terça-feira, 15 de outubro de 2013

PARÓQUIA DE CHAPADINHA - RESPOSTA A PAULO LIMA




Demorou. Mas consegui. Não quis agir pelo que me disseram. Agora tenho em minha posse a gravação do que Paulo Lima disse na Rádio Cultura sobre minha posição na prestação de contas. Como sempre, também agora me recuso a calar-me diante dos covardes gritos dos mercenários da mentira. Não aceito ter olhares curtos para ignorar o absurdo da farsa e a invenção de salamaleques para que lhe dêem o necessário para matar a fome. 

Você, Paulo Lima, quando vier a público aprenda a ser educado e a não impingir nojenta invenção por verdade e a não apregoar banha da cobra como defesa própria. Você dá uma no cravo e outra na ferradura e parece ter mais inclinação para o teatro que para a informação. Você afirma e nega, quer criticar e só  sabe se atolar, elogia e condena ao mesmo tempo. Não posso satisfazer as suas maliciosas e hediondas pretensões.

 Quero dizer-lhe e, faço-o com toda a rapidez e sinceridade, que sou político e sempre o serei. Só os bestas é que não são, nem querem que os outros sejam. Além de padre, sou cidadão, devo participar e levar os católicos a participar na política que deve processar-se como uma questão de justiça, de caridade e de solidariedade. E isto interessa à moral, à religião, à cidadania... Tudo deveria ser política. mas infelizmente a corrupção, para quem a pratica ou para quem a defende, é gatunagem.  Acredito na seriedade do trabalho, na partilha da vida, na verdade da informação, na recusa do egoísmo, no fraterno gesto comunitário de quem procura o bem comum. 

Sou cristão, padre e missionário católico. Não me sei movimentar na propagação do vírus de interesses egoístas que satisfazem um individualismo grosseiro e despudorado. Por isso reajo e continuarei a reagir, ainda com mais energia, a discursos berrados, mentirosos, injuriosos e eivados de insinuações maldosas e apaixonadas.  

Corrija o que disse: não fui à Câmara pedir dinheiro nem falar só nos 74 milhões. Fui porque me convidaram e é meu direito participar; os cem mil reais da anterior Prefeita não são meus. Nunca foram. Nunca os pedi. Devem ser restituídos ao Governo. E nunca fui à Prefeitura pedir nada, a não ser os meus direitos ou os da comunidade católica. Nem irei e, se outros lá forem, devem prestar contas, como a senhora Prefeita também deve prestar contas e que convençam. 

O conteúdo do seu pronunciamento na Rádio mostrou-se faccioso, obsoleto, serôdio, fedendo a mofo. Ignorante e pretensioso. Mas duma ignorância saliente e incicatrizável!... E exposto de uma maneira atrevida, discriminatória e mal educada. Isto, tudo junto, faz, desse pronunciamento, um enxerido intragável. Você, Paulo Lima, parece que pertence a uma igreja protestante. Pode saber o que seu pastor deve ou não deve fazer. Agora vir aconselhar-me, em matéria pastoral ou incriminar-me... nego-lhe o direito a essa pretensão. Se sua igreja manda calar, a minha manda-me falar, ir à rua, fazer barulho, gritar pelo bem do povo. 

Não costumo fazer o que entendo, mas o que devo. Se incomodo você, o problema é seu. Eu, como padre, sou aconselhado a não me meter em política partidária. Não devo ingressar em nenhum partido. Mas política social, procura do bem comum, levar o povo à defesa de seus direitos... por missão, obrigação e exigência de meu dever, sou obrigado a entrar, pacificamente, nessa luta, a me interessar, a defender e levar o povo a fazê-lo. 

Estou em Chapadinha há 35 anos. Não cheguei ontem. E tenho colegas e superiores para me advertir, se errar. Lamento sua atrevida ingerência e a tenho como muito provocatória e discriminatória da minha qualidade de pessoa e cidadão brasileiro que me honro ser. É meu dever fazer tudo isto e até exigir do Ministério Público, dos nossos senhores Promotores de Chapadinha que venham averiguar este problema que se tornou público: não há correspondência entre o montante gasto nestes oito meses e o que se vê realizado. Se está escondido, tragam-no a público. 

Admiro-me que ainda o não tenham feito! Notou-se na audiência pública, na Câmara, que a Prefeitura não informa, mensalmente, o público nem a Câmara, o que é contra a lei. Isso é que você, Paulo Lima, deve dizer. Satisfaça aí seu desejo de réplica, sua ânsia de reparos, sua venda interesseira de interesses próprios. 

Se achar interessante, publique também quanto a Prefeita anterior deixou de dívida, e porquê e para quanto aumentou antecipadamente o salário  da prefeita. Essa decisão também me parece uma barbaridade! Isso também o povo deve saber!


Finalmente, esse tipo de intervenção não se pode fazer numa rádio comunitária e, ainda pior, se ela não tem gravador para se pedir direito de resposta. Informaram-me também que você recebe salário municipal para fazer esse tipo de intervenção defensiva. Mas a lei da informação manda falar a verdade e não gastar tempo de antena a tentar enganar o povo. Isso é que se não deve fazer. Não se arme em messias improvisado nem queira ser vampiro de circunstância. 

Não propague o vírus do interesse individual, nem se coloque contra os direitos do povo. Temos direitos e queremos ser informados de como se gasta o dinheiro público. É nosso direito. Do padre, do bispo, do povo, da criança e do adulto. De todos. Não é privilégio concedido. E você não tente enganar o povo, porque isso é crime. Se quiser continuar, lhe agradeço, porque me dará oportunidade de informar outras coisas que andam um pouco esquecidas.


PARÓQUIA DE CHAPADINHA - SER CRISTÃO É TER RELACIONAMENTO. SOZINHO NINGUÉM É CRISTÃO!



V
O cristianismo não é uma teoria que se ensina nem uma ciência que se aprende. Não é uma grande idéia que se aceitou nem uma lição que se estudou. Cristianismo é vida, é comunhão com Deus e com os irmãos. É encontro com Cristo, o grande Acontecimento da História. Não podemos identificar nossos templos com colégios para transmitir ensinamentos religiosos. São, sobretudo, espaços para celebrar a vida. Deus não é compêndio com um conteúdo de verdades armazenadas que se comunica conforme as necessidades. Não. Deus é Pessoa. É Família, três Pessoas em movimento ininterrupto de eterno amor. Deus é relacionamento, comunhão de ser e de vida. Não é uma teoria que se aprende nem uma sabedoria que se adquire. Ele é uma Pessoa que ama e deseja ser amada.

 Nossa fé não é fruto de um esforço humano que se procurou na experiência de muitas culturas nem na ciência de grandes pensadores. Só podemos ter fé por graça de Deus. Foi Deus que tomou a iniciativa e se revelou a nós. Decidiu chamar um povo que elegeu como transmissor de Sua Vontade, relacionou-Se com ele, em gestos de misericórdia e libertação: o povo judeu. Depois veio Ele mesmo, em rosto humano, conviver com homens e mulheres. Preparou Sua vinda na disponibilidade de Maria, chamou os Apóstolos que fez seus colaboradores na continuidade de Sua missão, conviveu com multidões, criando relacionamento amigo cada vez mais profundo. 

Pessoas como os fariseus, doutores da Lei, Judas, o jovem rico... não aceitaram esse convite. E foram respeitados na sua opção. O Deus de Jesus Cristo é um Deus que bate à porta, pede para entrar. Não força, não rebenta ferrolhos, nem força fechaduras. Não entra pelo postigo nem pelo telhado. Respeita a liberdade das pessoas. Os deuses pagãos são imóveis e prendem as pessoas à solidão. O Deus de Jesus Cristo faz comunhão, é proximidade, está atento às necessidades. Não tem estratégia de conquista para depois abandonar as pessoas. Não. É cada vez mais amor, amizade fiel, delicadeza suma, ternura paterna. Em Sua vida íntima é relacionamento amoroso e criou relacionamento conosco, com a humanidade. E quer que nos relacionemos com Ele no amor: “já não vos chamo servos, mas amigos” (Jo.15,15). E este amor tem que passar pelos outros seres humanos para ser verdadeiro. Se não passar, há corte de corrente, há curto circuito: “este é o meu mandamento: que vos ameis uns aos outros como Eu vos amei”(Jo.15,12). Se não amarmos, podemos ser tudo, menos cristãos. 

Os santos são pessoas com bom relacionamento com Deus e com os outros. Precisamos viver no amor e para o amor. Amar a Deus não é uma brincadeira nem um enfeite de alguns momentos. O Papa Francisco diz que não podemos ser “cristãos chantili”, feitos daquele produto que serve para ornamentar bolos. E temos que ter boa convivência com os outros. Com rabugices, intrigas, fofocas egoístas não vamos a lado nenhum. E, no Juízo final, não teremos nosso destino decidido pela muita doutrina que aprendemos nem pela grande sabedoria religiosa que tivermos. Seremos julgados pelo amor que praticamos.

            NOTICIÁRIODA PARÓQUIA

O próximo domingo será o Dia Mundial das Missões. Um dia que pretende ser convite à nossa responsabilidade cristã. Toda a vida é missão. Por isso, se a nossa fé não contagia outros, se nossa vida em luz não alumia, se nosso fogo de amor a Deus não se ateia... é porque andamos sem fé, sem amor, sem entusiasmo na vida cristã. Ser pai ou mãe é ter uma missão, trabalhar para termos alimento e bem estar  é ter uma missão, estudar para ter uma profissão é aceitar uma missão, amar uma pessoa é querer a missão de a tornar feliz. Ninguém vive só para si. Todos temos uma missão fraterna: ajudar outros a serem felizes. E quem não o realizar não poderá ser feliz também. Por isso, estamos nas Santas Missões Populares. Queremos sensibilizar-nos a cumprir melhor nossa responsabilidade missionária. Queremos acordar para uma fé mais intensa e acordar outros que podem andar distraídos. Queremos motivar nossa vida para atear o fogo do amor de Deus no nosso existir e em muitos outros. Vivemos porque outros nos ajudaram. E temos que ajudar outros a viver.
Por tudo isto, a nossa Paróquia está planejando algumas atividades que, a seguir, indicamos:


1)- Na próxima sexta, à noite, começa o segundo Retiro Paroquial para as Santas Missões. Cada comunidade da cidade e do interior está convidada para enviar seus missionários que depois vão animar os retiros de setor.

Esse retiro durará até domingo ao meio dia. As refeições de sábado e domingo serão no Centro Paroquial só para os participantes devidamente credenciados. Lembramos que a presença de crianças só servirá para distrair. Evitem trazer crianças para este retiro.

2) Domingo de manhã, não haverá missa nos bairros. Cada comunidade deve despertar mais cedo e vir para a Matriz em caminhada com bandeiras e cânticos para começarmos nossa caminhada comum (que será pequena!) . Pede-se que saiam das comunidades cedo, pelas 5:30H, para começarmos a caminhada pelas 6.00H na Matriz.

3) Nos dias 22 e 23 de Outubro, terça e quarta, estarão todos os padres da diocese reunidos em Chapadinha com o Senhor Bispo. No dia 22, terça à noite, haverá missa em todas as capelas da cidade. Os senhores padres irão ser distribuídos para todas as comunidades terem celebração a começar às 20.00H.

4) No dia 24 de Novembro faremos mais uma concentração na Praça do Povo. Como fizemos no “Bote Fé”. Agora “Irradie Fé”.Queremos assim celebrar o princípio do Advento, como preparação para o Natal, celebrar a festa de Cristo Rei Universal que ocorre nesse dia e lembrar que, embora termine nesse dia o Ano da Fé, temos que viver sempre avivando nossa fé. Vai ser um dia muito especial para o qual já estão trabalhando os nossos jovens.

 5) De 15 a 20 de Novembro visita a nossa Paróquia uma imagem da Sagrada Família que está percorrendo o Maranhão chamando a atenção de todos para os valores da família. No próximo domingo comunicaremos o itinerário dessa imagem.

6) No próximo domingo não haverá missa nos bairros. As comunidades devem concentrar-se na Matriz. Todos os donativos recebidos neste Domingo Mundial das Missões serão enviados para ajudar os Missionários a nível mundial. Não ficarão na nossa Paróquia.

7) Convocamos, para hoje, domingo, dia 13 de Outubro, o Conselho Paroquial. Pedimos a presença de todos os integrantes.

8) Eis as datas importantes dos ritos para o Batismo dos catecúmenos: 1º rito: 24/11/2013;
2ª rito:08/12/2013; Batismo: 25?12/2013: Comunhão de adultos: 29/12/2013

9) Faleceu em Portugal um senhor bispo muito amigo de Chapadinha: D. António Marcelino bispo imérito de Aveiro. Foi ele que enviou P. Martins e P. Pedro para a nossa Paróquia. Pedimos orações pelo seu eterno e feliz descanso. Posteriormente falaremos deste senhor Bispo.

10) Sabemos que um atrevido  radialista falou numa rádio local sobre o Pároco e a sua posição na prestação de contas do Município. Vai merecer uma resposta. Mas ainda não conseguimos a gravação. Quando a tivermos, responderemos, para não haver ignorantes que desejam discriminar o Pároco e que, para ter que comer, fazem empresas de comunicação para poder trocar a verdade pelos seus mesquinhos interesses não respeitando a lei das rádios comunitárias.

11) Ontem reuniram-se no CB NET os novos alunos do Projeto Musical - Escola de Música “Papa Francisco”.
Estes encontram-se motivados! As primeiras aulas serão já no próximo sábado.

12) O Grupo de Teatro João Paulo II já iniciou o seu trabalho. Têm aparecido vários jovens, contudo há a necessidade de assumir responsabilidades e comparecer com freqüência. Desta forma, quem desejar participar neste projeto, a próxima formação será na próxima quarta-feira, dia 16, no Salão Paroquial, pelas 19h30. Quem não aparecer neste ensaio, não poderá participar nas atividades que se irão desenvolver futuramente! O sucesso só se alcança com trabalho!

13) A reunião dos Ministros Extraordinário da Comunhão, ao contrário daquilo que seria previsto, ficará para dia 25/10 às 20h, no CB NET.



   


quinta-feira, 10 de outubro de 2013

PARÓQUIA DE CHAPADINHA - MERGULHAR NO MISTÉRIO PELA LITURGIA




Participar de ato litúrgico não é só olhar gestos, cerimônias, rituais da celebração. É mais. Muito mais! É adentrar no céu, é mergulhar no mistério, é aprofundar o real sentido do tempo que não é só uma repetição de atos nem a medição cronometrada da sucessão de espaços temporais. Não posso viver medindo só o tempo em referência a afazeres ou a obrigações assumidas. 

O tempo não é só isso. É espaço de Salvação que Deus me proporciona, é tempo de graça. É kairós. Mas é na Liturgia que podemos descobrir melhor essa riqueza, que se pode abrir para nós essa janela para o sagrado, que podemos ter a experiência da pulsação da vida sobrenatural em nós, que podemos abordar com maior sensibilidade a presença do mistério em nosso existir. Por mim, falo a verdade: é durante os atos litúrgicos que eu mergulho numa experiência mais profunda da vastidão da vida da Graça em mim, que alguns momentos adquirem o valor duma fonte de força para as restantes horas do dia. Comparo a liturgia ao estetoscópio que os médicos usam, encostando-o ao nosso peito, para medir nosso ritmo cardíaco. 

Eu sempre tenho esse trabalhar do coração, mas não o sinto. Com o estetoscópio, o médico apercebe-se melhor dele. Assim é a liturgia. Quando participamos de atos litúrgicos e lhe prestamos a devida atenção, nós nos apercebemos melhor da pulsação da vida em nós, da presença do sagrado em nosso existir. A Liturgia, quando vivida com seriedade, absorve nossa realidade total, projeta-nos para a eternidade, valoriza o presente na continuidade de tantos momentos plenos de espiritualidade no passado. No cristianismo, Deus é contatado na História ao assumir forma humana.

Na liturgia, o tempo é apanhado como Graça de Salvação. Na pausa dos afazeres diários e no silêncio dos problemas... sentimos melhor a beleza de nossa interioridade. Não deve haver confronto entre liturgia e atividade. Não podemos fazer parar tudo para saborear o sagrado, mas este sente-se melhor na densidade misteriosa dos atos litúrgicos que nos estimula para Deus e nos direciona a respeitar a Criação e os outros. 

Na Liturgia unimo-nos a toda a Igreja, vivemos a Comunhão dos Santos, carregamos a responsabilidade de representar toda a coisa criada. Os anjos, os nossos antepassados, todos que viveram unidos a Cristo e agora gozam a alegria da felicidade... todos estão aí a circundar-nos, a alegrarem-se conosco. Na liturgia da terra antecipamos a eterna liturgia celeste que não terminará nunca. Não participar da Liturgia é uma perda, um contra-senso, é fugir a uma experiência da presença de Deus, é esgotar a vida na insensibilidade do sagrado, é não sentir a necessidade dos outros que, conosco, querem louvar a Deus. Não participar da Liturgia é negar-se a aprofundar o mistério que corre em nós, é não valorizar a plenitude do tempo que está cheio de Graça e Salvação. 

Não podemos viver, morrendo, afogados na nossa pequenez, nas preocupações do dia a dia. Não nos podemos desinteressar da eternidade satisfazendo-nos de banalidades pela constante continuidade da insensibilidade ao sagrado.



Veja como vai a construção do Centro catequético da Comunidade de Nªsª do BOM PARTO DA TIGELA








segunda-feira, 7 de outubro de 2013

PARÓQUIA DE CHAPADINHA - A FILOSOFIA DA ROUBALHEIRA





Quando, na Paróquia, se fala de assuntos sociais logo há ignorantes que dizem que o padre não se deve meter em política. Não sei que medo têm e, como vivem e dependem da política para comer, vêem política em tudo. Tenham calma, amigos! Vou responder a esses senhores mas não hoje, porque ainda não tenho a gravação do que um atrevido disse na rádio.


Sei que sou inconveniente, para muita gente, quando falo ou escrevo sobre corrupção. Sou inconveniente e deselegante. Nada simpático. Eu sei. Estou bem consciente disso. Costuma-se dizer que enquanto os cachorros ladram, a procissão avança. Não me posso omitir. É meu dever e faz parte de minha missão, condenar não os pecadores, mas o pecado. Gostem ou não gostem vou continuar a incomodar. Fazer o que eu faço não é política. É uma questão de justiça, de solidariedade, de procura do bem comum exigida pela caridade. 

E todas estas atitudes de justiça, solidariedade e caridade são virtudes que caem sobre a alçada da religião. Que querem? – É meu dever, minha missão, minha obrigação. Agrade ou enerve, goste ou enjoe... desculpem, não posso calar! Vou continuar. Sou padre há 48 anos, já aprendi o que é do meu ministério. E tenho superiores, colegas e católicos conscientes a quem peço conselho. Não ando ao sabor dos que nunca aprenderam a trabalhar e se dependuram na politicagem para sobreviver. Mas isso vai ser assunto para outra vez. Esperem. “Não sou pudim para todos gostarem de mim!”


A corrupção não incomoda muita gente em Chapadinha. Eu sei. É até causa de admiração e elogios. É consentida, permitida e até desejada desde que se possa esperar algum proveito próprio. O importante é o lucro, o proveito individual. Não a moral e a ética. Há pessoas que,se recebem algo dum candidato ou duma autoridade isso funciona como detergente em roupa suja. Melhor que o “sabão omo”. Quem, na campanha eleitoral, dá alguma coisa, se ganhar, depois vai-o buscar ao cofre comum. Isso é sabido por todos, mas olhem o que acontece! Quanto alguém consegue um emprego, uma ajudinha, um benefício... isso lava tudo, desculpa todo o erro, limpa toda a asneira que o “bonzinho” fizer. O interesse próprio é que comanda a apreciação. Por isso, se diz: “Roubou, mas fez alguma coisa!” Autêntica falta de moral! Ausente todo o sentido ético! Absoluta falta de educação moral! Cabeças levianas, olhos cegos, corações ressequidos que só buscam o proveito individual. A impunidade? – Sim, essa chateia. A corrupção não. Já entrou na tradição. “Ninguém concerta o mundo!”- diz-se! Só a impunidade revolta as pessoas. Mas também há quem a desculpe. Há sempre quem diga: “Ah! mas outros também fizeram o mesmo e não aconteceu nada!”. Só se reprova o que não dá proveito. O roubo não incomoda. Só incomoda os roubados. E, quando a coisa é pública, parece não ser de ninguém. Então aí se aproveita cada um o mais que pode. 

Tudo gira à volta dos interesses próprios. Pertencer a uma comunidade, saber que há exigência de valores para se poder viver em boa convivência... isso pouco ou nada interessa. Eu, eu, eu... o meu, o meu, o meu, os meus, o meu filho, o meu sobrinho, a minha mulher... e, só quando eu não precisar ( e quando será isso?), é que terão vez os outros. Os meus direitos são sempre direitos. Os direitos dos outros são apenas privilégios concedidos. Se quem rouba é meu amigo e me ajuda ou pertence a meu partido... tem toda a desculpa. Roubar, nesse caso, é apenas esperteza. O roubo só é mal quando quem o faz não me ajuda. Essa é a moral pagã que corre entre nós. Moral do diabo!


 A VERDADE É ESTA! ACEITE QUEM QUISER! E PONTO FINAL!

Fui à audiência pública na Câmara onde se devia fazer uma apresentação de contas. No meu entender, tal não aconteceu. Primeiro, porque as contas deviam ser apresentadas aos Vereadores, discutidas com provas de gastos na mão e só depois vir para o grande público. Escrever ou apresentar números, não convence ninguém da verdade do acontecido. Tudo isso pode ser fruto de invenção. Tudo que lá foi dado em números já devia ter sido publicado e conhecido mensalmente. E com alíneas que justifiquem o quantitativo mensal. A falta de provas não cria convicção. E o patrão do dinheiro público é mesmo o Público, não os nossos empregados que foram eleitos para nos representar.


A platéia era, na sua maioria, composta de um grupo organizado, encarregado de apoiar a apresentação do Governo e de vaiar quem perguntava ou duvidava. Afinal as contas precisavam mais de apoio que de explicação! E outra coisa: houve quem elogiasse este ato por ser a primeira vez que se fazia. Mas a referência não devia ser a transgressão da lei que outros fizeram em não apresentarem contas. O ponto de referência deve ser a lei que exige que se preste contas. E depois foi lá dito, que o quantitativo apresentado pela Câmara não coincide com o quantitativo que veio para a Prefeitura, segundo a Gestora em exercício. 

Quer isso dizer que nem a Câmara tem acesso à verdade! Porque não? Como poderão os Vereadores fiscalizar o que desconhecem? E fiscalizar é a obrigação dos Vereadores! E se a união na administração é garantia de êxito, como lá se disse, porquê dois grupos tão notórios e díspares na administração Municipal?
  

Mostrem números, apregoem boas vontades, afirmem mudanças... nada disso nos garante uma administração séria. E a prova disso é que há um falatório geral de desconfiança e até de reprovação por toda a parte. Que o dinheiro se foi, se evaporou... isso todos sabemos. Ninguém duvida! Mas para onde foi há quem desconfie. Obras públicas compatíveis com os enormes gastos apresentados... não se vêem. Não falo de construções, falo de realizações. 

Não há realizações públicas que justifiquem tanto dinheiro gasto. Se não se pode negar a seriedade nas contas, tem que se negar a competência da Administração que não faz render o que é público. Outro problema é que estas reuniões se façam só lá de tempos a tempos. Não há quem agüente o cansaço na demora da apresentação. Tudo tem que ser feito de uma maneira humana e, para isso, é obrigatória a apresentação mensal. Essa, sim, aproxima-nos das realizações que são lembradas com facilidade e não se perde tardes que são muito úteis a quem trabalha. E os R$286.680.00 em “meios fios” de estradas e calçamento, já sabemos, não foram gastos aí. 

Até a senhora Prefeita se engana, porque deve estar longe da realidade. E os R$48.000,00 não foram para a Mirante. Foram para a SBT. Também já ficamos sabendo, embora nos reste conhecer o motivo. E, afinal, em que ficamos: foram 74 milhões ou 65 milhões ou apenas 61 milhões que a Prefeitura recebeu? Mesmo que tenham sido os 6i milhões já não foi pouco! Mas queremos saber a verdade.
  

Buscar moral, ética, bem comum... também é tarefa política. E políticos sérios é o que todos nós devemos ser. Todos, sem exceção! Todos de olhos abertos! O contrário é estupidez. Mesmo os padres, os bispos e até o Papa devem ser políticos, no verdadeiro sentido da palavra, porque política verdadeira é alto exercício de caridade. É o Papa Francisco que o diz. Agora estar na política com ganância, para enriquecer rápido, não prestar contas exatas... isso é que ninguém pode fazer. Nem padre nem leigo, nem ninguém. Os padres são aconselhados a não entrar em partidarismo. Agora, buscar o que é de todos, pedir busca do bem comum é justiça, é respeito pelos outros, é responsabilidade social... É dever de quem é educado e também de quem tem a missão de ser formador de opinião pública. 

Se uma autoridade faz o que quer e nada lhe acontece, a autoridade seguinte faz o mesmo e assim por diante. Qualquer dia, o pecado vira esperteza, a não prestação de contas vira costume aceitável, a Câmara não sabe o quantitativo que a Prefeitura recebe... e como pode fiscalizar?E, se os grandes podem fazer o que querem, porquê não os pequenos? E para onde vamos assim? Este é um assunto grave e incentivamos todos os católicos a não lavarem as mãos, como fez Pilatos. Interessar-se, é obrigação cristã!


Mas, desculpem! Não queria terminar sem perguntar: e o Ministério Público, os senhores Promotores de Direito Público que estão em Chapadinha, o que dizem a isto? O assunto veio a público e ninguém o pode ignorar. E averiguar a verdade é seu dever! Será que o podem fazer? Por que não? E por qual razão não o têm feito por nós? Queria ter o direito de esperar uma resposta e o que podemos fazer.


MERGULHAR NO MISTÉRIO PELA LITURGIA

Participar de ato litúrgico não é só olhar gestos, cerimônias, rituais da celebração. É mais. Muito mais! É adentrar no céu, é mergulhar no mistério, é aprofundar o real sentido do tempo que não é só uma repetição de atos nem a medição cronometrada da sucessão de espaços temporais. Não posso viver medindo só o tempo em referência a afazeres ou a obrigações assumidas. 

O tempo não é só isso. É espaço de Salvação que Deus me proporciona, é tempo de graça. É kairós. Mas é na Liturgia que podemos descobrir melhor essa riqueza, que se pode abrir para nós essa janela para o sagrado, que podemos ter a experiência da pulsação da vida sobrenatural em nós, que podemos abordar com maior sensibilidade a presença do mistério em nosso existir. Por mim, falo a verdade: é durante os atos litúrgicos que eu mergulho numa experiência mais profunda da vastidão da vida da Graça em mim, que alguns momentos adquirem o valor duma fonte de força para as restantes horas do dia. 

Comparo a liturgia ao estetoscópio que os médicos usam, encostando-o ao nosso peito, para medir nosso ritmo cardíaco. Eu sempre tenho esse trabalhar do coração, mas não o sinto. Com o estetoscópio, o médico apercebe-se melhor dele. Assim é a liturgia. Quando participamos de atos litúrgicos e lhe prestamos a devida atenção, nós nos apercebemos melhor da pulsação da vida em nós, da presença do sagrado em nosso existir. 

A Liturgia, quando vivida com seriedade, absorve nossa realidade total, projeta-nos para a eternidade, valoriza o presente na continuidade de tantos momentos plenos de espiritualidade no passado. No cristianismo, Deus é contatado na História ao assumir forma humana. Na liturgia, o tempo é apanhado como Graça de Salvação. Na pausa dos afazeres diários e no silêncio dos problemas... sentimos melhor a beleza de nossa interioridade. Não deve haver confronto entre liturgia e atividade. Não podemos fazer parar tudo para saborear o sagrado, mas este sente-se melhor na densidade misteriosa dos atos litúrgicos que nos estimula para Deus e nos direciona a respeitar a Criação e os outros. 

Na Liturgia unimo-nos a toda a Igreja, vivemos a Comunhão dos Santos, carregamos a responsabilidade de representar toda a coisa criada. Os anjos, os nossos antepassados, todos que viveram unidos a Cristo e agora gozam a alegria da felicidade... todos estão aí a circundar-nos, a alegrarem-se conosco. Na liturgia da terra antecipamos a eterna liturgia celeste que não terminará nunca. Não participar da Liturgia é uma perda, um contra-senso, é fugir a uma experiência da presença de Deus, é esgotar a vida na insensibilidade do sagrado, é não sentir a necessidade dos outros que, conosco, querem louvar a Deus. 

Não participar da Liturgia é negar-se a aprofundar o mistério que corre em nós, é não valorizar a plenitude do tempo que está cheio de Graça e Salvação. Não podemos viver, morrendo, afogados na nossa pequenez, nas preocupações do dia a dia. Não nos podemos desinteressar da eternidade satisfazendo-nos de banalidades pela constante continuidade da insensibilidade ao sagrado.


NOTICIÁRIO DA PARÓQUIA

1-As obras do Centro da Tigela continuam em ritmo acelerado. O madeirame para o telhado já está em cima e as salas receberam dez caçambas de entulho para poderem receber o piso.


2- As novenas e festejos dos Padroeiros das comunidades de S. Teresinha e de S. Francisco correram muito bem. Bem participadas e com devoção comprovada, graças a Deus. Como nunca. Agora estamos na novena da Padroeira e rainha do Brasil, Mãe Aparecida. E, no próximo domingo, começará o festejo de S. Margarida. Venha força e saúde para tudo isto!


3- No interior foram visitadas as comunidades de Malhada dos Franceses, Poço de Pedra, Inhambú, amburi, Barroca da Vaca. Foram mandados andaimes de ferro para Baturité para rebocarem o interior da capela e pintarem por fora.


4- Nos próximos dias 22 e 23 deste mês vai-se realizar uma reunião de todo o clero da diocese na nossa paróquia. Vamos pedir ajuda para tratar bem o presbitério diocesano que há muitos anos não se reúne em Chapadinha.


5- Chegaram de Portugal algumas lembranças do P. Bastos que aqui trabalhou e que faleceu em Julho passado. Como não chegaram, vamos mandar fazer mais, para que P. bastos que foi o motivador dos Missionários da Boa Nova estarem aqui, seja lembrado nas orações dos amigos.


6- Estamos resolvendo pormenores para a realização de um grande encontro paroquial no dia de Cristo Rei, dia 24 de Novembro. Queremos que as comunidades se preparem para haver uma grande participação de louvor a adoração a Cristo. É o fim do “Ano da Fé” promovido por Bento XVI. Temos que nos habituar a ser motivados pela fé e não viver apenas da alegria passageira e líquida de shows de artistas.


7- Queremos chamar mais a atenção para a atividade do professor Tiago. Já sentimos grandes efeitos no entusiasmo pelo cântico litúrgico.
Hoje, domingo: ensaio do coral paroquial com a participação de todos que integram o ministério da música. Das 15.00H às 1700H.
Fecham também hoje as inscrições para a Escola de Música Papa Francisco. No próximo sábado, dia 12 haverá uma reunião no CBNET com todos os inscritos para a calendarização do horário de cada um e verificação do instrumento da preferência. Lembramos também que a escola de instrumentos só começará em Novembro.
A 2.ª sessão da formação do Grupo de teatro será quarta feira, às 20.00H no salão paroquial. Fechou-se as inscrições para este grupo que conta, atualmente, com mais de vinte participantes.
  Para todas estas atividades e outras que se vão fazer queremos contar com a boa vontade de aprender e com a perseverança. Não queremos que, por qualquer pequena dificuldade, os inscritos desistam e deixem outros que gostavam de participar sem poder participar.


8- Mais uma vez insistimos para que, quem desejar assinar o Jornal Litúrgico ou o livrinho da Liturgia Diária, faça a sua inscrição o mais depressa possível. Quem demorar mais tempo terá que pagar um acrescento exigido pela editora Paulus.


9- Ainda não marcamos os encontros de preparação para o Crisma por causa das novenas nos bairros. Mas queremos que o Sacramento seja administrado antes do Natal.


10- Terça feira, no CBNET, às 20.00H reunião do COMIPA, do grupo que orienta o trabalho das Santas Missões Populares. Este trabalho tem que receber mais força e participação porque é de toda a importância para a nossa vida cristã na Paróquia.

  






terça-feira, 1 de outubro de 2013

PARÓQUIA DE CHAPADINHA - NOSSA APRECIAÇÃO À AUDIÊNCIA PÚBLICA




NOSSA APRECIAÇÃO
À AUDIÊNCIA PÚBLICA

Participamos na Audiência Pública que foi promovida pela Câmara Municipal no passado dia 30 de Setembro. Não ficamos até o fim porque era uma segunda feira e o congestionamento de dados era demasiado exigente para estarmos atentos a ele e prolongou demasiado a sessão. Aqui ficam as apreciações ao que vimos e ouvimos:


1º- A educação política e social também deve ser um aspecto do nosso sistema educativo municipal. Dispensar professores de aulas ou privá-los de precioso tempo de estudo e preparação das aulas para ir apoiar a prestação de contas da Prefeita na Câmara não denota boa intenção nem respeito pela educação. Facilitar a empregados públicos e incentivá-los a atos de politiquice é, no mínimo, vergonhoso e desprovido de sentido. Não se compreende a educação duma claque a gritar ou vaiar sem que lhe fosse dadas justificativas dos gastos apresentados.


2º- Prestação de contas não se faz só com números e cifrões. Faz-se com a demonstração de serviços prestados e realizações feitas. Os números podiam estar no fim de cada mês no blog de transparência da Prefeitura, o que não tem funcionado.


3º- Vim com curiosidade e saio com curiosidade acrescida. Números são fáceis de escrever. O que eu desejava saber é onde foi gasto e que prioridades se tiveram ao gastar, em oito meses, setenta e quatro milhões de reais (esta foi a informação do Presidente da Câmara, documentado)
. Que esse dinheiro já foi gasto e que não está guardado, eu já o sabia.


4º- Não se compreende como um Município com tantas necessidades (falta solucionar o problema da água, o mercado municipal está uma sujeira, as estradas do interior estão abandonadas, não há cemitério municipal, não há saneamento básico...), e com tantos milhões de verbas públicas, não tem ações prioritárias realizadas e visíveis a bem da população.


5º-A prestação de contas não é um favor. É uma obrigação que não merece elogios. Agora, o Presidente desta Câmara, merece ser elogiado por ter feito esta exigência.


6º- Se a Gestora Municipal anterior deixou dívidas, além de obras públicas começadas, poucas semanas antes de acabar o seu mandato e inacabadas, isso é sinal que a Justiça ainda não funcionou, até porque ela acaba de se propor a candidata a deputada. O montante da sua dívida deixada e aqui apresentada não está exato, porque faltam lá cem mil reais que ela recebeu e desviou dum projeto da Secretaria Estadual de Cultura, para o Festejo da Padroeira.


7-As verbas apresentadas e as contas prestadas de algumas Secretarias Municipais merecem contestação, porque não foram justificadas com realizações feitas à altura dos gastos. Salvo algumas iniciativas tomadas. E notou-se que a Secretaria de Ação Social nem prestou contas, porque, certamente, não teve verbas atribuídas que satisfizessem sua ação. E as outras Secretarias não pecarão pelo mesmo defeito, que é fruto da concentração de poder?

 8- Porquê tantos carros de lixo alugados num Município com este montante de verbas públicas? É importante apetrechar o Município com material de construção e de transporte que ele precisa. E nunca tentar privatizar uma instituição pública! Urgente fazer um governo participativo!


9º- Numa frase apresentada foi lembrado que a unidade na Administração facilita o seu êxito. Talvez por não haver essa unidade e haver uma semi-Prefeitura dentro da Prefeitura e blocos de influência que puxam em sentido inverso... é que há tão pouco êxito numa administração que queremos mais transparente e ativa.



10º- Resumindo: a administração municipal precisa ser mais transparente, publicamente e explicar onde foram gastos tantos milhões de reais em oito meses, coisa que ainda não foi explicada e isto sem necessitarmos de recorrer a contadores que sempre sabem justificar tudo nem que seja com notas falsas. E uma parte da platéia maniatada e manipulada mostrou irresponsabilidade social, ignorância e demasiado atrevimento em estar a vaiar e bater palmas sem nada perceber.