quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Sínodo dos bispos: propostos percursos penitenciais para divorciados recasados


Vaticano – Prosseguem os trabalhos da III Assembleia Geral Extraordinária do Sínodo dos Bispos, dedicada aos desafios pastorais da família no contexto da evangelização.

Celebrações penitenciais de tipo comunitária para divorciados recasados que desejam retornar à comunhão eclesial: esse foi um dos caminhos propostos durante a Congregação da  quinta-feira da semana passada.

Com seus testemunhos concluíram a primeira semana de atividades na Sala do Sínodo, que em seus trabalhos destes dias teve o pronunciamento de 180 Padres sinodais. Os temas apresentados na oitava e nona reunião da assembleia foram sintetizados na coletiva do diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Pe. Federico Lombardi.

O tema "candente" debatido durante semanas e destacado pela mídia como se fosse o único desta assembleia recebeu notável espaço nos últimos pronunciamentos dos Padres na Sala do Sínodo.

Em particular, ressaltou o porta-voz vaticano, a assembléia ocupou-se dos divorciados recasados e das possibilidades que a condição deles encontre novos percursos de acolhimento no seio da Igreja:


Estreitamente ligado a este tema destaca-se o aspecto sacramental no que tange a possibilidade, por muitos evocada, de poder receber, sobretudo, a comunhão eucarística. Sobre este ponto, muito interessante, foi feita uma observação, frisou o Pe. Lombardi:

"Trata-se da observação que ressaltava o que havia feito o Papa São Pio X em seu tempo, permitindo a comunhão eucarística para as crianças: na época foi considerado extremamente revolucionário, extremamente inovador. Portanto, existem também exemplos de coragem por parte de um Papa – embora numa situação diferente daquela em que nos encontramos – ao refletir ou introduzir novidades no que pode referir-se à prática do acesso à Eucaristia."

"Um dos Padres ofereceu um modelo sobre como está buscando percorrer este caminho com os casais em questão, com as pessoas em questão, propondo interrogações para a reflexão sobre as conseqüências que aquilo que ocorreu pode ter tido para os filhos, ou mesmo se corrigiram os erros ou as atitudes injustas cometidas em relação ao outro cônjuge (...) Houve quem falou de formas, de atos eclesiais, com os quais buscar depois dar concretude a esse caminho penitencial. Por exemplo, celebrações, por assim dizer, 'jubilares' (...) a serem feitas inclusive comunitariamente."

Outro tema candente diz respeito à preparação para o matrimônio, que os Padres sinodais indicaram como algo do qual se deve cuidar com profundidade e por um tempo mais longo, vez que a brevidade dos percursos atuais – muitas vezes vividos pelos casais como uma imposição – não ajuda a compreender a sacralidade do vínculo de modo que, foi ressaltado, aquilo que afinal se percebe é a celebração de um rito mais do que do Sacramento.

Ademais, a assembleia sinodal sugeriu que se utilize o momento da homilia como lugar privilegiado para o anúncio do Evangelho da família.

As auditoras e os auditores presentes na Sala do Sínodo falaram difusamente sobre formação para o matrimônio e sobre acompanhamento dos casais. Os leigos sejam mais amplamente envolvidos nestes percursos de crescimento e de apoio, porque o "testemunho vivido" assume notável impacto nestes casos.

Da experiência das auditoras e dos auditores emergiu também – de modo análogo à convicção dos Padres sinodais, que esta quinta-feira reafirmaram a doutrina da Humanae Vitae de Paulo VI – o convite a aprofundar o conhecimento dos métodos naturais para a regulação da natalidade.

Sempre em sintonia com a opinião dos bispos, convencidos do peso da cultura e, consequentemente, do trabalho universitário em apoio à família, auditoras e auditores descreveram concretamente o peso específico do engajamento leigo tanto no campo acadêmico quanto no seio das instituições civis. Isso sem esquecer os frutos que o trabalho de muitos cristãos produz inclusive nos ângulos mais sombrios da sociedade, observou o Pe. Lombardi:

"O fato de ter um tipo de testemunho e de pastoral exercidos também por leigos, que olha para as muitas solidões que existem no mundo de hoje nas grandes cidades (...) como um serviço que chega a tantas pessoas sozinhas ou em dificuldade independentemente de participarem da vida da Igreja. Portanto, um serviço generoso e aberto que vai além dos confins da comunidade, digamos, praticante."


terça-feira, 14 de outubro de 2014

mensagem do papa para o dia mundial das missões



“Queridos irmãos e irmãs, neste Dia Mundial das Missões, dirijo o meu pensamento a todas as Igrejas locais: Não nos deixemos roubar a alegria da evangelização! Convido-vos a mergulhar na alegria do Evangelho e a alimentar um amor capaz de iluminar a vossa vocação e missão”, disse o papa Francisco na mensagem.
Leia o texto na íntegra:
Queridos irmãos e irmãs! Ainda hoje há tanta gente que não conhece Jesus Cristo. Por isso, continua a revestir-se de grande urgência a missão ad gentes, na qual são chamados a participar todos os membros da Igreja, pois esta é, por sua natureza, missionária: a Igreja nasceu «em saída». O Dia Mundial das Missões é um momento privilegiado para os fiéis dos vários Continentes se empenharem, com a oração e gestos concretos de solidariedade, no apoio às Igrejas jovens dos territórios de missão. Trata-se de uma ocorrência permeada de graça e alegria: de graça, porque o Espírito Santo, enviado pelo Pai, dá sabedoria e fortaleza a quantos são dóceis à sua ação; de alegria, porque Jesus Cristo, Filho do Pai, enviado a evangelizar o mundo, sustenta e acompanha a nossa obra missionária. E, justamente sobre a alegria de Jesus e dos discípulos missionários, quero propor um ícone bíblico que encontramos no Evangelho de Lucas (cf. 10, 21-23).

1. Narra o evangelista que o Senhor enviou, dois a dois, os setenta e dois discípulos a anunciar, 
nas cidades e aldeias, que o Reino de Deus estava próximo, preparando assim as pessoas para o encontro com Jesus. Cumprida esta missão de anúncio, os discípulos regressaram cheios de alegria: a alegria é um traço dominante desta primeira e inesquecível experiência missionária. O Mestre divino disse-lhes: «Não vos alegreis, porque os espíritos vos obedecem; alegrai-vos, antes, por estarem os vossos nomes escritos no Céu. Nesse mesmo instante, Jesus estremeceu de alegria sob a ação do Espírito Santo e disse: “Bendigo-te, ó Pai (…)”. Voltando-se, depois, para os discípulos, disse-lhes em particular: “Felizes os olhos que vêem o que estais a ver”» (Lc 10, 20-21.23).

As cenas apresentadas por Lucas são três: primeiro, Jesus falou aos discípulos, depois dirigiu-Se ao Pai, para voltar de novo a falar com eles. Jesus quer tornar os discípulos participantes da sua alegria, que era diferente e superior àquela que tinham acabado de experimentar.
2. Os discípulos estavam cheios de alegria, entusiasmados com o poder de libertar as pessoas dos demónios. Jesus, porém, recomendou-lhes que não se alegrassem tanto pelo poder recebido, como sobretudo pelo amor alcançado, ou seja, «por estarem os vossos nomes escritos no Céu» (Lc 10, 20). Com efeito, fora-lhes concedida a experiência do amor de Deus e também a possibilidade de o partilhar. E esta experiência dos discípulos é motivo de jubilosa gratidão para o coração de Jesus. Lucas viu este júbilo numa perspectiva de comunhão trinitária: «Jesus estremeceu de alegria sob a ação do Espírito Santo», dirigindo-Se ao Pai e bendizendo-O. Este momento de íntimo júbilo brota do amor profundo que Jesus sente como Filho por seu Pai, Senhor do Céu e da Terra, que escondeu estas coisas aos sábios e aos inteligentes e as revelou aos pequeninos (cf. Lc 10, 21).
Deus escondeu e revelou, mas, nesta oração de louvor, é sobretudo a revelação que se põe em realce. Que foi que Deus revelou e escondeu? Os mistérios do seu Reino, a consolidação da soberania divina de Jesus e a vitória sobre satanás. Deus escondeu tudo isto àqueles que se sentem demasiado cheios de si e pretendem saber já tudo. De certo modo, estão cegos pela própria presunção e não deixam espaço a Deus. Pode-se facilmente pensar em alguns contemporâneos de Jesus que Ele várias vezes advertiu, mas trata-se de um perigo que perdura sempre e tem a ver conosco também. Ao passo que os «pequeninos» são os humildes, os simples, os pobres, os marginalizados, os que não têm voz, os cansados e oprimidos, que Jesus declarou «felizes». Pode-se facilmente pensar em Maria, em José, nos pescadores da Galileia e nos discípulos chamados ao longo da estrada durante a sua pregação.

3. «Sim, Pai, porque assim foi do teu agrado» (Lc 10, 21). Esta frase de Jesus deve ser entendida como referida à sua exultação interior, querendo «o teu agrado» significar o plano salvífico e benevolente do Pai para com os homens. No contexto desta bondade divina, Jesus exultou, porque o Pai decidiu amar os homens com o mesmo amor que tem pelo Filho. Além disso, Lucas faz-nos pensar numa exultação idêntica: a de Maria. «A minha alma glorifica o Senhor e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador» (Lc 1, 46-47). Estamos perante a boa Notícia que conduz à salvação. Levando no seu ventre Jesus, o Evangelizador por excelência, Maria encontrou Isabel e exultou de alegria no Espírito Santo, cantando o Magnificat. Jesus, ao ver o bom êxito da missão dos seus discípulos e, consequentemente, a sua alegria, exultou no Espírito Santo e dirigiu-Se a seu Pai em oração. Em ambos os casos, trata-se de uma alegria pela salvação em ato, porque o amor com que o Pai ama o Filho chega até nós e, por obra do Espírito Santo, envolve-nos e faz-nos entrar na vida trinitária.
O Pai é a fonte da alegria. O Filho é a sua manifestação, e o Espírito Santo o animador. Imediatamente depois de ter louvado o Pai – como diz o evangelista Mateus – Jesus convida-nos: «Vinde a Mim, todos os que estais cansados e oprimidos, que Eu hei-de aliviar-vos. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de Mim, porque sou manso e humilde de coração e encontrareis descanso para o vosso espírito. Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve» (Mt 11, 28-30). «A alegria do Evangelho enche o coração e a vida inteira daqueles que se encontram com Jesus. Quantos se deixam salvar por Ele são libertados do pecado, da tristeza, do vazio interior, do isolamento. Com Jesus Cristo, renasce sem cessar a alegria» (Exort. ap. Evangelii gaudium, 1). De tal encontro com Jesus, a Virgem Maria teve uma experiência totalmente singular e tornou-se «causa nostrae laetitiae». Os discípulos, por sua vez, receberam a chamada para estar com Jesus e ser enviados por Ele a evangelizar (cf. Mc 3, 14), e, feito isso, sentem-se repletos de alegria. Porque não entramos também nós nesta torrente de alegria?

4. «O grande risco do mundo atual, com a sua múltipla e avassaladora oferta de consumo, é uma tristeza individualista que brota do coração comodista e mesquinho, da busca desordenada de prazeres superficiais, da consciência isolada» (Exort. ap. Evangelii Gaudium, 2). Por isso, a humanidade tem grande necessidade de dessedentar-se na salvação trazida por Cristo. Os discípulos são aqueles que se deixam conquistar mais e mais pelo amor de Jesus e marcar pelo fogo da paixão pelo Reino de Deus, para serem portadores da alegria do Evangelho. Todos os discípulos do Senhor são chamados a alimentar a alegria da evangelização. Os bispos, como primeiros responsáveis do anúncio, têm o dever de incentivar a unidade da Igreja local à volta do compromisso missionário, tendo em conta que a alegria de comunicar Jesus Cristo se exprime tanto na preocupação de O anunciar nos lugares mais remotos como na saída constante para as periferias de seu próprio território, onde há mais gente pobre à espera.

Em muitas regiões, escasseiam as vocações ao sacerdócio e à vida consagrada. Com frequência, isso fica-se a dever à falta de um fervor apostólico contagioso nas comunidades, o que faz com as mesmas sejam pobres de entusiasmo e não suscitem fascínio. A alegria do Evangelho brota do encontro com Cristo e da partilha com os pobres. Por isso, encorajo as comunidades paroquiais, as associações e os grupos a viverem uma intensa vida fraterna, fundada no amor a Jesus e atenta às necessidades dos mais carecidos. Onde há alegria, fervor, ânsia de levar Cristo aos outros, surgem vocações genuínas, nomeadamente as vocações laicais à missão. Na realidade, aumentou a consciência da identidade e missão dos fiéis leigos na Igreja, bem como a noção de que eles são chamados a assumir um papel cada vez mais relevante na difusão do Evangelho. Por isso, é importante uma adequada formação deles, tendo em vista uma ação apostólica eficaz.

5. «Deus ama quem dá com alegria» (2 Cor 9, 7). O Dia Mundial das Missões é também um momento propício para reavivar o desejo e o dever moral de participar jubilosamente na missão ad gentes. A contribuição monetária pessoal é sinal de uma oblação de si mesmo, primeiramente ao Senhor e depois aos irmãos, para que a própria oferta material se torne instrumento de evangelização de uma humanidade edificada no amor. Queridos irmãos e irmãs, neste Dia Mundial das Missões, dirijo o meu pensamento a todas as Igrejas locais: Não nos deixemos roubar a alegria da evangelização! Convido-vos a mergulhar na alegria do Evangelho e a alimentar um amor capaz de iluminar a vossa vocação e missão. Exorto-vos a recordar, numa espécie de peregrinação interior, aquele «primeiro amor» com que o Senhor Jesus Cristo incendiou o coração de cada um; recordá-lo, não por um sentimento de nostalgia, mas para perseverar na alegria. O discípulo do Senhor persevera na alegria, quando está com Ele, quando faz a sua vontade, quando partilha a fé, a esperança e a caridade evangélica.

A Maria, modelo de uma evangelização humilde e jubilosa, elevemos a nossa oração, para que a Igreja se torne uma casa para muitos, uma mãe para todos os povos e possibilite o nascimento de um mundo novo.


Vaticano, 8 de Junho – Solenidade de Pentecostes – de 2014.

domingo, 12 de outubro de 2014

Deus não escolhe os capacitados, capacita os escolhidos


Para Deus atuar não precisa apresentar o seu currículo escolar. E tem outra escala de avaliação das pessoas e das coisas. Suas escolhas não dependem da categoria pessoal nem da importância social dos preferidos. Sua escala de avaliação não depende também da espessura da carteira nem da marca de carro que alguém use. 

Ele olha mais fundo: no coração. E a pessoa vale tanto quanto menos empecilhos colocar à Sua ação. Por isso, merece sempre a preferência quem é simples e inocente. Nem sempre vence o mais forte. Nem sempre ganha o mais poderoso. A ação de Deus é paradoxal: há mais felicidade em dar que receber (, é morrendo que se vive, a força manifesta-se na fraqueza (2Cor.12,9), a vitória de Cristo passa pela derrota do Calvário...

Antigamente a mulher não tinha grande espaço de ação na sociedade, mas Deus valeu-se de Ester para salvar seu povo e de Maria para nos trazer o Salvador. Os governantes já eleitos estão escolhendo pessoas bem preparadas para os ajudar na governação.

 Deus tem outra maneira de selecionar seus colaboradores mais diretos: não escolhe os capacitados: capacita os que escolhe.  Todos são seus filhos e o que mais importa é que não coloquem empecilhos à Sua ação. 

A Mãe Maria foi fecunda na sua virgindade, foi forte na sua total obediência e tornou-se, na História da Salvação, a mensageira de recados. No Calvário foi declarada Mãe Universal e, humilde, Deus a escolhe para alcançar misericórdia para os necessitados terem uma vida feliz. 

Foi assim em Caná da Galileia, em Fátima, em Aparecida... Maria, humilde, escolhe pessoas humildes para proteger os mais humildes através de gestos de muita humildade.  E  assim continua alcançando e distribuindo a graça divina. Ela é sempre Mãe e tem poder de intercessão. 

Esquecer Maria é abandonar o caminho mais curto para Deus. Consagrar-se a ela é sentir sua constante proteção. Você, amigo leitor, é certamente consagrado a Nossa Senhora. Isso significa alguma coisa para si? Tem procurado prestigiar Sua Padroeira e Padroeira do Brasil com uma vida digna e santa? 

OH! MINHA NOSSA SENHORA! QUE VIDA ESQUISITA!

Há tempo para nascer e tempo para crescer. Há tempo para ser criança irresponsável e tempo para ser adulto maduro. Há tempo para trabalhar e tempo para brincar. Mas não se pode passar toda a vida na brincadeira e viver sem responsabilidade. Viver de qualquer jeito, “ao calha”, deixar-se levar na onda, fazer só o que apetece, deixar-se arrastar pelo fácil e engraçado da vida, só fazendo o que vem à cabeça, viver ao impulso do espontâneo, como se fossemos eternas crianças! 

Viver assim, sem sentido nem direção, não pode levar ninguém a uma realização feliz nem a sociedade a um desenvolvimento seguro. Vejamos algumas manifestações dum comportamento frívolo que gera uma cultura de imbecilidade:

- vai-se a uma sentinela e passa-se o tempo a contar anedotas e a falar e rir. O único que está calado e sério é o morto! Avalia-se uma sentinela pela comida que oferece e aproveita-se para “bisbilhotar” todos os cantos da casa.
- Enterra-se um familiar e nunca mais se visita o local a não ser no dia de finados e tem que haver alguém que indique onde está a sepultura.
- No dia de casamento, com a gravata sem nó, com entrada na igreja a rigor com marcha e tudo, promete-se tudo para constituir uma família. Na noite seguinte, volta-se à vida de solteiro. Passa-se a noite fora de casa e só se chega embriagado de manhã e com mil razões e exigências.
- Vive-se uma campanha eleitoral como se fosse um carnaval fora de época. Vende-se o voto como se fosse uma salsicha. Vai-se a uma carreata com perigo de ida e por mera folia. Adere-se a um candidato só porque faz muita zoada e é mais grosseiro no ataque ao adversário; não interessa seja ficha suja ou ficha melada pelo máximo de roubalheira.
- Pensa-se em adquirir qualquer coisa (que nem é muito necessária!), mas logo se vai comprar para pagar às prestações. E, depois da primeira prestação, esquece-se o compromisso, obrigando o armazém a vir buscar a coisa usada. Há quem queira comprar até uma Bíblia às prestações!
- Tem-se um aparelho de música. Mas não é só para nós. É para toda a vizinhança e para todo o bairro, se for possível. Barulho para incomodar todo o mundo! Não há respeito pelos outros nem pela sua saúde. Importa que todos saibam nossos gostos e se deliciem com eles.
- Vai-se a uma novena no bairro. Pede-se um copo de mingau e, no fim, copo no chão. Prova-se um caldo de ovos e joga-se a colher e o copo no chão. Desembrulha-se um doce e... plástico no chão. E depois ainda se diz com cara lavada que sujos são os portugueses
.- Troca-se de religião como quem muda de camisa. Vai-se batizar o filho no “capa verde” só porque não se quer participar numa reunião de formação cristã. Batizar, sim, mas permanecer numa eterna e total ignorância religiosa.
- Compra-se uma roupa para a filha ou para a mulher e, quanto mais ela fique parecendo com uma pitomba descascada, tanto melhor! Não há senso de pudor!
- E, por aí vai! No espontâneo, no fácil, no frívolo, na irresponsabilidade, na imbecilidade... Não! Assim, não! Assim não é viver! Nem deixar os outros viver!’


DIA MUNDIAL DAS MISSÕES

O Papa Francisco escreve de uma maneira muito simples, mas com muita profundidade. Na sua mensagem para o Dia Mundial Das Missões, neste ano de 2014, que se vai celebrar no próximo dia 19 deste mês, fala da urgência da evangelização do mundo e da alegria de podermos participar nessa Missão salvadora que foi entregue a Jesus e que continua pela ação do Espírito Santo. 

Dentro da Igreja, ou somos missionários ou não somos cristãos. A Igreja nasceu “em saída”, com a vocação de ir a todos os povos, sobretudo às periferias geográficas e existenciais onde vivem os mais marginalizados. Por isso, o cristão não pode sossegar parado, bem desinteressado na sua indiferença. Quem ama contagia. 

Quem experimenta o amor de Deus não sossega sem comunicar essa experiência a outros. Afinal, ser cristão não é conhecer alguns dogmas, decorar uma doutrina ou aceitar algumas práticas morais. Nem, tão pouco ter uma prática religiosa esporádica. Isso é pouco. Isso não é nada! Ser cristão é uma paixão, uma santa experiência de comunhão profunda com Deus em Cristo. 

O Mestre adverte seus discípulos, enviados em missão, duma alegria diferente e superior a qualquer outra: a de, em comunhão Trinitária e pela ação do Espírito, ser canal da graça para outros. A obra evangelizadora é sempre ação de Jesus. Quem nela se disponibiliza a colaborar não faz favor. 

Apenas aceita uma graça: ser enriquecido na perspectiva da comunhão trinitária. Ser missionário é graça grande que nos é concedida e que gera júbilo de poder colaborar com Deus, transmitindo Seu amor aos outros. Isso mesmo levou Maria a glorificar o Senhor e a disponibilizar-se para ser a primeira cristã missionária. Jesus estremece emocionalmente e exulta de alegria por ver correr na ação evangelizadora dos discípulos a presença do céu, o amor com que o Pai ama Seu filho e O envia ao mundo para salvar a humanidade. 

Nossa felicidade e sentido de vida não pode realizar-se na busca desordenada de prazeres superficiais que só geram tristeza e individualismo estéril. Os bispos são os primeiros responsáveis pelo anúncio evangelizador, mas, todos os batizados devem-se preocupar com a Missão, porque ainda há muitos espaços humanos onde não foi anunciado o Evangelho de Jesus. E, noutros lugares, é preciso uma “reevangelização”. 

O Papa Francisco alegra-se porque, apesar de haver falta de vocações sacerdotais e religiosas, cresceu a consagração de leigos à obra missionária. O Papa pede para que se ore com muita fé e se colabore economicamente para que a Igreja possa chegar aos confins do mundo e à profundidade de todos os corações.

NOTICIÁRIO PAROQUIAL

1)-A capela de S. Expedito está pronta. Vai ser inaugurada no próximo domingo, se deus quiser, a começar pelas 16.00H. Quem levar carro é preferível deixá-lo na estrada, perto da CHAVEPAR, porque a rua do Sol é muito estreita e não dá para fácil estacionamento. A distância é pequena. Esta capela foi construída em terreno comprado que foi murado e tem um Centro com duas salas, arrecadação e dois banheiros. Aí a paróquia gastou cerca de 180.000 reais.
2)-P. Antônio encontrou-se esta semana com o grupo de senhoras do Movimento do Apostolado Terço que fizeram uma peregrinação a santuários marianos na Europa. Estiveram dois dias em Fátima e aí se encontraram com P. António que tudo fez para ir lá.


 3)-Hoje é domingo, dia de Nª Sª Aparecida, Padroeira do Brasil e da comunidade que leva o Seu nome na nossa cidade. A novena foi bem participada, sobretudo depois do dia da eleição política. A capela foi melhorada nas sacristias e no adro.


4)-A comunidade de Novo Castelo festeja também sua Padroeira, S. Margarida. Impressionante o entusiasmo em que está decorrendo o festejo e a limpeza e arranjo do terreno anexo.

IGREJA DE S .MARGARIDA - NOVO CASTELO

  
IGREJA DE SANTA TERESINHA - BOA VISTA
 5)-Vai-se aumentar e arranjar a capela de Santa Teresinha na Boavista. O atual espaço do templo mostra-se pequeno para as celebrações, mesmo dominicais, e há terreno livre.
6)-Esta semana visitaram-se as comunidades do interior: Buriti do Estevão, Vila Nova, Barroca da Vaca, Pé da Ladeira, Tutanguira, Poções do Rio Preto e Ninas e Vila Boa Nova. Hoje, domingo, serão visitadas as comunidades de Baturité e Poções dos Façanhas que têm como Padroeira Nª Sª Aparecida.


7)-No próximo domingo será o Dia Mundial das Missões. Os ofertórios de todas as celebrações reverterão  a favor da obra das Missões e serão enviados pela diocese para Roma para ajudar na formação, viagens e outras necessidades dos territórios onde a igreja não está suficientemente implantada. Pedimos a todos que procurem ser mais generosos.





segunda-feira, 6 de outubro de 2014

poder sem pudor, não,nunca jamais, xô satanás



Gosto de provérbios. São como pílulas pequeninas, mas carregadas de elementos químicos. Os provérbios são frases pequenas, mas cheias de sabedoria e experiência. São resultado da observação quotidiana. E há um provérbio que diz: “triste da cebola se não fosse o estrume! Tristes dos sabidos se não fossem os abestados”. 

E poderia aplicar esta sabedoria a outra circunstância: ”tristes dos políticos se não fossem os necessitados ou os oportunistas!”. E enquanto o povo gostar de brincar com a política do jeito que brinca, os políticos brincarão com o povo do jeito que quiserem. O povo vende sua dignidade e político gosta, porque tem por onde depois ir buscar o que dá.

Acabou a campanha eleitoral. Mil graças a Deus! Não sei como conseguimos aguentar tanta agressiva barbaridade! Impossível não haver quem enxergue e dê um “basta” a tanta imbecilidade. O que se vê por aí chega mesmo a indignar, a revoltar. Uma zoada infernal, foguetes a estoirar, músicas a atordoar, carreatas a entupir o trânsito,  comícios a incomodar, programas a serem substituídos pelo ataque ao adversário. E, tudo isto, dias seguidos e a todas as horas. E muita propaganda fixa em terreno público! Será que os senhores Promotores Públicos não notaram isso? 

Abuso e arbitrariedades aos montes! Perto da Matriz, nas novenas dos bairros com os templos cheios, no decorrer das missas... ninguém obedece. Fazem o que querem e ninguém lhes pode dizer nada. E tudo isso aconteceu centenas de vezes e quase sempre pelos mesmos carros de som. Se não respeitam agora, como querem convencer-nos que respeitarão depois?

E donde vem tanto dinheiro para gasolina, cartazes, posters, papéis, adesivos, foguetes, carros de som, comida, bandeiras, cavaletes com foto, gente a trabalhar, a acenar com bandeiras, aluguel de palcos e comitês...? Num país em que há tanta necessidade de melhorar a saúde, a educação, as estradas, a segurança, tanta desigualdade social, tanta impunidade e corrupção... não sei como não se compreende os efeitos desta exibição exagerada e provocadora de gastos desnecessários que revolta perigosamente os mais marginalizados!

E aí estão os casos de S. Catarina e de S. Luís a demonstrar tudo isto! Daqui se vê: urgente a reforma política que, se a sociedade civil não intervier, os interessados nunca a farão; a agressividade do primado absoluto da política, dos maiores privilégios, dos mais exagerados  ganhos, do desvio de verbas públicas incentivado pela cultura da impunidade, da roubalheira por autênticas quadrilhas de grupos municipais, estaduais e federais que, descobertos pela fiscalização da Polícia Federal, nunca serão punidos... 

E os candidatos que vamos hoje eleger têm imensos projetos em trânsito nas Assembleias que colocam em perigo o valor da vida, da família, da Constituição e da democracia no país! E tudo isto até quando? Mas talvez ainda vão acontecer alguns embargos a eleitos que estão a concorrer com “liminares judiciais”! E ai de nós se isso não acontece! Moral e ética não é o que esses senhores querem, mas o que está na lei e proíbe a arbitrariedade.

VIVER SEM DEUS É ANTECIPAÇÃO NEGRA DA NEGRA SEPULTURA.
SÓ DEUS É DEUS!

Há uma minoria de 1,5% da humanidade, atrevida, rica e intelectual, a cozinhar e “recozinhar” argumentos para provar que Deus é uma ilusão. Há quem despreze os sentidos e invente pretenso direito ao absurdo, dizendo que acreditar em Deus é limitar a liberdade humana. Há quem queira engavetar a religião para fazer da ilusão a sua vitoriosa substituição. Há quem pretenda proclamar a morte de Deus para afirmar que agora é a vez do homem. Puro erro! Absoluta asneira! 

A dimensão transcendente pertence à natureza humana. O puramente imanente (o que se vê!) depressa desaparece. Diabólica pretensão, tão antiga como o homem. Já as primeiras páginas da Bíblia nos falam da tentação do ser humano querer destronar Deus e se auto-divinizar, sabendo distinguir o que é bem e mal. Mas o que vai contra a verdade dura pouco. 

O que parece ser asa depressa se torna peso. O sentido da vida depende da vida dos sentidos. Quem perde um, perde o outro e, com facilidade, deixa-se arrastar por pretenciosas abstrações, ilusórias invenções, apaixonadas razões que o lançam no precipício da solidão, do vazio, do tédio e da perdição. Conta uma antiga estória que uma velha e experiente aranha aproveitou um dia de folga para poder analisar a situação da sua teia. Andou, correu, verificou toda a teia... e pareceu-lhe estar tudo em perfeita ordem. 

Pensando na beleza de seu trabalho e na perfeição de sua arte, sentiu-se orgulhosa. E, ao terminar a tarefa, notou com espanto um fio que descia do alto e pousava sobre o tecido da teia. Para quê este estranho fio? E, de um golpe: “zás!”, cortou o fio. E logo a teia ruiu e se desfez. Afinal, aquele fio era o primário que segurava toda a teia. E, sem ele, a teia caiu.

Parece-me ser essa a situação humana atual. Orgulhoso da ciência, da tecnologia e de tantas invenções feitas, uma minoria de gente rica acha-se senhora de si e muda o universo da tradição histórica. Pensa poder tudo! 

Quem assim pensa é uma minoria, talvez 1,5% da humanidade. Mas é um grupo dominante e com muito poder de influência através das universidades, da política, dos meios de comunicação social... E, essa ideologia laicista, materialista, agnóstica, secularista... vai-se espalhando embrulhada na expressão: “tendência moderna” e assim se vão engrossando as fileiras ateias. 

Entre nós, parece-me que a maior força vem pela classe política onde os integrantes ganham quanto querem, têm a primazia sobre tudo, decidem sem consultar, programam sem interesse pelo bem comum... esquecendo que a maioria da população é religiosa e não pensa nem quer assim.
Proíbem o crucifixo em lugares públicos, impõem a teoria da escolha livre do género nas escolas, cumprem uma casuística contra a família, mesmo que a Constituição Federal vá noutro sentido, liberam a prática do aborto com argumentos estúpidos... E para onde vai a democracia?

SOMOS VINHA E ROÇA DE DEUS...
A videira é uma planta estranha. Sua madeira só serve para queimar, seus ramos têm que ser podados todos os anos e o fruto é muito delicado, merecendo cuidados intensos até ser colhido. Precioso símbolo do que é a vida cristã! Para o povo de Israel, a vinha era sinal de riqueza e da benção de Deus ao povo. 

Entre nós, semelhante à importância da vinha só a da roça que nos dá o arroz e o feijão. Tudo é fruto de lugares e climas diferentes e de gente que tem diferenciadas maneiras de trabalhar e sobreviver. “A vinha do Senhor é a casa de Israel” (salmo). Ninguém é proprietária desta vinha. A Igreja é a vinha ou a roça de Cristo. Foi crescendo, crescendo... 

Deus espera fazer nela colheita maravilhosa. A semente de Sua Palavra foi espalhada por toda a parte do Universo. Há terrenos que produzem bem, mas há outros que não produzem nada. Se o resultado é ruim, se a resposta é a ingratidão, a irresponsabilidade... o resultado é a malícia e os espinheiros. A consequência é o mal-estar, o sofrimento, o cansaço inútil, a perda de tempo. E disso ninguém gosta. Nem Deus que é generoso nas suas dádivas.

Eu também sou vinha, roça de Deus. Em mim, tem caído com abundância a graça divina. Se eu aproveito, produzo frutos de paz, de solidariedade, caridade, partilha, entusiasmo pelo Reino. Se tenho um comportamento egoísta, muito indiferente a tanto amor divino... estou perdendo o tempo e a vida. E, sem minha generosa colaboração, há outros que também não podem melhorar. 

Minha família também é vinha e roça de Deus. Que está ela produzindo? Tenho tido cuidado com a sementeira que Deus e sua Igreja têm feito em meu lar? Ou vou trocando todas essas bênçãos por constantes fugas à responsabilidade educativa dos filhos, à fidelidade ao amor, ao convívio familiar...? Se desejo ser fermento de uma nova sociedade tenho de ir lançando, à minha volta, sementes de humanidade, justiça, fraternidade e partilha. Habituando-me a inutilidades, inutilizo a ida. Um viver imbecil, sem esforços pelo bem e sem admitir preferências pela caridade... vai estiolando nosso existir.

NOTICIÁRIO PAROQUIAL

1)-Muito dinheiro a correr, foguetes até chatear, enorme folia carnavalesca... eis o resultado duma campanha que devia ter sido eleitoral, mas transpareceu mais como sofreguidão de poder dum autêntico formigueiro de candidatos, como competição entre grupos adversários e demonstração da urgente necessidade de se fazer a reforma política no país. Mais barulho que informação, mais poder económico que projetos de desenvolvimento, mais foguetes a estoirar que remédios para doentes melhorar, mais gasolina para carreatas que água nas residências, mais grandeza de confronto com os adversários que vergonha por não termos até hoje uma rodoviária decente, um hospital regional ou um cemitério municipal. E assim vai nossa política local! “Muita parra e pouca uva!”, com diz o ditado.

2)-A novena e o festejo de S.ta Teresinha, no bairro da Boavista, correu muito bem. Muita participação, ordem e alegria no convívio depois das celebrações. Queremos aumentar a capela, logo que seja possível.

3)-Também correu bem e com muita participação o festejo de S. Francisco, no bairro da Cruz. Também aí a comunidade quer dependências mais amplas para reuniões e catequese. Devido á falta de espaço, teremos que fazer um centro com primeiro andar.

4)-A capela de S. Expedito está completa. Capela e centro catequético.  Celebrou-se a última missa no local que nos foi cedido por uma família. Queremos agradecer tão generoso gesto e, para partilhar, deixaremos o telhado como oferta. Esta semana limparemos mais o local da nova capela e mandaremos pintar S. Expedito na frente da capela.
Agradecemos a todas as comunidades alguma partilha de objetos religiosos, como é costume. A inauguração será no dia 19, domingo, pelas 16.00H.

5)-Queremos nesta semana continuar com as reuniões para Crisma, na 4ª feira e no sábado.

6)-Lembramos a todos que desejarem fazer a assinatura do jornal litúrgico e do livrinho de liturgia diária que o façam quanto antes. Mesmo as comunidades do interior. Já nos foram pedidas, pela livraria editora PAULUS, a primeira e segunda parcela do pagamento. O preço é o mesmo do ano passado.

7)-No Recanto dos Pássaros houve eleição para um colegiado que orientará a comunidade por dois anos.

8)-Está a decorrer a novena de preparação para o festejo de Nossa Senhora Aparecida. Pelo interesse demonstrado pela comunidade, aguardamos uma celebração muito animada.

9)-Já se deram os primeiros passos para ser iniciada a construção do novo rincão. A parede, no terreno, que está caída já vai ser substituída pela construção das traseiras do rincão. Mas que ninguém pense que essa obra vai aparecer com a pressa de uma capela! É grande demais para uma paróquia como a nossa!

10)- O grupo de jovens da comunidade de S. José comprometeu-se em ajudar uma menina do bairro a fazer, urgentemente,  uma cirurgia a um câncer. Pelo SUS demoraria demasiado. Arranjaram dinheiro emprestado e agora estão tentando meio de pagar. Quem quiser e puder ajudar, os jovens agradecem. Podem entregar as ofertas no Secretariado Paroquial ou ao grupo.







segunda-feira, 29 de setembro de 2014

candidatos sem representatividade procurando o poder sem pudor



Muita coisa, muita coisa... infernal barulho, imensa confusão, incômodo geral, gastos incalculáveis, enfadonho e doentio ambiente, mas... não conseguem atrair a atenção do povo. Pensam que política é tudo, é o mais importante, mas religião reúne mais com mais facilidade. 

A festa da Padroeira de Chapadinha continua na memória de todos. Não houve barulho, não foi preciso convite para reunir e... a adesão foi quase total. Mas, depois de tudo que se passou, surge espontânea uma pergunta: vocês viram algum candidato interessar-se pela participação no festejo, celebrar e desenvolver sua dimensão religiosa que cria valores para a vida?

Eu sou franco: não vi! Estavam todos, certamente, muito ocupados, motivados pela campanha, reunindo adeptos, espalhando simpatia... E, política sem fé, é como carro sem volante, como bicicleta sem rodas. Nota-se que há muitos candidatos (e não são bestas!) que mais lhes interessa é arranjar votos e que lhes seja garantido um bom salário e poder aumentá-lo quando quiserem. Para isso é que estão trabalhando tanto. 

Esta campanha é, sem dúvida, a mais imoral, incômoda e enfadonha de todas que chegaram até nós. Nota-se uma multidão de candidatos distantes do povo, caídos em paraquedas, sem conhecer a realidade do Município, carregados de dinheiro para comprar votos e apoio de algum líder local, nem que seja ficha suja.

Apresentam-se melados, bem melados com processos criminosos e de alienação, mas com a cara limpa como se fossem anjos. Bem distantes e com interesses muito diferenciados dos verdadeiros interesses da população. 

Muita zoada, enormes gastos para que lhes seja concedido um poder, quanto possível, sem pudor. Nota-se que o povo está chateado com tanta confusão e desejoso que tudo isto acabe depressa. E sem saber em quem confiar seu voto. Nosso povo tem fé. Sente necessidade de Deus e, nem que seja poucas vezes, reúne-se para celebrar seu sentido religioso. 

Mas essa minoria vive dependurada de ilusões, sem interesse pelos valores cristãos, empurrada por enxurradas de dinheiro, sem fé e sem respeito por quem a tem. Nunca, como este ano, os carros de som passaram na Matriz perturbando tanto a todas as horas, mesmo durante as celebrações. E, se agora não respeitam, quando o vão fazer?

Aparentemente, pouco ou nada lhes interessa o bem das pessoas e o respeito pelo sobrenatural. E é essa minoria que quer subir ao poder para representar nosso povo. Como? Seus interesses estão distantes dos do povo e seus valores também são diferentes. 

Andam procurando votos para continuar a fazer o que lhes apetece. Representação? - Se conseguirem votos, tê-la-ão. Mas, representatividade, capacidade de assumir o bem comum ? - Nunca a conseguirão do jeito que vivem. 

É uma campanha eleitoral enfadonha e para esquecer, mas não para passar desapercebida ! Nojenta demais, muito materialista, interesseira, totalmente laicista, secular em excesso, com uma religião de substituição, apoiada e centralizada nos ídolos do dinheiro e do poder sem pudor

ESTÔMAGO VAZIO NÃO TEM OUVIDOS
Vivemos numa sociedade onde predomina o sistema capitalista liberal. No capitalismo, o capital tem mais valor que a pessoa. No liberalismo cada um pode atuar conforme suas possibilidades: quem tem muitos bens, aumenta-os, quem tem poucos  tende a piorar. O exagero para o bem-estar de alguns pode reduzir à miséria a maior parte. Se não houver uma regulação ético-social, o capitalismo vira um sistema iníquo. Na verdade, temos que ter consciência que nem todas as pessoas sabem controlar seu instinto de possuir cada vez mais. O ser humano é insaciável e chamado a viver bem, mas está constantemente inclinado para o mal. A ganância, como inclinação natural, se não tiver um contrapeso, bestializa a pessoa e impossibilita as boas relações na sociedade e aí a razão pela qual, tantas vezes, se vive num clima de insegurança e injustiça: uns maximizam o lucro, tornam-se fanáticos, impõem uma ditadura no poder e o totalitarismo; outros permitem a exploração, não conseguem sair de sua miséria, habituam-se à indigência e, não percebendo as raízes desta situação, não afastam o perigo de suas alienações. Uns, tendo demais, perdem a sensibilidade ao transcendente, à fraternidade e assumem o caminho da diversão maníaca, da frivolidade de vida com a fuga para o hedonismo, para o sexo barato, para o turismo e para o consumo compulsório; é a fascinação da banalidade, o domínio do egoísmo, o desprezo de Deus e dos outros. Do outro lado, os que não conseguem ultrapassar a indigência, sobrevivem, tentando satisfazer, apenas, as suas necessidades mais primárias. E fazem-no, oprimidos pela miséria, submersos na esfera da necessidade e na luta pela vida, perdendo o sentido da sua liberdade e da sua dignidade humana. E, perdido o sentido de vida, é fácil tomar qualquer sentido, mesmo o da perdição, porque a pessoa se sente desvalorizada, humilhada e desesperada. Então é tentada a recorrer ao álcool, à prostituição, ao narcotráfico e a muitas outras formas de marginalidade. O trabalho valoriza, integra na sociedade. Sem ele, a pessoa sente-se desintegrada da sociedade e até desintegrada existencialmente. O capitalismo não tem a vocação de produzir o bem, mas sim de buscar bens. Não pretende ensinar ética, apenas dar bens económicos. Estes podem não dar sentido à vida, mas criam uma base natural, o meio normal para se ter uma vida com sentido. Se o ser humano se deixa submergir no mundo das necessidades primárias perde a liberdade e a dignidade humana. E, nessa situação desesperante, tenta todos os meios para viver, mesmo os criminosos. Daí não nos podermos admirar de o pobre gostar de quem o engana, mas lhe dá uma ajuda ocasional. Um estômago vazio não tem ouvidos para escutar conselhos. Primeiro o material, depois o espiritual. Primeiro a natureza, depois a graça. Sem dignidade e apreço ao seu existir, sem valores humanos e nobres... o pobre abandalha-se, perde-se, vende-se por qualquer preço. E fica teimoso nesse mundo de alienação. Quem sente fome cria uma autêntica paixão por quem lhe dá um pedaço de pão. Quem se sente marginalizado prende-se a quem lhe dá uma mão para sair da miséria. Há tanto disso por aí!

HÁ DIFERENTES MANEIRAS DE VIVER
É PRECISO SABER ESCOLHER

Vivemos numa sociedade onde impera o efêmero, onde o provisório atrai mais que o consistente, onde os interesses têm mais influência que as convicções, onde o artificial é mais forte que o verdadeiro. E pior: esta sociedade é mãe e filha de cada um de nós. É ela que gera e influencia muito nossa identidade e nós somos os criadores que motivamos sua existência. Por isso, precisamos refletir e sermos cuidadosos. Não basta saber condenar; é preciso tomar compromissos e saber melhorar.
Não basta trazer a Bíblia na mão ou debaixo do braço; é preciso aceitar, no nosso viver, as exigências da Palavra de Deus e carregar os sofrimentos do povo. Não basta falar palavras santas e dar conselhos espirituais; é preciso encher nossas relações e os nossos ambientes da autenticidade da Vontade de Deus. Não basta pensarmos que somos donos da verdade; importa que deixemos que a Verdade nos liberte. Não basta dizer sim a Deus; é preciso que Deus confirme em nossas vidas o “sim” que tantas vezes lhe dizemos. Não basta inventar desculpas para nossas fraquezas; é preciso assumi-las e trabalhá-las para transformar nossas vidas. Não basta que nos indignemos contra a corrupção dos políticos; temos que nos convencer que nós é que somos os culpados de tanta arbitrariedade, que nos calamos, batemos palmas e até nos aproveitamos dessas ações corruptas. Não basta querer que a sociedade mude se nós não queremos mudar.
Não nos podemos iludir, nem pretender enganar os outros. Somos mentirosos quando falamos e não agimos, quando atiramos as culpas para o ar e não aceitamos que elas nos caiam em casa. É pobre e bem pobre o rico que se enche de bens e abandona Deus, pensando que nisso está a felicidade. Não é pobre honesto quem vive roubando o que é dos outros e não trabalha sua dignidade humana. Quem vive dependurado e pulando de galho em galho é macaco. É certo: temos uma natureza decaída e há cicatrizes não curadas de nossas quedas, mas precisamos de coragem e humildade para dar a volta e regressar à casa do Pai. Deus tem um projeto amoroso para cada um: Ele quer levar ao arrependimento o pecador e trazer de volta o justo que pecou. 

NOTICIÁRIO PAROQUIAL:

1- Com muita simplicidade, mas carregada de profundo sentido cristão, decorreu na passada quinta feira, na igreja de Cristo Redentor do Areal, o envio da Irmã Tássia, Missionária da Boa Nova, que partiu para Moçambique onde já está também a nossa paroquiana Irmã Márcia. Igreja cheia, agradecimentos à sua preciosa ação na comunidade e certa tristeza por podermos enviar só uma missionária perante tantas necessidades de evangelização naquele país de África. Mas aí fica o exemplo de disponibilidade e compromisso cristão da Tássia que deve influenciar outros jovens a desprenderem-se e a serem missionários fora da sua terra.

2 -Neste domingo está-se realizando um encontro de formação dirigentes comunitários do movimento de Acólitos na casa da Pastoral da Criança. Desejamos o bom êxito e muito entusiasmo como fruto desse encontro.

3-Em Dezembro, dias 8 e 9, vai-se realizar o Congresso diocesano da Renovação Carismática no CAIQUE. Contamos com a presença de centenas de participantes.

4 -Já se fizeram os primeiros contatos com empresários para o começo da construção do nosso rincão na Aparecida. O muro que lá está caído já vai ser substituído pelas colunas das traseiras do empreendimento. Para já sabemos que, para começar, serão precisos 350 sacos de cimento e ferro para levantar 32 colunas que só em cada sapata do alicerce vai levar ferro com fartura e 9 sacos de cimento. Em cada cova do alicerce de cada coluna! Venha coragem e espante-se o medo!

5- A construção da capela de S. Expedito está nos retoques finais. No dia o4 de Outubro, há noite, será celebrada a última missa no local que nos foi emprestado e que tem servido para reunir e celebrar. E a inauguração será no dia 19 de Outubro, domingo, pelas 16.00H.

6- Estão correndo bem as novenas de S. Francisco e de S. Teresinha. Muita participação e entusiasmo.

7- A capela de S.Teresinha precisa ser aumentada, porque muita gente tem que ficar fora e há espaço para o fazer.