domingo, 9 de setembro de 2012

PARÓQUIA DE CHAPADINHA - CONTINUAMOS NO FESTEJO DA PADROEIRA NªSª DAS DORES


HOJE É A 4ª NOITE DO FESTEJO E VOCÊ É UM CONVIDADO ESPECIAL PARA A NOVENA. HOJE O HORÁRIO DAS MISSAS É COMO NOS DOMINGOS NORMAIS. CHAMO A SUA ATENÇÃO ESPECIAL PARA O PROGRAMA DA JUVENTUDE DA PRÓXIMA TERÇA FEIRA,COMO SEGUE: 

Noite da Juventude - Festejo 2012

CONVIDAMOS TODA A JUVENTUDE DE CHAPADINHA PARA UMA GRANDE CAMINHADA EM HONRA A NOSSA SENHORA DAS DORES CELEBRANDO A NOITE DA JUVENTUDE NO FESTEJO 2012 DE NOSSA PARÓQUIA.
VENHA PARTICIPAR CONOSCO PREPARANDO O CORAÇÃO PARA A JORNADA MUNDIAL DA JUVENTUDE RIO2013.
PARTICIPE!!!!!

SERÁ DIA 11/09
LOCAL DE CONCENTRAÇÃO: CAPELA DE SÃO PEDRO - CAMPO VELHO
CONCENTRAÇÃO ÀS 18h:00


OU DEUS OU NADA!
A Palavra de Deus fala; é preciso ouvi-la
A Palavra de Deus é a Verdade; é urgente conhecê-la.
A Palavra de Deus é a Vida; é necessário agarrá-la e fazê-la vida de nossa vida.
A Palavra de Deus é solução; não a podemos esconder. Temos que a dizer.
A Palavra de Deus é Jesus Cristo. Precisamos amá-lO, criando intimidade com Ele.
Quem é surdo, ordinariamente é mudo, porque não ouve para aprender a falar. Quem não escuta a Palavra de Deus fecha-se em si. Isola-se. Não comunica com o eterno. Circunscreve-se ao tempo.  Não eterniza a felicidade.
Em Jesus, Deus veio ao nosso encontro. Aproximou-se de nós, abriu os nossos olhos e os nossos ouvidos como fez com o surdo mudo. Devemos curar-nos da epidemia de sermos surdos e mudos para Deus.
Deus não pode ser uma divindade de reserva. É único e absolutamente necessário.
Deus não pode ser considerado como muleta ou bengala para usar em tempo de velhice ou em ocasião de doença. É a força de todo o nosso existir.
Deus não é como biscoito para entreter criança ou adoçar a boca em hora de enjôo. É a alegria de todos e de todos os momentos.
Deus não é enfeite disponível para usar só em dia de festa. É a razão de fazermos da vida uma constante festa.
Deus não é como peça de vestuário que se pode trocar oportunamente. É insubstituível, sem se poder trocar.
Deus não é como jogador de reserva para substituir quando nossos ídolos se mostram impotentes. Tem que estar sempre no jogo da vida.
Deus não é como chave em duplicado para usar só quando a comum se perde ou quebra. Único e sem alternativa.
Deus não é objeto de arquivo para observar de vez em quando. De absoluta e constante urgência. Nosso contemporâneo e Senhor do futuro.
Deus não é tesouro guardado para possíveis ocasiões de necessidade. A única riqueza que pode enriquecer nossa vida.
Deus não é como pneu estrepe ou suplente para usar em caso de prego na vida. Sem rodar em nossa vida, ficamos sem poder rodar.
O festejo da Padroeira deve ajudar-nos a pensar que Deus é essencial, insubstituível, eterno e necessário. É um Ser original e originante. É a fonte da vida. Nosso princípio e fim. Causa Primeira e Senhor de tudo. O ser humano, você e eu, amigo leitor, somos seres criados, dependentes, temporais, transitórios e relativos. Só existimos em contínuo relacionamento com Deus, com outros seres humanos e com a natureza. Só existimos por Ele. Esta relação com Deus deve ser aprofundada, sentida, trabalhada e aumentada. Não é brincadeira. É o que de mais necessário temos na vida.


EDUCAÇÃO  E  RESPEITO  FICA  BEM  A  TODOS!

Continuamos em campanha eleitoral. Não deve ser tempo só para candidatos fazerem propaganda. É ocasião para todos pensarmos que somos seres comunitários, que vivemos em sociedade e precisamos de pessoas dignas para constituir em autoridade. Vivemos em estado de direito. Não em tribo primitiva, governada por caciques dominadores com permissão de dizer o que lhes vem à cabeça, mostrar boçalidade quanta queiram, vingarem-se de tudo e obrigar todos a suportar insolências impossíveis.

Que pessoas devemos escolher? Poderemos acreditar em tudo que ouvimos? Ou temos que ver quais os valores que suas vidas irradiam? E em que tipo de sociedade queremos viver? Será que, como temos vivido, estamos em bom caminho?
Impressiona-me a coragem e, talvez, o exagerado atrevimento de pessoas que nunca se integraram em movimentos de esforço por uma sociedade melhor, nunca assumiram participar em trabalhos de promoção social, nunca tiveram a ousadia de denunciar erros e passividades políticas... e agora se acham com coragem de se propor como nossos representantes.

Parece-me difícil que convençam quem pensa. Por outro lado, há experiências vividas que devem ser bem analisadas para que se não repitam e não se volte a situações ridículas do passado. Temos experiências passadas que não se podem repetir. Com as mesmas pessoas ou com outras. Alguns exemplos: falta de transparência na gerência de dinheiros públicos; populismo fácil gerador de bagunça, falta de segurança e atraso social; incompetência e irresponsabilidade em promover problemas graves do Município e não lhes querer dar solução; buscar só o que dá prestigio pessoal, lucro individual e esquecer o bem dos mais carentes; não se preocupar com a Saúde Pública nos Hospitais e nos Postos de Saúde ou não favorecer a Educação e desviar dinheiro destes setores importantíssimos para outras bandas; só pensar em melhorar os caminhos do interior ou abrir poços em tempo de eleições ou em absorver todo o dinheiro com maquinaria de empresa individual; fazer o que calha e não provocar governo participado; não enfrentar a marginalidade e, pelo, contrário, favorecê-la com iniciativas de lucro próprio; ser ficha suja e andar por aí de cara de pau, sem vergonha do que fez; comprar votos com trabalhos à última da hora, com carros de cestas básicas ou distribuição de dinheiro; etc, etc. Não basta querer ter poder. É preciso estar preparado para o saber exercer com utilidade pública.

A campanha eleitoral continua. Parece estar com menos zoada. Mas está mais agressiva com músicas que só rodam nos bairros. Muito mais mal educada e, absolutamente, irritante e provocadora. Não há programas escritos. Mas há asneiras decoradas que se repetem para mostrar insolência. Parece que, para muitos, o único programa que têm é retirar o que lá está e ocupar seu lugar. Ridicularizar o adversário, dizer agora o que se devia ter dito há muito, apontar, com saliente atrevimento, os defeitos dos outros, machucar... é baixaria. É já começar a dizer a imbecilidade de que se é capaz. E não esqueçam: povo não é boiada desgarrada para os carros de som, da propaganda eleitoral, atordoarem o ambiente com gritaria insuportável

O SENTIDO DAS PROCISSÕES

Nosso povo gosta de procissões. Habituado a caminhar, a percorrer longos caminhos, sente que a fé o impele a sentir que a vida é uma caminhada, uma busca de Deus. Participar numa  procissão é sentir-se mais povo, mais família e sentir ao vivo a proteção e o incentivo do santo que os acompanha e que soube viver a vontade de Deus. Qual a razão pela qual a Igreja promove procissões?

1º- Diz a Bíblia que o Povo de Deus, libertando-se da escravidão do Egito, caminhou 40 anos até chegar à terra prometida. “Javé ia na frente dele!”. Isso está no livro do Êxodo, a partir do capítulo 13, versículo 21.
O rei David e o povo fizeram uma procissão com pandeiros, flautas, danças louvando a Deus pelas vitórias do povo. Leiam em II Sam.6,12-15.
Jesus também entrou em Jerusalém montado num jumento e o povo O acompanhava cantando e aclamando: “asa multidões que iam na frente e atrás de Jesus gritavam: Hosana ao Filho de David”. Leiam em Mat.21,1-11.
Fazemos procissões para testemunhar publicamente nossa fé e proclamar que acreditamos que Deus hoje continua caminhando conosco. “Sou teu povo, Senhor, e estou nesta estrada, somente tua graça me basta e mais nada

2º -Devemos rezar nas igrejas e também nas praças e caminhos que muitas vezes percorremos para avivar nossa fé no Deus que caminha conosco sempre. Ao mesmo tempo que avivamos nossa fé, também a testemunhamos publicamente.

3º - Reconhecemos que somos Povo de Deus a caminho. A vida é uma peregrinação. 
Viemos de Deus e para Deus avançamos. Nunca é demais pensar que não estamos aqui definitivamente.

4º - O Povo de Deus sente alegria em estar imerso em meio a tantos irmãos. A vida cristã tem a dimensão comunitária e familiar. Somos família de Deus. Devemos celebrar juntos nossa fé.

5º – Nossa caminhada tem uma direção. Movimentamo-nos na vida arrastados pela fé. Deus nos espera. Juntos avançamos, ajudando-nos mutuamente. A caminhada em grupo cansa menos.Na procissão reconhecemos melhor que, sozinhos, nada valemos.

6º - Ao mesmo tempo que avançamos, sentimos que também Cristo assumiu a nossa natureza humana e viveu no tempo como nós. Hoje, Ressuscitado e vivo, Ele é a força de nossa caminhada.

7º - Ao mesmo tempo que caminhamos, rezamos, cantamos, avivamos nossa esperança e fortalecemos nossa fé. O amor com que se caminha, contemplando o mistério da graça de Deus que trabalhou a vida do nosso irmão santo, faz-nos desfrutar desse Mistério e entusiasma-nos.

8º - Avançar em procissão é oração, contemplação e esforço de conversão pela confiança que depositamos na graça de Deus que fez santo nosso irmão que nos acompanha em sua imagem

9º - Acompanhando a imagem transportada que acompanha a multidão, sentimos a ternura e a proximidade de Deus que sempre nos acompanha. E sentimos mais coragem pela intercessão e exemplo de nosso irmão santo.

Por isso, pedimos a todos que queiram participar na procissão da Padroeira que o façam com fé, com respeito e muita dignidade até no vestir. Não avancemos de lado, mas atrás da imagem da Padroeira, cantando e rezando. Não é tempo de brincadeira ou de falatório que nos distrairia e perturbaria quem vai a nosso lado.

Ter fé é iluminar a vida. É ter uma orientação. É ter um sentido no meio de tantas limitações que sentimos. Ter fé é escutar a Palavra de Deus. Não ter fé pode-se comparar à moléstia física de não ouvir nem falar. A pessoa surda-muda vive com muitas dificuldades no seu relacionamento. Ordinariamente quando alguém é surdo também é mudo, porque nunca ouviu falar.

A passagem da incredulidade à fé faz-se quando a pessoa escuta a Palavra, diz sim ao apelo de Deus e se entrega a fazer Sua Vontade. A desobediência ao Deus que fala torna nossos lábios e ouvidos inúteis. A fé é abertura ao Absoluto. Não ter fé é fechar-se, aprisionar-se em si. E, sem Deus, tudo fica oco e sem sentido.

Ter fé é mais do que receber uma tradição familiar, muito mais que ter o hábito de dizer umas orações de vez em quando. Ter fé é mais que ser batizado. A vida de Deus recebida nessa hora pode ficar sempre esquecida, não progredir. Começamos a ter fé quando tivermos um encontro pessoal com Cristo, escutarmos Sua palavra, aceitarmos Sua Vontade e vivermos na alegria de Sua presença hoje em nós. Quem não tem fé vive do seu jeito, puxado por manias adquiridas e hábitos contraídos de facilidade, prazer e vaidade. O ambiente humano conduz-nos à facilidade de vida, ao prazer, ao poder que domina os outros.

E  s  p  a  ç  o   i  n  f  o  r  m  a  t  i  v  o

 1 – Pedimos a todos que compreendam que missas nas capelas dos bairros, de manhã, só missas de sétimo dia. Missas de aniversário só na Matriz e á hora do costume: 17.30H

2-  Estamos já em pleno festejo da Padroeira. Está correndo bem. Diminuiu a zoada e se esquecermos um ou outro distraído que passa com som alto nas vizinhanças, tem-se criado ambiente de respeito. O levante do mastro correu bem e muito participado. A comunidade da Corrente trouxe seu padroeiro, s. Raimundo, que também vai participar na procissão da Padroeira. A praça, logo após a missa e novena, está animada e com boa convivência.

3- As camisetas não deram para quem queria. Mandou-se fazer mais 1000 que chegarão na terça ou quarta feira. As bandeiras da Padroeira também estão à venda para lembrança do  festejo e para a procissão.

4- A construção do centro catequético da Vila de Fátima continua, agora levantando paredes. A irregularidade do terreno obrigou-nos a fazer o salão meio metro abaixo das salas. Esta semana a equipa de trabalho irá fazer a calçada da capela de S. Francisco.

5- O terreno do bairro das 1000 casas está em cartório já para ser escriturado. Fica mesmo no extremo das primeiras casas.

6- Todas as cerimônias da Matriz estão a ser transmitidas para a Praça, para um grande écran, que tem bastantes cadeiras e bancos para todos que não couberem na Igreja poderem participar.

7- No dia 13 vamos ter a presença e atuação de um cantor católico de Codó: Ribamar Costa que chegará com toda a sua equipa.







 




quinta-feira, 6 de setembro de 2012

PARÓQUIA DE CHAPADINHA - INÍCIO DOS FESTEJOS DE NªSª DAS DORES


VEJA COMO FOI A CAMINHADA DO MASTRO DA PADROEIRA, E O CORTEJO ATÉ O LOCAL DA PRAÇA DA PADROEIRA,ONDE SE DEU O LEVANTE DO MASTRO





VEJA TAMBÉM A MARAVILHOSA ORNAMENTAÇÃO DO ALTAR DA PADROEIRA DESTE ANO  2012 NA PRIMEIRA NOITE DO FESTEJO:








sábado, 1 de setembro de 2012

PARÓQUIA DE CHAPADINHA - DEUS NÃO É IDOLO DE RESERVA



DEUS NÃO É ÍDOLO DE RESERVA

Deus é Essencial, Insubstituível, Ente Eterno e Necessário, Ser Original e Originante, Causa Primeira e Senhor de tudo. Nós, seres humanos (ricos ou pobres, letrados ou ignorantes, velhos ou novos), somos seres criados, dependentes, temporais, relativos. Só existimos em contínua relação com o mundo, com os outros e com Deus. Sobretudo com Deus, donde viemos de Seu poder criador e para onde peregrinamos buscando a felicidade na comunhão com Ele. 

Deus é eterno, nós temporais. Ele é necessário, nós relativos. Poderíamos não existir e tudo continuaria a existir sem nós. Mas esta relação com Deus deve ser trabalhada, zelada, aprofundada continuamente, porque encontramos empecilhos, obstáculos, dificuldades que nos limitam e distraem. Não nos podemos acomodar no desinteresse. Não nos devemos refugiar na distração, na auto-suficiência. Somos nEle e existimos por Ele. Sair disto é cair no vácuo. O pecado é a antecipação negra da negra sepultura.

Deus não nos chamou só à vida. Cumulou-nos de cuidados, de gestos de ternura e amor. Manifestou Seu projeto em Cristo e fez-nos nascer, pelo Batismo, para uma relação de carinho, participação, comunhão e amor. Nascemos em uma família que nos transmitiu essa feliz notícia. Se formos espertos nunca esquecemos: “amor com amor se paga!” ou: “o amor sempre deve ter retorno!”

 Deus nunca pode ser uma divindade de reserva entre muitos ídolos que adoramos. Deus é único e necessário. Deus não pode estar na nossa vida como strep no carro, como pneu suplente, para ser usado só em caso de acidente. Deus não pode ser considerado como muleta ou bengala arquivada para a velhice ou invalidez. Deus não é como remédio só para ser tomado em ocasião de debilidade ou grave doença. Deus não é como biscoito para entreter criança ou adoçar a boca em hora de enjôo. Deus não é enfeite disponível para ser usado em dia de festa. Deus não é como peça de vestuário que se pode abandonar ou trocar oportunamente. Deus não é como jogador de reserva para substituir nossos ídolos quando eles se mostram impotentes. 

Deus não pode ser considerado objeto de arquivo, como, por exemplo, chave em duplicado, que só se usa quando a comum quebra. Deus não deve ser tesouro guardado para futuras oportunidades em que tivermos necessidade. Deus não é vigia esquecido que só nos lembramos dele e oculpamos quando acontece o indesejado.

Deus é Deus. Esquecê-lO? – Desgraça maior. Abandoná-lO? – Eterna perdição. Viver como se ele não existisse? – Flagrante erro que lança nossa vida no vácuo. Desinteressarmo-nos por Ele? – Pura estupidez que desorienta nossa vida e nos reduz a meros animais. Sem uma relação de amor com Ele é fazer que vivemos.


O CRISTÃO NO MUNDO DE HOJE

É evidente que a cultura latino-americana tem forte presença da tradição cristã. Mas hoje vivemos um tempo de crise, de profundas e rápidas mudanças que abalam nossos costumes e tradições. Vivemos em ambientes de cultura adversa e, talvez até, hostil ao conteúdo evangélico. Transita nos nossos ambientes uma cultura epidérmica, superficial, de rápida criação e fácil ingerência que busca satisfazer o imediato prazer, que deseja satisfazer desejos incontrolados, que orienta para a facilidade de vida, para a promiscuidade. Arquiva-se valores adquiridos na experiência de longos séculos, assume-se posições e atitudes encontradas, com facilidade, nas esquinas que contornamos. O homem moderno é orgulhoso dos dados científicos descobertos e da tecnologia inventada que lhe revela o imenso potencial da inteligência humana. Por tudo isso, nossa realidade histórico-cultural, marcada pelo Evangelho de Cristo, quase abandonou Deus. Há nela opressão, violência, ingratidões, comportamentos viciosos... É uma cultura com forte tendência para a morte. Há turbulências sociais e políticas, abusos na vivência dos direitos humanos, emergência de diversas ofertas religiosas que tratam, a seu modo, com imenso atrevimento e na defesa de interesses humanos, de responder à sede que nossos povos manifestam. A droga e a promiscuidade sexual são outros enganos que entraram com facilidade nesta cultura moderna.

A Igreja e nós católicos devemos repensar profundamente e relançar com fidelidade e audácia nossa vivência cristã e nossa missão evangélica. Nem só de perigos estamos rodeados. Não existe só complexidade de situações. Deus continua a querer proteger-nos com Sua graça e pela força do Espírito Santo que nos foi dado. É nosso dever enfrentar esta situação cultural, confirmando, renovando e revitalizando a novidade do Evangelho que temos mantido no desinteresse e no esquecimento. Urgente provocar encontro pessoal e comunitário com Jesus Cristo. Entrar na Sua escola de vida, tornarmo-nos discípulos de Suas propostas, encarnar esta tradição e Sua novidade e sermos protogonistas de uma vida nova para a América Latina. A luz e a força do Espírito querem reinar nos nossos ambientes. Hoje não basta ser um cristão batizado, um católico cliente ocasional de alguns ritos religiosos. Isso não basta e é ridículo que paguemos tanta ternura e amor de Deus com tanta mesquinhez. 

Nossa fé cristã não se pode reduzir a um elenco de verdades que aprendemos na catequese, que decoramos e repetimos com frequência. Nossa pertença à Igreja de Jesus não pode ser feita de acauteladas proibições, duvidosas e selecionadas adesões a algumas verdades, atrevidas substituições de verdades de fé por devoçõezinhas adquiridas, do esquecido e humilde hábito de rezar por “orações fortes” pretendendo assim manipular Deus e colocá-lO ao nosso serviço. Cristo não pode ser reduzido a alguns princípios doutrinais, a um conjunto de normas morais, a uma filosofia de vida, a uma tradição recebida, a uns comportamentos morais de princípios brandos e facimente esquecidos, a uma participação ocasional nos sacramentos, a um esquecimento total da coragem dos santos que tudo deram e dão por Cristo. Entretemo-nos demasiado com cânticos melados  na vez de imitar os santos e aceitar seu incentivo à santidade e sua poderosa intercessão junto de Deus. Mais que rezar aos santos é necessário aprendermos a rezar como os santos rezavam, com eles e com sua intercessão. E acabamos por esquecer o Deus de Jesus Cristo. 

Com tudo isto, a fé vai-se desgastando, esmorecendo, desaparecendo e gerando mesquinhez e mediocridade de vida. E é grave o exemplo de igrejas ou seitas que nos rodeiam pregando o Evangelho como quem vende pipocas na praça, como quem berra a boiada desgarrada, como quem usa Deus como moço de recados ou moleque a nosso serviço. O uso de teologia da prosperidade é sintomático duma cultura materialista, dum capitalismo ultrapassado até historicamente. É impressionante a busca de poder, a repugnante venda do Evangelho a interesses económicos, a busca de presença e influência no exercício do poder temporal, bem patrocinado e melhor remunerado. 

Temos que revitalizar nossa fidelidade ao Evangelho (escrito com letra  grande!) e não aos evangelhozinhos inventados, amar nossa tradição que nos leva aos princípios apostólicos, que nos une à igreja de milhões de mártires e santos. Somos membros de uma Igreja que entusiasma. Devemos evitar a influência de tanto atrevimento e afastamento do essencial que é a Pessoa de Cristo, pobre, crucificado, morto, mas que venceu e está vivo para nos ajudar a refazer Seu projeto de amor e salvação.

NOTICIAS DA PARÓQUIA

 1- Vamos iniciar o festejo da Padroeira. É festejo religioso. Tem exigências morais e é organizado pela Paróquia. Agradecemos toda a compreensão das autoridades  do Município o terem publicado um decreto-lei para salvaguardar o festejo de abusos pagãos e de ambientes de promiscuidade não condizentes com a circunstância. O centro do festejo não é a feira nem o parque de diversões. O centro da festa é a Matriz e as celebrações da Palavra de Deus e Sacramentais que aí se fazem. Este ano tememos que algumas lideranças, sobretudo dos barraqueiros, querendo agradar a seus eleitores e mostrar força, queiram furar a ordem estabelecida. Se as autoridades não puderem desfazer abusos, o jeito que a Paróquia tem é adiar o festejo e culpar os atrevidos em tribunal.



2- Pedimos a toda a população que tenha o máximo de cuidado em guardar seus pertences, sobretudo nos grandes aglomeramentos dentro da Matriz, na praça e no Parque. Quando forem vistas três pessoas desconhecidas e com olhar desconfiado...deve-se redobrar de cuidados. Também ao sair da Matriz pelas portas do fundo e laterais, usar da máxima atenção.

3- Segundo uma reunião feita na passada sexta feira, foram indicados os responsáveis pelas barracas, lanchonete, procissão, animação cultural, limpeza da praça e arranjo das cadeiras, sistema de som e imagem, ornamentação, leilões, transporte de andores e pálio. Liturgia e canto. Os sacerdotes devem ficar livres para assistir de confissão e presidir às celebrações. Os Homens e Mulheres do Terço devem ter todo o cuidado para que pessoas estranhas aos grupos não conduzam os andores.

4- No dia da procissão com o Senhor dos Passos e Nª Sª das Dores que sairão, respectivamente do Bairro da Cruz (homens) e de Nª Sª Aparecida (mulheres), todas as pessoas devem participar. Todos os homens e mulheres quer sejam do terço ou não. O encontro será perto da porta da Matriz.   

5- O mastro virá este ano do Bairro da Corrente. A comunidade está encarregada de organizar o transporte solene. Como estamos todos cansados de foguetes, pode-se diminuir o uso deles durante estes eventos.

6- A procissão será organizada por uma rádio local. Pedimos às pessoas que tenham rádio o favor de o trazerem para a procissão. Nenhum carro de som com propaganda política à vista pode incorporar-se no cortejo. Mas os outros carros podem ficar de lado, em lugares estratégicos a oferecer o som à multidão que vai passando.

7- Vamos pedir a todas as autoridades e, sobretudo, aos partidos políticos que não se use sistemas de som nas proximidades da matriz. Tem carros de som que quando passam a praça logo colocam o som bem alto. Ora isso incomoda o trabalho litúrgico. Desde o começo da Praça do Abrigo ou do Banco do Brasil até à Guarda Municipal, agradecemos que seja calado o som. E quem vem do lado da rodoviária também deve cortar o som a 200 metros da Matriz.

8- Todas as manhãs, como é costume, haverá Missa. A recitação do santo terço e novena começam às 19.30H. Todos os dias haverá confissões, exceto na tarde de sábado, todo o domingo e segunda feira.

9- Pedimos, como é costume que as comunidades e grupos ofereçam o que puderem para a lanchonete. O Movimento do Terço também pede ofertas de roupa usada, mas em bom estado, bijuterias e sapatos para o Brechó. Leilões só haverá no dia  08 e 13.

10- A localização das barracas dos vendedores ambulantes está a cargo da Prefeitura. O responsável da paróquia pelo sector é José Alves, o Zezão. Pedimos que ninguém queira mostrar força e ajudar os da classe, mandando fazer invasões. Será culpado e responderá pelas consequências.

11- Todo o dinheiro arrecadado será usado na construção de um templo nas 1000 casas. Pedimos especial atenção para as crianças candidatas a Rainha ou Rei do Festejo e para o sorteio de uma moto nova.

12- Este ano foi mandado fazer um novo andor para a imagem da padroeira porque o antigo está sendo  muito pesado e de dificl transporte. Como nos anos anteriores, o andor da padroeira será transportado desde o Banco do Brasil até o interior da Matriz pela Polícia Militar a quem agradecemos, desde já, todo o apóio.

13- O festejo de S. Raimundo correu bem e com muita participação.  Queremo-nos alegrar pela maneira como grandes multidões participam dos atos litúrgicos e da procissão e nada tem acontecido.