho de 2018

PREFEITURA E ESTADO LAICO DO BRASIL, A AGORA?


Estão distribuindo um CONVITE de um tal de ENCONTRO PEDAGÓGICO, com abertura "oficial" no Templo da Assembleia de Deus. Eu questiono se os senhores da Prefeitura municipal ignoram que o Brasil é um ESTADO LAICO, e portanto acabou a época de estar lambendo os pés de um ou ouro templo e também os religiosos ficarem lambendo os pés da prefeitura ou alguma coisa que deslize das "gorduras" que possam se encontrar na área. 

Aconselho a que reflitam nos novos tempos em que estamos e possam cumprir melhor sua imparcialidade como é a nova filosofia do nosso ESTADO LAICO

sábado, 21 de julho de 2018

A gênese da teologia da libertação, e as consequências dos TRÊS TIPOS de Jesus que cultuamos.




A teologia da libertação nasceu no Chile.  Na época de 1960 alguns economistas, e sociólogos cristãos refletiram  sobre o projeto de desenvolvimento no continente.

Eles perceberam que o desenvolvimento beneficiava poucas pessoas que mantinham as nações e as camadas populares na dependência do seu poder econômico e de suas ideias. E elaboraram planos para uma libertação em face dessa dependência. Tempos atrás tinha havido uma independência das colônias. Pois urgia agora outro tipo de independência em curso.

Os teólogos refletindo por sua vez debruçaram-se na história da salvação ocorrida na época do Êxodo, na Bíblia, e constataram que as épocas e os motivos eram paralelos.

Ao mesmo tempo que nos hebreus aconteceu uma independência política aconteceu também uma independência econômica porque eles eram escravizados no Egito por uma dependência tanto econômica como política. 

E aconteceu também uma independência religiosa, uma vez que eles não podiam nem rezar no Egito: “Deixa-nos ir pelo caminho de três dias de marcha no deserto para orar e sacrificar a Javé nosso Deus, pediu Moisés ao Faraó” (Ex. 3,18).

Depois veio Jesus que com a sua pessoa e práxis praticou a mesma perspectiva libertadora. Ele se fez pobre com os pobres para libertá-los da condição de marginalizados e oprimidos, devolvendo-lhes a dignidade de filhos de Deus.

Formou-se assim a linguagem da libertação no campo da teologia, lançada pelo teólogo Gustavo Gutierrez. Os teólogos enxergaram que a história da libertação tem uma chave de leitura que é a experiência de libertação que o povo hebreu fez da escravidão do Egito. 

E o ponto alto é a pessoa de Jesus que incidiu na libertação do rigorismo das leis, dos medos de Deus e das estruturas desumanas. Na verdade onde há leis que oprimem, aí está o poder tanto político como econômico e religioso. E o Salvador enfrentou com suas ações e suas palavras esses três poderes.

No Brasil, o primeiro a captar esta situação e esta socioteologia foi o sociólogo Paulo Freire, com os livros: “Educação como prática da liberdade”, e “Pedagogia do Oprimido”. E logo após foi Leonardo Boff com o livro “Teologia do Cativeiro de da libertação”.

Paulo Freire descobriu que de um lado está o horizonte de libertação, e de outro a opção primeira que Deus fez pelos pobres. Por seu lado, Jesus manifestou e viveu esta opção na sua vida.
Devemos ter em mente estes três tipos de Jesus que se tem vivido através da história. 

Em primeiro lugar, vinha sendo comum o tipo de um Jesus monarca, cosmocrator, ou ser celestial cujo acento cai quase exclusivamente na glória, o Jesus glorioso. Seu triunfo não tem mais nada a ver com o que acontece na Terra, minimizando e desconhecendo a totalidade da caminhada  histórica  dos oprimidos de sua época e de agora, como faziam os deuses do Olimpo.

Em segundo lugar, um tipo de Jesus dorido, sofrido que simplesmente merece compaixão mas que não provoca nenhuma reação de indignação dos que fazem a mesma coisa com os pobres, os queridos de Jesus. Detém-se no Jesus das dores, sem ter nada a ver com o que acontece na história. Era o tipo das antigas VIAS SACRAS, onde se lamentava só o “coitadinho de Jesus”. 

Felizmente, a CNBB tem querido mudar essa atitude nas Vias Sacras das Campanhas da Fraternidade: antes a Via Sacra detinha-se só em Jesus, e pronto. Hoje em dia na Via Sacra olhamos mais para os que sofrem, num panorama das situações erradas em que o Brasil está mergulhado.

E assim nasce um terceiro tipo de Jesus que está ao lado e na carne de todo injustiçado. O Jesus que quer que toquemos a “carne sofredora dos outros” (Evangelho da alegria, 270).

Este Jesus é o tipo do Jesus inquietador e nunca pacificador das consciências acomodadas na situação de benesses e privilégios, ao lado e à custa da pobreza de muitos.

Assim voltamos à afirmação: a gênese da teologia da libertação e as consequências dos três tipos do Jesus que cultuamos. Com qual tipo eu e você nos identificamos mais?

           NOTICIÁRIO:


1)- Nesta 4ªfeira, 25, é a última noite do festejo da Santa Ana. Convidamos a participar e colaborar com a Comunidade da Sant’Ana que abrange o Bairro Aldeia e Vila Liberdade. 

E faça sua parte para a conclusão da nova igreja da Comunidade da Santa. No dia 26 tem a procissão às 16.00h e show de prêmios de um boi e duas valiosas poupanças de 600 reais e 200 reais. E aproveite para visitar as obras da nova igreja da Sant’Ana.

2)- Em combinação com o CAP (Conselho de apoio à paróquia) e com o engenheiro Thyago iremos começar a preparar o festejo da Padroeira NªSª das Dores dando um novo visual na parte da frente do interior da Matriz. A reforma inclui também a construção do santuário do Santíssimo onde ficará o Sacrário, do lado direito. As obras começarão nesta segunda feira dia 23. Contamos com a arrecadação do bingo para esta despesa, e com suas ofertas.

3)- Atenção: Nesta época do festejo aparecem sempre aproveitadores a aproveitadoras que se arriscam a roubar o cidadão de uma maneira muito religiosa pedindo para um doente ou uma doente com cirurgias e semelhantes mentiras e invenções, inventando ainda que é pro festejo e usando o nome do P.Casimiro. 

Não aceite nenhum papel ou pedido sem a assinatura do pároco e carimbo da Paróquia. E se for XEROZ tem que ser autenticado. Se não for assim é EXTORSÃO, fique de olho e chame a polícia.

4)- O bingo da Padroeira será colocado também nas bancas dos vendedores da cidade. Duas poupanças de 2 mil reais e uma poupança de 4 mil reais e  um boi. Agradecemos sua colaboração.

5)- Sobre as Novenas: Os de cada noite ficarão responsáveis pela novena, pela apresentação cultural e pelo Leilão.  -A liturgia da novena a cargo da Pastoral ou Movimento. -Leilão e Apresentação cultural  a cargo da Comunidade, que terá novas dinâmicas, como irá aparecer no folheto das programações. Também tomarão parte os Setores do Interior.  



sábado, 14 de julho de 2018

O Reino de Deus e a Igreja : O reino de Deus é a mesma coisa que a Igreja?



Para início de conversa, os evangelistas usam mais de 100 vezes o termo “reino de Deus” e só duas vezes a expressão “Igreja”. Jesus praticamente só tinha em mente o Reino de Deus. Então o que é o reino de Deus? Por quem é constituído? Por todos os que praticam o bem, a verdade, a solidariedade e a justiça e o respeito do outro

Podemos observar que a humanidade tem oito bilhões de habitantes. No meio desses oito bilhões só um bilhão somos católicos. De 08 pessoas só uma é da Igreja. 

E também entre essas 08 pessoas só uma é protestante. Portanto 02 pessoas entre oito é que “somos” de Cristo, somos “cristãos”. E os outros seis bilhões? Praticam o bem, temem e respeitam Deus e o próximo? Sim, sem dúvida. E pode acontecer que essa gente possa amar mais o próximo e praticar mais a caridade e o amor. 

E pode acontecer que muitos da Igreja e das Igrejas pratiquemos menos do que eles. No caso, eles pertenceriam ao reino de Deus enquanto que gente da Igreja pertença menos do que eles.

Imaginemos um grande tacho de arroz. Juntemos o sal. O sal é pouquinho, mas pode ajudar a melhorar o grande tacho de arroz. Assim teríamos que ser as pessoas da Igreja e das Igrejas: sendo pouca coisa como o sal mas ajudando a que os outros possam ser melhores. O arroz já é  bom, mas ficaria sendo melhor.

Digamos então: o reino de Deus é o grande tacho de arroz, ou o grande mundo, “esse mundão de Deus”. E o sal terá que que ser a Igreja e as Igrejas.

Vale dizer, a Igreja e as Igrejas não somos o mundo mas estamos dentro do mundo. Quando se diz que o reino de Deus é maior do que a Igreja queremos dizer isso mesmo. O todo é maior do que a parte. O todo é o mundo e a Igreja é uma parte. Porquê? Porque tem muita gente que tem outra fé, e outras teologias e outras maneiras de adorar Deus, e culturas para se expressarem. A Igreja está nesse mundo como uma parte para somar.

Hoje em dia esta constatação tem feito refletir muito a teologia. E admitir a unidade global da salvação. Tempos atrás a Igreja dizia que “fora da Igreja não tem salvação”. Hoje em dia a teologia está dizendo: fora da Igreja tem muita salvação”.

Também se dizia que depois da morte do último apostolo terminou a “revelação”. Agora se sabe que grande parte dos evangelhos não foi feita por nenhum apóstolo. E a maior parte das Cartas também não por  São Paulo. Por exemplo tem 13 Cartas atribuídas a São Paulo. 

Hoje sabemos que só uma metade é que são de São Paulo. E nenhuma é de Pedro. E de Tiago. E os evangelhos seguem o mesmo caminho.

Vejamos: São comprovadamente de São Paulo: 1 Tessalonicenses, 1 e 2 Coríntios, Gálatas, Filipenses e Romanos =06. Não são dele: Efésios, Colossenses, 2 Tessalonicenses, 1 e 2 Timóteo, Tito e Hebreus =07.

E as Cartas de João não são dele e as Cartas de Pedro não são dele e assim por diante ( Hemut Coester, Introdução ao N. Testamento,(2) 55).
Os critérios então foram postos em questão, e em questão ainda estão hoje. Muita coisa está em aberto, quer nas teologias, quer na revelação.

Na verdade, o Antigo Testamento tinha uma teologia dos Judeus, a duras provas fabricada. E o Novo Testamento é a teologia dos primeiros cristãos, ou até muitas teologias, a duras penas também elaboradas. 

Vieram depois várias teologias durante a Idade Média e que têm sido conservadas e protegidas a duras penas até nossos dias. E agora? Não fique tão perplexo, porque tem grandes sinais de muita reflexão em andamento apontando caminhos e rumos para gerações futuras.

Como diz o teólogo Libanio: “Não se pode prescindir da evolução da dogmática ao longo da história na compreensão de Jesus” (Linguagens sobre Jesus (2), 56).

                NOTICIÁRIO:


1)- Hoje é dia do dízimo na Matriz porque não foi possível domingo passado por conta da 24ª Concentração estadual do Apostolado da Oração.

2)- Entrega da caminhada da preparação do Bote Fé: A comunidade da Santa Ana fará a entrega para a comunidade de NªSª do Bom Parto nesta tarde. Próximo domingo é a vez da entrega para a comunidade de São Pedro.

3)- Amanhã, dia 16 é o levante do mastro da Santa Ana e inicio do festejo, às 16.00h. A construção da nova igreja da Sant’Ana já vai pela metade. Já está a parte principal do salão e 04 salas com banheiros, e no segundo piso estamos já com as paredes do espaço do templo levantadas. A Novena já será na nova construção mesmo em andamento, visite e colabore para a nova construção que fica em frente do Colégio da Aldeia, na BR 222.

A igreja da SANTA ANA em construção
4)- Dia 18, 4ª feira temos reunião de formação dos Ministros da Eucaristia às 19.00h no CBNET. É importante para escolher quem irá participar da Formação Diocesana no Brejo, junto com Ministros da Palavra, que será nos dias 21 e 22 desta semana.

5)- No dia 19, 5ªfeira convido para a reunião dos Colegiados às 19.00h. Sua presença é muito importante.

6)- A PJ prepare 04 elementos para participar num curso de base na cidade do Estreito nos dias 27 e 28.

7)- Convite: O Coral de Nossa Senhora das Dores, na pessoa do prof. Evaldo Carlos (coordenador geral) e Jonas Cardoso (regente) convida aos irmãos e irmãs das comunidades da Paróquia de NªSª das Dores e participar do Coral. Ensaios todas as segundas e sábados no CBET às 19.00h. Agradece a coordenação. Inscrições abertas até o fim de Agosto.

  A G A D E C I M E N T O S

Agradecemos as Comunidades que colaboraram emprestando as cadeiras para o evento do Coração de Jesus no domingo passado. Agradecemos também a FAP, Loja maçônica 31 de Março, Secretaria de Educação, Prefeitura Municipal, Secretaria de Obras, Afonso Bar, Landry Móveis, DMT, Guarda Municipal, Polícia Militar, Geovaci Publicidade, Sebastiana “Olho Vivo”, Sharlon Móveis, Equipes de Móveis, Equipes de Seviços e todos que contribuíram direta e indiretamente para o sucesso do Evento. Muito obrigado.


sábado, 7 de julho de 2018

Do Cristo carpinteiro de Nazaré ao Cristo cósmico, e pantocrator.



Na vida terrena de Jesus, ele gostava de usar o nome “filho do homem”, título correspondente quando nós dizemos “ser humano”, este ser humano que sou eu. Assim várias vezes nos salmos: “quem ó homem para que o conheças e o filho do homem para que o consideres”? (Sl. 144,3).

Foi reforçado com a mesma expressão e como que colocado em mistério quando foi usado numas palavras de Daniel cap. 07 quando nos sonhos dele se reporta a um “filho de homem” ou ser semelhante a um “filho de homem” ou figura humana. Este sonho influenciou daí em diante enchendo de mistério o que era simples e cotidiano.

Jesus não lhe atribuía tanto mistério. Jesus conjugava a dupla atividade de pobre entre os habitantes de Nazaré: camponês e rude artesão, um entre os outros camponeses e artesãos. Os evangelhos apócrifos lhe coloriram a infância e certa linguagem piedosa lhe embelezaram a vida.

Como já falei noutra ocasião, à segunda geração dos cristãos não interessava nem agradava a figura de um Jesus pobre, camponês, e derrotado numa cruz. Ainda tinham na lembrança aquelas promessas: “Quero que estes meus filhos possam sentar-se um à tua direita e outro à tua esquerda” (Mc.10,35). E “É agora que vais restaurar o reino de Israel?” (At. 1,6). E:” Sentar-vos-eis em doze tronos para julgar as 12 tribos de Israel” (Mt.19,28).

E também a apresentação do Jesus servidor e pobre colado à vida do povo pobre, sofredor e desprezado começou a questionar o poder eclesiástico  que se formou à imitação dos poderes e dos imperadores romanos.

É de notar que quando o império romano se desmoronou, o esquema de comando, títulos e vestuário passou a ser conservado na Igreja. Até há bem pouco os bispos eram chamados de “príncipes” da Igreja.

Foi assim que pouco a pouco a ideia geral foi se distanciando do cristo carpinteiro para o Cristo cósmico. Esse Cristo dominador a quem deviam estar sujeitos todos os poderes. Na verdade, uma figura de um Cristo pobre ia incomodar os poderes de uma Igreja que começava a controlar, abençoar e entronizar também os imperadores.

Na alta Idade Média o Papa era considerado como o imperador do Ocidente. A hierarquia assim fixada tornava visível a hierarquia divina encabeçada pelo único Deus, como antes era encabeçada pelo imperador.

O Papa Inocêncio III (1198-1216) até declarou em sua tomada de posse:” Eu sou o Vigário de Jesus Cristo, o sucessor de Pedro, e estou colocado entre Deus e o homem, menor do que Deus, mas maior do que o homem: eu julgo todos os homens, mas não sou julgado por nenhum deles” (Charles 1913:22). Isto era cópia do dito antigo: O rei é o último dos deuses, mas é o primeiro dos seres humanos. (Bruno L.Malina, “O evangelho Social de Jesus, 97).

As próprias teologias que começavam a se formar com os primeiros cristãos foram introduzidas nos evangelhos e nos primeiros Credos. O mais famoso é o “Símbolo dos Apóstolos”. Circulou a lenda que cada apóstolo tinha formado um artigo.

O “Símbolo dos Apóstolos” vem justamente do séc.IV, e a forma que chegou até nós se formou no séc. VII. Depois se firmou no Catecismo romano de 1566. E a Igreja nunca se deu conta de que é devedora de um tempo e de uma geografia” (L.Boff).

Sabemos que nesse intervalo aconteceram os concílios de Constantinopla (385), de Éfeso (413) e de Calcedônia (451) todos presididos e convocados pelos imperadores da época. Daí não podíamos esperar que fosse apresentado um Jesus colado com a vida de seu tempo mas um Jesus semelhante em tudo com os poderes e imagem de um imperador igual eles.

É importante nos interrogar neste momento: qual a figura de Cristo que mais faz bem agora para nossa vida e que mais adéqua com a realidade que Jesus viveu e com a realidade que vivemos hoje? A quem serve essa apresentação de Jesus como o Cristo “imperador” dos daqueles tempos e de figuras impressionantes?

           NOTICIÁRIO:


1)- Damos graças a Deus pelo evento de hoje acontecido nas nossas paróquias e porque Chapadinha foi escolhida para sediar esta 24ª Concentração estadual da Associação do Apostolado da Oração. Parabenizamos todos os movimentos e pastorais e todas as Comunidades das duas paróquias pelos trabalhos realizados. Para a senhora Odete Guimarães Lima, os especiais parabéns, na qualidade de presidente paroquial da Associação do APOSTOLADO DA ORAÇÃO.

2)- Vai acontecer reunião do clero da diocese nos dias 9,10 e 11 na cidade de Barreirinhas.

3)- Vai ter reunião de formação da Pastoral do Batismo nesta semana, 5ª feira dia 12. Sua presença é muito importante.

4)- Tem a continuação da Escola teológica nos das 8 a 14, esta sendo na cidade de Brejo.







COMO SURGIU O APOSTOLADO DA ORAÇÃO NO MUNDO E NO BRASIL


 A pequena semente foi lançada no dia 03/12/1844, numa casa de estudos, em Vals, perto de Lê Puy na França. Em 1844, no dia de São Francisco Xavier, Pe. Francisco Gautrelet explicou a um grupo de estudantes, animados de zelo pelas almas, como as orações e sacrifícios poderiam levar um preciosíssimo auxílio àqueles que trabalhavam já na seara do Senhor.

     As idéias propostas naquela exortação espiritual deram origem ao Apostolado da Oração. Foram imediatamente concretizadas por aqueles jovens, depois por sacerdotes nas regiões vizinhas e em breve se tornaram conhecidos em toda a França, não tardando chegar a outras nações.

     Para difundir estas idéias, o Pe. Gautrelet sugeriu uma organização, que levou o nome de “Apostolado da Oração”. Foi aprovada pelo Bispo Lê Puy, e o Papa Pio IX concedeu-lhe em 1849 as primeiras indulgências.

     A divulgação do Apostolado da Oração no mundo deve-se ao Pe. Henrique Ramiere, SJ. Foi ele o grande organizador e promotor do apostolado.

     Em 1861, foi publicado o livro intitulado “O Apostolado da Oração”. No mesmo ano, começou a publicação de uma revista intitulada “Mensageiros do Coração de Jesus”, a qual rapidamente difundiu-se nos anos seguintes em outras nações das mais diversas línguas: Itália, Áustria, Estados Unidos da América, Espanha, Colômbia, Hungria, Inglaterra, Holanda, Bélgica etc.

     Quando o Pe. Henrique faleceu em 1883, o Apostolado da Oração contava no mundo todo com 35.600 centros com mais de 13 milhões de associados.


APOSTOLADO DA ORAÇÃO NO BRASIL

     No Brasil, o primeiro centro foi fundado no dia 30 de junho de 1867, na cidade de Recife/PE, na Igreja Santa Cruz, oficiada pelos padres Jesuítas, chegados em Pernambuco no ano de 1865. O Pe. Bento Schembri, SJ foi seu fundador e primeiro Diretor. Em 1º de outubro de 1871, o Pe. Bartolomeu Taddei, SJ fundou o primeiro centro do Apostolado da Oração na cidade Itu/SP, fundando, logo, outros centros em nível diocesano e nacional. Por esta razão o Pe. Bartolomeu Taddei é considerado o fundador e o propagador do Apostolado no Brasil. Nomeado Diretor Nacional, o Pe. Taddei estendeu o Apostolado a todos os estados, de tal forma que o Cardeal D. Sebastião Leme pôde afirmar que “o renascimento espiritual do Brasil é obra do Apostolado da Oração”. No dia 1º de junho de 1869, o Pe. Taddei conseguiu superar as dificuldades e lançar o primeiro número da revista “Mensageiros do Coração de Jesus” como órgão do Apostolado da Oração. Além disto, com a colaboração fervorosa do Apostolado, o Pe. Taddei realizou o Primeiro Congresso Católico Brasileiro em 1900, na Bahia, completado com o Congresso de São Paulo e o do Rio de Janeiro. Esses congressos prepararam o caminho para Ação Católica e para a Ação Social em nosso país.Intensificando a vida eucarística e o culto ao Sagrado Coração de Jesus, o Apostolado da Oração revitalizou por toda parte a prática da religião, tanto individual, como nos lares por meio da consagração das famílias, através da consagração dos municípios, cidades e estados de todo o Brasil. A consagração do nosso país foi realizada oficialmente por ocasião do 36º Congresso Eucarístico Internacional, celebrado em 1956 na cidade do Rio de Janeiro.O Pe. Taddei faleceu no dia 03 de junho de 1913, na cidade de Itu/SP, junto ao Santuário Central do Sagrado Coração de Jesus por ele edificado, deixando em pleno funcionamento 1.390 centros do Apostolado da Oração espalhados por todo o Brasil, com cerca de 3 milhões de associados.

Organização e Estrutura

    Os papas confiaram a animação espiritual do Apostolado da Oração ao Superior Geral da Companhia de Jesus, com sede em Roma, cargo hoje ocupado pelo Pe. Peter Hans Holvenbach. Por motivos práticos e operacionais, este costuma nomear seu Diretor Delegado; Secretários Nacionais e Regionais; Coordenadores Provinciais. As províncias brasileiras são: Província do Brasil Setentrional; Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Paraíba, Bahia, Espírito Santo, Maranhão, Piauí, Pará, Amazonas, Roraima, Marajó, Amapá. Província do Brasil Centro-leste: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Tocantins, Goiás. Província do Brasil Meridional: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia. Movimento Eucarístico Jovem (MEJ) - congrega adolescentes e jovens, constitui uma seção, o braço juvenil, o sangue novo do Apostolado da Oração. Tem sua espiritualidade centrada na Eucaristia. Seu projeto inclui três pilares básicos: Evangelho, Eucaristia e Missão. O Secretário Nacional do MEJ é atualmente o Pe. Roberto Rezende. Diretores Diocesanos: nomeados pelo Bispo Diocesano. Centros Paroquiais: formados de diretoria, corpo de zeladores (a) e famílias zeladas; Diretor Espiritual; Coordenador(a) Zelador(a); Vice-Coordenador(a); Secretário(a) e Tesoureiro(a) Zelador(a).

    O Apostolado da Oração tem raízes evangélicas, bíblicas, eclesiais, fundamentação teológica, oração e apostolado. Suas duas linhas mestras alicerçadas sobre seis pilares são:

    Oferecimento diário; Vivência da eucarística; Culto especial ao Coração de Jesus Culto a Maria Santíssima Sintonia com o Papa, o espírito eclesial Devoção ao Divino Espírito Santo.

Para a vida apostólica:

    Formação sólida das zeladoras e zeladores (espiritual, bíblica, litúrgica, apostólica), através de: Reuniões mensais, retiros, tardes de formação, reflexão, palestras

Objetivos da Ação Pastoral:

    Atuação na base: procura atingir as famílias da comunidade através e pequenos grupos de oração, reflexão e vivência cristã: zeladores(a) e famílias zeladas, que poderão formar verdadeiras comunidades eclesiais de base.

Irradiação da vida cristã no meio-ambiente, pelo testemunho de vida e pela palavra.

    Promoção humana e assistência social: vários membros participam de outras pastorais e grupo: Pastoral da saúde, Legião de Maria e outros.

    Espiritualização a comunidade: promover horas santas, novenas, terço em família, natal em família,vias sacras.

    Revitaliza a prática das primeiras sextas-feiras dando-lhes um conteúdo de oração comunitária, enraizada na Bíblia e na Liturgia.

Desperta nas famílias, espírito de oração e a imitação de Jesus Cristo, através de:

    Consagração da família ao Sagrado Coração de Jesus;Entronização, nos lares, da imagem do Coração de Jesus;Colaboração nas atividades e promoções e sociais da Paróquia.

Apostolado da Oração

    O Apostolado da Oração é a união de pessoas que procuram consagrar suas vidas a Deus pela oração e pelo testemunho. É um serviço à igreja. A principal devoção é o culto ao Sagrado Coração de Jesus. Os membros do Apostolado encontram na oração e na vida sacramental, a força e a vitalidade.O Apostolado da Oração é uma associação de âmbito universal da Igreja Católica. A espiritualidade do Apostolado se baseia no oferecimento do dia, na vivência da Eucaristia, na devoção especial a Nossa Senhora, rezando diariamente o terço, e na invocação do Divino Espírito Santo, fonte de paz e de sabedoria eterna. O Apostolado está sempre em sintonia com o Papa.Podem participar do Apostolado, pessoas de ambos os sexos, inscrevendo-se como associados, inicialmente, e depois de um determinado prazo de vivência, passarão a Zeladores. A dimensão espiritual, a animação religiosa e a formação das lideranças do Apostolado da Oração cabem ao diretor espiritual.

    O Papa João Paulo II assim se expressou: “O testemunho do Coração do Papa e do Coração de Cristo é o Apostolado da Oração.”



sexta-feira, 6 de julho de 2018

COMO SURGIU O APOSTOLADO DA ORAÇÃO NO MUNDO E NO BRASIL

COMO SURGIU O APOSTOLADO DA ORAÇÃO NO MUNDO E NO BRASIL


 A pequena semente foi lançada no dia 03/12/1844, numa casa de estudos, em Vals, perto de Lê Puy na França. Em 1844, no dia de São Francisco Xavier, Pe. Francisco Gautrelet explicou a um grupo de estudantes, animados de zelo pelas almas, como as orações e sacrifícios poderiam levar um preciosíssimo auxílio àqueles que trabalhavam já na seara do Senhor.

     As idéias propostas naquela exortação espiritual deram origem ao Apostolado da Oração. Foram imediatamente concretizadas por aqueles jovens, depois por sacerdotes nas regiões vizinhas e em breve se tornaram conhecidos em toda a França, não tardando chegar a outras nações.

     Para difundir estas idéias, o Pe. Gautrelet sugeriu uma organização, que levou o nome de “Apostolado da Oração”. Foi aprovada pelo Bispo Lê Puy, e o Papa Pio IX concedeu-lhe em 1849 as primeiras indulgências.

     A divulgação do Apostolado da Oração no mundo deve-se ao Pe. Henrique Ramiere, SJ. Foi ele o grande organizador e promotor do apostolado.

     Em 1861, foi publicado o livro intitulado “O Apostolado da Oração”. No mesmo ano, começou a publicação de uma revista intitulada “Mensageiros do Coração de Jesus”, a qual rapidamente difundiu-se nos anos seguintes em outras nações das mais diversas línguas: Itália, Áustria, Estados Unidos da América, Espanha, Colômbia, Hungria, Inglaterra, Holanda, Bélgica, Portugal etc.

     Quando o Pe. Henrique faleceu em 1883, o Apostolado da Oração contava no mundo todo com 35.600 centros com mais de 13 milhões de associados.


APOSTOLADO DA ORAÇÃO NO BRASIL

     No Brasil, o primeiro centro foi fundado no dia 30 de junho de 1867, na cidade de Recife/PE, na Igreja Santa Cruz, oficiada pelos padres Jesuítas, chegados em Pernambuco no ano de 1865. O Pe. Bento Schembri, SJ foi seu fundador e primeiro Diretor. Em 1º de outubro de 1871, o Pe. Bartolomeu Taddei, SJ fundou o primeiro centro do Apostolado da Oração na cidade Itu/SP, fundando, logo, outros centros em nível diocesano e nacional. Por esta razão o Pe. Bartolomeu Taddei é considerado o fundador e o propagador do Apostolado no Brasil. Nomeado Diretor Nacional, o Pe. Taddei estendeu o Apostolado a todos os estados, de tal forma que o Cardeal D. Sebastião Leme pôde afirmar que “o renascimento espiritual do Brasil é obra do Apostolado da Oração”. No dia 1º de junho de 1869, o Pe. Taddei conseguiu superar as dificuldades e lançar o primeiro número da revista “Mensageiros do Coração de Jesus” como órgão do Apostolado da Oração. Além disto, com a colaboração fervorosa do Apostolado, o Pe. Taddei realizou o Primeiro Congresso Católico Brasileiro em 1900, na Bahia, completado com o Congresso de São Paulo e o do Rio de Janeiro. Esses congressos prepararam o caminho para Ação Católica e para a Ação Social em nosso país.Intensificando a vida eucarística e o culto ao Sagrado Coração de Jesus, o Apostolado da Oração revitalizou por toda parte a prática da religião, tanto individual, como nos lares por meio da consagração das famílias, através da consagração dos municípios, cidades e estados de todo o Brasil. A consagração do nosso país foi realizada oficialmente por ocasião do 36º Congresso Eucarístico Internacional, celebrado em 1956 na cidade do Rio de Janeiro.O Pe. Taddei faleceu no dia 03 de junho de 1913, na cidade de Itu/SP, junto ao Santuário Central do Sagrado Coração de Jesus por ele edificado, deixando em pleno funcionamento 1.390 centros do Apostolado da Oração espalhados por todo o Brasil, com cerca de 3 milhões de associados.