domingo, 12 de agosto de 2012

PARÓQUIA DE CHAPADINHA - DEUS NÃO PODE FICAR NA PERIFERIA DA VIDA



DEUS NÃO PODE FICAR NA PERIFERIA DA VIDA
ESCAVAR MAIS FUNDO PARA ENCONTRAR DEUS ESCONDIDO

     É preciso fazer silêncio na vida para escutar o silêncio de Deus. É necessário trabalhar a intimidade com Deus para se poder apreciar Seu amor por cada um. Não basta viver. É urgente escavar fundo, prestar atenção e usar a inteligência para se sentir, na vida,  a presença divina e Sua ação criadora. Nunca Deus acaba de nos criar. Está constantemente criando, tecendo nosso existir e, por isso, todo o ser humano devia espantar-se com tanta maravilha que Deus realiza em nós e à nossa volta. Mas, infelizmente, o que se nota é que gostamos de viver na periferia de Deus, ter Ele como um ser distante, exótico e incômodo.

      Vivemos muito presos aos sentidos, impressionados só com o que enxergamos. E, às vezes, esquecemos o essencial. Preferimos refugiar-nos no provisório de nosso orgulho e na vaidade de nossa autosuficiência. O céu já habita a terra. E, nós, seres terrenos, não gostamos de escavar o mais profundo do coração para encontrar seus valores e ensaiar  a eternidade. 


     Em Cristo, Deus fez-se pequeno, simples. Tornou-se criança, quase nada, um palmo de gente. Recomeçou Sua história de proximidade sendo menino. Para isso, tinha enviado um anjo, mandado uma mensagem a uma moça. Pediu licença para se hospedar em seu ventre, para habitar em sua casa. Fez de Sua mãe uma habitação. Escondeu-se na intimidade do seu lar. E todos temos que nos tornar pequenos e humildes, diante do infinitamente pequeno, para O encontrar. Sua proximidade foi absoluta e sabemos que hoje há um pouco de Deus em cada ser humano, um pouco de santidade em cada vida. Precisamos parar para escutar esses apelos, aproveitar essas forças secretas no nosso espírito. 


     A Incarnação não terminou. Deus deu beleza à existência, esplendor ao tempo e acontece na carne humana, nos gestos de generosidade; habita nos olhos que semeiam bondade, precisa de nossas mãos para continuar a enxugar lágrimas e a despedaçar injustiças. Deus continua a comunicar-se feito Palavra nas nossas palavras que acendem luz. Esconde-se no humano para transmitir dimensões de eternidade aos corações. Precisou do colo da Mãe e precisa hoje da família e do trabalho e esforço dos pais para fazer crescer os seres humanos. 

     Eu conheci um homem que se tornou disponível a Deus para me fazer viver, me alimentar e construir sonhos que, mais tarde, se tornariam realidade. E testemunhou-me sua fé, seu jeito bonito de rezar, seu costume de celebrar seu amor a Deus. Foi meu pai. Talvez teu pai fez o mesmo. Nossos pais. Mãos calejadas, rosto queimado pelo sol, corpo cansado pelo manejar da enxada... suas palavras eram sábio conselho, seu olhar transmitia força educadora, seu exemplo de trabalho e honestidade foram lição de vida e sabedoria. Hoje, dia dos pais, vamos pedir a Deus que faça nossos pais homens de verdade, longe do vício que mata e da infidelidade que destrói. 
RESPEITO AOS ESPAÇOS SAGRADOS

      Nossas igrejas e capelas não são átrios para gente pagã. O “átrio dos pagãos”, de que agora tanto se fala e que devemos criar na nossa paróquia, deve ser um espaço acolhedor, de fraterno convívio, onde os católicos se podem juntar, conviver e aproveitar para evangelizar quem aí vai e não acredita em Deus. 

     Nossas igrejas e capelas não são lugares de meros ajuntamentos, de festas sociais ou de diversão pública. Não. São locais em que se celebra a presença de Cristo, ora na comunidade de pessoas reunidas em Seu nome onde Ele prometeu que estaria no meio, ora na Eucaristia em que sabemos que está presente, sacramentalmente.
     Igrejas e capelas merecem respeito e reverência. São espaços de oração, reflexão, meditação e, por isso, deve-se guardar silêncio dentro e nas vizinhanças. Quem não o faz mostra não ter caridade para com quem gosta de ficar rezando ou não tem fé e deseja chatear. Nem que seja uma só pessoa, ela tem o direito de procurar uma igreja para se recolher, rezar, refletir, chorar ou estar, simplesmente, perto do Senhor. Se algum propagandista que anda fazendo publicidade não respeita o silêncio, junto das capelas ou igrejas, é mal formado. Isto quando elas estão cheias de gente que celebra ou quando estão com poucas pessoas. Sempre!           

     A presença de Cristo na Eucaristia merece respeito.
E já agora outro assunto: não se pode transferir para os templos sagrados, para as celebrações de fé, os vícios das festas sociais: falta de silêncio e recolhimento, conversas ou brincadeiras levianas, exagero de máquinas fotográficas, modas femininas sem o mínimo de recato, profissionais de gravação etc., etc. Sobretudo nos casamentos mais “festeiros”, tem mulher que pensa que está em tempo de exibição carnavalesca e pagã, que igreja é como piscina ou passarela de moda. Atitudes inconvenientes de pessoas descascadas, com maneiras despudoradas, descaradamente provocantes, vaidosamente exibicionistas... não se podem permitir em atos litúrgicos. E tanto vale serem da nossa comunidade paroquial como de outras distantes. 

     Quem convida pessoas amigas para atos religiosos deve informá-las das exigências de decência que aqui (e devia ser para todos os templos cristãos!) são requeridas e tente evitar cenas desagradáveis que nem ao sacerdote nem às pessoas intervenientes serão fáceis de suportar. Me abstenho, por achar desnecessário, de falar sobre o modo de vestir de quem em função ativa na celebração, quer seja noiva ou ministra de algum serviço litúrgico. Quando a vaidade e pretensão mundanas fazem esquecer a dignidade do lugar sagrado e a fé que se celebra... fica tudo estragado. 

    Os sacramentos não são uns quaisquer rituais religiosos ou pagãos. Não são festas sociais. Cristo, que é a fonte e a razão de todas essas celebrações, não pode ser esquecido, nem tido como algo de distante e vago. Não é lícito mostrar tanta ignorância religiosa, nem tão pouca vergonha ou má educação. Cristo é Deus, manifestação plena da Vontade do Pai, Pessoa divina, Amigo fiel, nosso Senhor e Redentor, razão do nosso crer e da nossa esperança, Pessoa que devemos procurar com entusiasmo, conhecer com alegria e amar com toda a confiança. Cristo não é um ser exótico e estranho que podemos reduzir a uma mera motivação para exibir nosso mundanismo selvagem. 
     
     O espaço da igreja ou capela não é “átrio dos pagãos”, nem salão para atos profanos. E  até o que chamamos “átrio dos pagãos” (como a nossa  lanchonete!) exige comportamento digno e educado. Para isso a Paróquia, com muito sacrifício, se tem esforçado por construir centros comunitários para  reuniões das pastorais, encontros de catequese, cursos de formação cristã e quaisquer outras atividades do género. E, se estamos a falar da necessidade de construir o Rincão na Aparecida é para não se ter que usar a Matriz para grandes assembleias.


MAIS “VONTADE POLÍTICA”.  MENOS A VONTADE DOS POLÍTICOS

     Precisamos de um novo estilo de autoridades. Não basta haver pessoas que ocupam cargos de autoridade. Precisamos de autoridades que consigam ser educadoras, com força moral, capazes de influenciar para o bem. Não de vícios ou desinteresse social, mas de atitudes humanas e de esforços de trabalho e verdadeira promoção das pessoas. Urgente que apareçam pessoas de envergadura interior, que tenham projeto de vida e de vida em família sã e estável. Que não vivam de enganar e explorar  a ganância ou os vícios alheios e que sejam capazes de colocar sua inteligência e vontade a funcionar. Para alguém merecer ser escolhido para representante da população é preciso que tenha ideal, que lute por ele e que não fique preso, gananciosamente, a lucros malucos; que não esteja habituados a meter a mão e o coração em lodaçais vergonhosos, em lixeiras de imoralidade, em atitudes de descarado oportunismo a favor de grupos ideológicos ou de perversos poderios financeiros. 

     Precisamos de gente com sincera vontade política, isto é, que queiram promover o bem comum. Estamos cansados de vontades de políticos desgovernados. Estamos cansados de quem sabe elaborar promessas. Mas se esquece depois de tomar decisões plausíveis. Estamos cansados de políticos  atrevidos e inescrupulosos, bons de campanha, mas péssimos de trabalho. Queremos políticos com menos foguetes, menos zoada e mais silêncio e escuta dos reais problemas do povo. Com menos diversão e mais seriedade. Urgente haver pessoas de caráter, com verdadeira vontade de fazer o bem, criadas na honestidade, dispostas a trabalhar sem a terrível coceira da ganância. Incomoda muito ver gente corrupta, mentindo, prometedora em demasia, que mede sua importância pelo incômodo barulho que produz e depois vai ficar, silenciosa e surrateiramente, a contar os montões que retira do patrimônio público.


    Mas sem mudar a sociedade, não mudarão os políticos. Sem uma sociedade que saiba escolher os seus representantes, exigente e atenta à sua atuação, revoltada com a passividade das autoridades... não vamos a lado nenhum. Continuaremos a ver gente entusiasmada com campanhas, a meter gasolina para participar em carreatas, mas sem combustível para ir além do arroz e do bocado de feijão, se os tiver. Folia não enche barriga. Brincadeira nunca foi boa para promover vidas.





                                                   NOTICIÁRIO DA PARÓQUIA

  1)-   Houve crime, sim senhor! Publicar foto e usá-la, maliciosamente, em proveito próprio, para propagandear projetos pessoais, incompatíveis com a realidade, é abuso grave. Deslealdade e demasiada pretensão! E esta semana houve quem publicasse foto em blogs locais, do Grupo Missionário João Paulo II, com uma candidata à Prefeitura. Foi um encontro ocasional que se deu nas ruas da Vila de Fátima onde P. Luis e os jovens portugueses andam, pastoralmente, trabalhando. Foi um encontro inesperado e bem educado. Pois quem noticiou o fato colocou o Grupo unido com a candidata como estando a trabalhar pelo descaso do bairro. Não colocou a candidata a evangelizar. Colocou os jovens a fazer política. Vê-se onde está a preferência de algumas cabeças! E de quem eu menos esperava! Só agora é que vêem o descaso do bairro? Quando antes a paróquia denunciava é porque o padre gosta de polémica! Agora, com interesses de poder, já há quem se pense muito prudente e competente para salvar a pátria. Refiro-me a quem, salientemente, chama a ação da paróquia de polémica! Democracia não é só tempo de propaganda eleitora, amigos. Democracia não é dinheirocracia! É participação, organização, contínuo esforço de assistência e influência social sobre quem nos representa no exercício do poder. Meu Deus, onde estava escondida esta gente durante tantos anos, sem se interessar por nada, espreitando apenas agora a oportunidade de se lançar a apoiar a conquista do poder? Agora conhece-se a carga de oportunismo que há em gente que esquece valores tão importantes na vida! Será que estão com o povo, bem próximo dele, só para lhe continuar a pisar os pés? Parem com insinuações falsas, maliciosas e provocadoras!


Centro Catequético e de Culto do Recanto dos Pássaros

     2)- Hoje, domingo, dia 12 de Agosto, pelas quatro horas da tarde, será inaugurado o pequeno centro de Recanto dos Pássaros. Servirá para encontros da comunidade local que já começou a mostrar vida e interesse pela fé. Haverá benção das dependências e celebração no pátio, onde se construirá a futura igreja. A Paróquia deixa aqui um muito obrigado ao senhor Francisco e sua família, vizinhos da construção, que estiveram sempre conosco, ajudando e apoiando todo o trabalho. Na obra e na compra do terreno foram gastos 40.000 reais. Não há dívidas para pagar.


     3) – No próximo domingo, dia 20, vamos realizar nossa caminhada a favor da família. Desejava que as comunidades saíssem da sua capela às 07.00H em direção à Matriz e começassemos a caminhada às 7.30H. Depois celebraremos a Palavra de Deus no decorrer do percurso da caminhada e a Eucaristia será celebrada no parque da igreja de Nª Sª Aparecida. O itinerário será pequeno e gostávamos de ver as comunidades com suas faixas, cartazes e cânticos a favor da Família. É hora de demonstrarmos os valores que nos animam, se somos pela família, se trabalhamos pela família ou se nos deixamos levar por ideologias que por aí andam.

     4)- Durante a semana vamos trabalhar pela família. Está ameaçada, está sendo perseguida e muito. Mas temos que pensar que a própria igreja começou em casas de família. Casas acolhedoras como a de Maria, casas onde se celebrava a Eucaristia, se escutava o ensino dos apóstolos... nas comunidades primitivas, casas que recebiam com alegria os evangelizadores, casas de família que se convertiam e evangelizavam, casas onde Jesus se reunia e comia com pessoas que se convertiam e O seguiam... A Igreja vem de casas e quer ser a casa de todos, não de tudo.

     5- O Pároco foi convidado para participar neste sábado passado duma homenagem aos policiais que estão na reserva. Bonita homenagem! Mas foi pena não se ter asfaltado na frente do Comando onde os soldados formam e marcam passo ao se apresentar à autoridade. Urgente melhorar o local.

















domingo, 5 de agosto de 2012

PARÓQUIIA DE CHAPADINHA - FAMÍLIA SEM AMOR É VIDA SEM GOSTO


                     Na vida 

        precisamos de ir ao silêncio, fugir do barulho que nos aprisiona em mil solicitações. Necessitamos, de vez em quando, de nos isolar, de descarregar mil preocupações que mordem nosso existir. Temos que sair do poder de muitos faraós, fugir de hábitos de escravatura para encontrar espaços de libertação e ganhar atitudes de convivência fraterna. Necessitamos de reflexão, de experimentar nossas limitações para nos render à urgência de Deus. As pessoas, hoje, andam muito insatisfeitas e angustiadas. Perderam o sentido do destino para além das areias dos nossos desertos quotidianos. Cedem a convites para entrar, continuamente, em desertos sucessivos... Só Deus poderá saciar nossa sede de infinito. 

     Só no Absoluto divino encontraremos remédio para nossas mil ânsias e carências. Só Ele é o Caminho para a verdade, a saída para a autêntica liberdade, a única direção para nossos passos, o pão da nossa fome, a alegria para nossa solidão. Precisamos da terra que, como dizia S. Francisco, é nossa irmã, nos sustenta e governa. Precisamos dos outros para estender nossa vida na sua amizade. Mas, muito mais, precisamos de Deus, da Sua Palavra, de sentir Seu Amor, Sua constante presença amiga; donde viemos e para onde nos estamos dirigindo, atravessando o deserto do tempo. Não podemos perder a direção. Não nos podemos acomodar nem acampar, sossegadamente, porque estamos em trânsito. Somos peregrinos. Sem Ele, nossa caminhada é falsa ilusão.

     Entramos no mês das vocações. Também é uma vocação de Deus o chamamento ao matrimônio. Importante a família. Digna do interesse de todos! Mas está precisando de ser defendida e promovida contra a mercantilização da vida. Lar não é museu para mostrar a visitas. Estas podem  fazer renascer determinados sentimentos que o pó do hábito teima em encobrir, mas ao apagar da luz, à noite, volta a sensação do vazio. Lar não é exposição de mobiliário ostentando vaidade; lar não é armazém de pessoas, porque cada pessoa tem suas exigências e, só na convivência e no diálogo, aparece a alegria sincera.

     Lar sem amor, é vida sem gosto. E o amor é luta, gratuidade, respeito pelo outro, capacidade de reconciliação, força para acarinhar os bons sonhos. Há tantos sonhos mal sonhados, projetos mal pensados, ideias mal realizadas! Neste mês, precisamos abrir as janelas à alegria, à memória de compromissos feitos, à força da graça que nos deseja levar a mais felicidade. Não basta trabalhar para empurrar as pessoas da família. É preciso que haja festa, que se pratique o descanso como contemplação e agradecimento de tantas coisas que Deus nos dá. Refazermo-nos para outro esforço! Urgente sermos apreciadores de tanta graça que nos é concedida! Lar.

     Incrimina-se a ética, esquece-se a honestidade, pisa-se a verdade, dribla-se o direito, mata-se a vida, privilegia-se a incompetência, afronta-se a moral, abundam as excentricidades, prefere-se a morte, busca-se os vícios, apoia-se a safadeza, vulgariza-se a mentira, envenena-se os ambientes... e tudo isto tem repercussão na família.
SOMOS INDIVÍDUOS, MAS SERES SOCIAIS

      Na sua obra criadora e salvadora, Deus quis precisar de cada um de nós. De cada um. De todos. Quer nossas mãos, nossa inteligência, nossa boca... pra tornar visível e eficaz Seu amor libertador. Por isso, Jesus se “queixa” de quem está preocupado apenas com cumprir rituais, esquecendo-se dos que sofrem. Já o profeta Isaías dizia em nome de Deus:
 “ De que serve a Mim a multidão dos vossos sacrifícios? Já estou farto... Não me ofereçais mais dons inúteis... porque as vossas mãos estão cheias de sangue. Cessai de fazer o mal; aprendei a fazer o bem; procurai o que é justo; socorrei os oprimidos; fazei justiça aos órfãos; defendei as viúvas” (Is.I,11-18) No Evangelho também está claro que o amor gratuito de Deus, para com cada um, nos carrega com uma responsabilidade única: também eu, “cada eu” deve amar os outros sem exceção. “Se fores apresentar tua oferta e ali te recordares que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa lá tua oferta e vai primeiro reconciliar-te com teu ele”(Mat.5,23-24). 

     O outro, o nosso irmão, sobretudo o necessitado, é sacramento de Deus. Quando dizemos que amamos a Deus e não amamos o próximo, não só somos mentirosos, mas também cegos, diz Bento XVI. O pobre é um dos lugares onde Deus, de certeza, está presente. Lembremos a parábola do juízo final: Jesus identifica-se com os famintos, sedentos, forasteiros, nus, enfermos, encarcerados...(Mat. 25, 40-45). A novidade do Evangelho é que Jesus não só amou os pobres, mas lhes deu prioridade sobre a lei (perdoou à adúltera, falou com a samaritana, curou leprosos...), sobre o templo (criticou o levita e o sacerdote que desprezaram o caído...), sobre o culto. Jesus lutou contra as injustiças, mesmo sabendo que isso O levaria à morte. A nossa fé (ou a Igreja em geral) não pode esquecer a dimensão social. Não é cristão quem só vai à igreja para ter uma relação vertical com Deus, não quer ser incomodado e vai à missa para sentir cócegas no coração. 

     Não podemos reduzir religião a sentimentalismos e devemos ter cuidado com o outro onde Deus anda escondido ou disfarçado. Há duas maneiras para exercer essa compaixão (com+paixão): 1)- com a ação socio-caritativa, esforçando-se cada um por perceber as reais necessidades dos outros, acompanhá-los e auxiliá-los na luta pela superação de suas limitações. É como quem põe remendos no tecido social. Ações pessoais e ocasionais. 2)-  com o compromisso político-social, com a intervenção de toda a sociedade para transformá-la de modo que cada pessoa tenha a sua dignidade assegurada. Isso se faz sobretudo pela política que é um sublime exercício da caridade, uma arte de fazer o bem a todos e uma ciência para a promoção do bem comum. E diz Bento XVI que nem a nojeira desta atividade deve afastar os cristãos da política.

     “As acusações de arrivismo, idolatria do poder, corrupção e egoísmo das pessoas do poder ou do partido político não justificam o ceticismo nem o absenteísmo pela coisa pública” (João Paulo II). A política é um direito e um dever. Corrompê-la? - É retirá-la da sua missão, é enorme crime e horroroso pecado.
MALDITA CORRUPÇÃO QUE É NOSSA PERDIÇÃO!

     Não quero ofender nem julgar ninguém, até porque estou convencido que, enquanto o povo (todos nós!) não mudar para a responsabilidade e participação... tudo, com qualquer , vai continuar na mesma. Tem Promotor Público e Prometedor Político.É bom não confundir a ação do primeiro que deve ser corajosa e atenta com as promessas balofas do segundo!

     Não há estoque de paciência que aguente o corrupto. Falta-lhe educação e valores morais. Seu atrevimento e esperteza revoltam qualquer alma santa. A corrupção insana nos dois gêneros. Tanto em homens como em mulheres, sendo nas mulheres mais sofisticada a ação.Vou tentar resumir um artigo de Frei Beto que acabo de ler.

     O corrupto não é propriamente um ladrão. É pior. É uma pessoa esperta que sabe satisfazer, imensamente bem, sua extrema ambição por dinheiro. É um chantagista sabido. Tem requintes de delicadeza, é “saçariqueiro”, ilude com gentileza, tem um sorriso afável e é especialista em conversas frouxas. Sabe agregar outros como ele para que o ajudem. O corrupto é discreto, porque se compraz em que pensem bem dele. Não se expõe. Tenta esconder-se. Considera que apoderar-se de uma porção, em todo o negócio que faz, é um direito. 

    A porcentagem que retira é um insignificante pagamento pelos seus serviços e apenas uma ligeira apropriação do que lhe pertence. Sabe acumular riquezas. E quanto mais tem, mais deseja ter. O que é facilitado pela ideia geral da população que pensa que só pode ser político quem é rico. Aumenta enormemente seu patrimônio e acha isso uma exigência da posição social que ocupa e do cargo que desempenha. Julga isso um legítimo prêmio de sua esperteza. E pensa: os outros só não fazem o mesmo, porque não podem! Viaja muito e faz gastos com sua família, compra carros novos dos melhores, põe sua residência nos trinques... e tudo com dinheiro público. Compra faturas falsas, trabalha com empresas fantasmas e suborna contabilistas especializados. 

     Considera-se um superdotado. Tão dotado que não se satisfaz só com uma mulher ou com um homem. O superfaturamento é coisa natural de quem governa. As licitações são dispensadas, porque seriam uma ofensa para os amigos que é preciso prestigiar. As pessoas aproveitam-se dele e afrouxam-no e ele afrouxa a burocracia com as verbas públicas que usa sem cerimônia. 

     O corrupto não tem transparência na gestão pública! É engenhoso e usa de todos os cuidados para que ninguém descubra suas falcatruas. Quando fala em administração, nunca é direito nem direto. Obriga a ler nas entrelinhas! Coloca tudo em nome e pessoas de alta confiança. Não tem coração. Tem carteira e é esta que lhe marca a direção. Não tem convicções. Vive de oportunidades. Não respeita compromissos. Prioriza a satisfação de sua ganância. Não tem sentimentos humanos. Apenas deseja lucros. Não promove a dignidade social. Prefere engordar as aparências. Procura não ostentar riquezas para melhor esconder sua maracutaia. 

     Mostra solenidade no andar, elegância no vestir, importância no trato e muita prudência em tudo que diz. Não espera ser convidado para ocupar cargos. Ele mesmo se propõe e com arrogância, porque precisa de aumentar suas riquezas. E vangloria-se de sua astúcia. Se é mulher, envaidece-se  com isso!

     O corrupto não sorri; agrada. Não cumprimenta; estende a mão. Não usa palavras para elogiar; apenas incensa com dádivas. Mas, ordinariamente, não liga para ninguém, nem para familiares. Não cede o lugar a ninguém; teme que alguém tome gosto pelo lugar que ocupa. Diz que não tem dinheiro; apenas um saldozinho bancário, (mas sem dizer em quantos bancos!). Nos seus negócios, não gosta de lidar com cheques; prefere dinheiro vivo que não é tão fácil descobrir para onde vai. 

     Julga-se um empresário bem sucedido. Logo que eleito, compra uma pasta para enfeitar seu porte. Passeia sua autoridade com sobranceria, dando a entender que é perito em muitos assuntos. Encosta-se a pessoas honestas para aproveitar sua sombra. Trata os subalternos com muita dureza e, em questão de honestidade, julga que não tem quem lhe chegue. Nem S. Francisco! Pensa que é uma pessoa de sorte extrema e deve aproveitar toda a oportunidade para ter mais dinheiro. Pode precisar dele no futuro. Em inteligência, é superior a todos, por isso, deve permanecer no cargo o mais tempo possível. Oh! nojeira de corrupção!
NOTICIAS d'
          
     1- Pedimos a todos os Crismados do último Grupo que não esqueçam vir buscar a certidão do sacramento que receberam. Estão prontas. A entrega é gratuita.

     2- No próximo sábado, dia 11 (pedimos desculpa pelo engano no último boletim!), vamos ter o grandioso Show com Francisco Marinho e P. António de Pádua. É a favor de uma obra que todos precisam: um espaço grande para receber milhares de pessoas. Isso a nível paroquial e diocesano. Para liturgia, encontros, seminários... para nosso uso e para alugar a outros. O terreno está aí preparado, já se vão lá colocar os portões e vamos pedir aos vizinhos mais educação e respeito. Esse espaço não é lixeira.

     3- P. Neves agradece a todos que o lembraram no dia de seu aniversário. Rezar uns pelos outros e viver em comunhão fraterna, isso será sempre o maior prêmio para quem entregou sua vida a serviço dos irmãos.

   4- Hoje, primeiro domingo de Agosto, mês das vocações, celebramos a vocação sacerdotal. Deus chama alguns membros da comunidade para o ministério sacerdotal. Faltam almas generosas que se queiram entregar a este serviço. Faltam jovens que sonhem com um mundo mais fraterno e queiram dedicar sua vida a servir a voz e a misericórdia do Senhor. O padre é homem que tem que estar em profunda comunhão com Deus e em comprometida união com os irmãos. Homem de Deus e homem dos outros. Homem sujeito ao pecado, como qualquer mortal, e homem que dá a mão para levantar quem fugiu do projeto divino. Homem da liturgia e homem da ação social. Homem de quem todos falam e quase ninguém compreende. Homem que todos criticam e poucos ajudam a cumprir uma missão a favor de todos. Hoje faltam sacerdotes! Predomina neles a idade avançada e não há jovens para os substituir. Rezemos pelos atuais sacerdotes e pela Igreja, para que encontre solução, na renovação, segundo a vontade divina!

   5-No próximo domingo, dia dos pais, vai ser inaugurado o centro do Recanto dos Pássaros. Ultimamente sentimo-nos na obrigação de cercar todo o terreno e já aproveitamos a parede feita para construir a parte do leitão que servirá para a futura capela. Pedimos a pastorais e comunidades que marquem sua presença. Nota-se, por vezes, que há uma queixa de quem não trabalha. Mas despreza-se muito quem se dedica e trabalha. Há quem não vá às inaugurações dos novos edifícios da comunidade católica só para ficar dizendo que não se faz nada. Não precisamos de quem elogie, mas de quem colabore e valorize o que se faz. a bem das comunidades.
    6-Neste fim de semana último e hoje está sendo realizado um Encontro de Casais com Cristo no CAIC. Pedimos a todos que rezem para que a graça de Cristo invada com alegria os lares destes casais.

   6-Religião não se pode resumir a espetáculo de palavra nem a show musical. Evangelização não é propaganda de produto comercial, nem divulgação de uma crença inventada por um qualquer. Deve ser encontro com Deus. Tudo deve ser feito para que Cristo possa comunicar com as pessoas sem violentar consciências. Nota-se que há, da parte de algumas igrejas ou seitas, a pretensão de fazer circo, comunicar como viveram miseravelmente na Igreja Católica, sem querer mudar de vida, ou como julgam que outros vivem e, então, criticam tudo e todos que não estão com eles dando espetáculo da sua especialidade. Pratica-se a sedução pela tirania de imagens, pela violência de berros, pela negritude de análises que quase hipnotizam pessoas e as tornam facilmente clientes de sua mercadoria religiosa. Usa-se as multidões como massa que passa a acreditar em qualquer coisa, mas sobretudo, que vai contra a Igreja Católica que dizem ser idólatra. Inventa-se análises, comunica-se apareceres, injuria-se quem não é de sua ideologia. A palavra “crente” não tem referência à fé, mas a qualquer crença que qualquer um pode até inventar. Parece que querem convencer  que suas igrejas são a única reserva religiosa, o único espaço onde Deus aceita estar, fechado e bem guardado na gaiola das pretensões de alguns. Achamos tudo isso muito ofensivo e nada cristão. E pedimos que senhores pastores deixem de, na rua, ofender gravemente a comunidade católica










sexta-feira, 3 de agosto de 2012

PARÓQUIA DE CHAPADINHA - ENTREVISTA COM O P.LUIS MIRANDA FUNDADOR DO GRUPO JOÃO PAULO II


 

EM CIMA O GRUPO 2012, EM BAIXO O GRUPO 2011 COM DOM VALDECI 

ANDRÉ MEDEIROS PRONTO PARA A MISSÃO

TIAGO PRONTO PARA A MISSÃO

RUTE AZEVEDO PRONTA PARA A MISSÃO

MIRELA COSTA PRONTA PARA A MISSÃO

SUZANA MARQUES PRONTA PARA A MISSÃO

ANA RITA PRONTA PARA A MISSÃO

Entrevista com o P.Luis Miranda,fundador do grupo João Paulo II:

-         P. Luis, está sendo a 5ª viagem missionária que o Grupo João Paulo II está fazendo, e de que nós somos beneficiados aqui em Chapadinha. O Grupo está ganhando cada vez mais expressão, todo mundo fala, é nos Blogues, é na rua, mas nunca falámos no histórico ou o nascimento do Grupo João Paulo II. Como foi mesmo?

- O Grupo Missionário João Paulo II é fruto de dois “sonhos” que se cruzam: do Padre Luís Miranda que, animado pelo testemunho do Papa João Paulo II, sente o apelo de ajudar os jovens cristãos a viverem o dinamismo missionário da Igreja, ao jeito dos apóstolos, e do desejo de D. Albino Cleto, Bispo da diocese, de criar na diocese de Coimbra um dinamismo missionário renovado, onde os jovens tenham vez e voz. Conjugando os dois “sonhos”, Nasceu oficialmente a 4 Novembro 2007 (1º Encontro no Seminário Maior de Coimbra).
-         Por quê o nome João Paulo II?
- O Grupo pretende ser um espaço de comunhão, missão e relação ao jeito ousado, simples e alegre do Papa João Paulo II. Tem por isso o seu nome e toma-o como padroeiro. Partindo da centralidade de Cristo e da presença sempre terna de Maria, a que sempre o Papa João Paulo II nos desafiou, há alguns objectivos que nos guiam
-         Porquê Chapadinha foi escolhida desde o início para ser beneficiada com a ação  do Grupo João Paulo II?
-         O Grupo partiu pela primeira vez para uma missão de um mês em Agosto de 2008 para o nordeste do Brasil (diocese do Brejo, cidade e paróquia de Chapadinha) com 10 Jovens acompanhados pelo Pe. Luís, para iniciar ai um projecto de colaboração missionária da diocese de Coimbra com as irmãs Criaditas dos pobres e com os Padres Missionários das Boa Nova.
-         Já trabalharam noutros anos emvários Bairros de Chapadinha: Campo Velho, Corrente, Areal...Qual o Bairro queserá beneficiado com a sua ação evangelidadora neste ano 2012?
-         Neste ano o Grupo João Paulo II estará presente no Bairro da Sagrada Família e no Bairro de Nossa Senhora de Fátima, onde pretenderemos ser Igreja junto com esses Bairros, aprendendo a ser igreja com eles, e prestando também nossa colaboração em aulas de música,violão,teclado, noções de enfermagem e ecologia ambiental.



-         Obrigado, P.Luis,e um bom trabalho.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

PARÓQUIA DE CHAPADINHA - HOJE É ANIVERSÁRIO DO PÁROCO P. MANUEL DOS SANTOS NEVES

Hoje a Paróquia de Chapadinha está em festa. O Pároco - P.Manuel dos Santos Neves completa seus 71 anos de vida. PARABÉNS PADRE NEVES.


Padre Neves é PADRE 
É  PASTOR
É CONSTRUTOR
É CONSELHEIRO
É AMIGO
É PROFETA
É BRINCALHÃO
É HUMORÍSTICO
É CRÍTICO E AO MESMO TEMPO CONCILIADOR
É HOMEM DE INICIATIVA
É COMUNICADOR
TODAS ESSAS QUALIDADES FAZEM DELE UMA PERSONAGEM DE UM VALOR  ÚNICO EM CHAPADINHA. É POR ISSO QUE CHAPADINHA SE ORGULHA DE UM PASTOR DO CACIFE DO P. MANUEL DOS SANTOS NEVES - PARABÉNS POR SEUS SETENTA E UM ANOS DE VIDA - 


HOMENAGEM DO BLOG DA PARÓQUIA AO PADRE NEVES                      
A vida é oportunidade - agarre-a
A vida é beleza - admire-a
A vida e bem-aventurança - segure-a
A vida é um sonho- faça dele realidade.
A vida é um desafio- enfrente-o
A vida é um dever - cumpra-o
A vida é um jogo - jogue-o
A vida é preciosa - cuide dela
A vida é uma riqueza - conserve-a
A vida é amor - partilhe-o
A vida é um mistério - entenda-o
A vida é promessa - cumpra-a
A vida é tristeza - vença
A vida é um hino - cante-o
A vida é um combate - aceite-o
A vida é uma aventura - arrisque
A vida é felicidade - mereça-a
A vida é vida - defenda-a
( Madre Teresa de Calcutá)











domingo, 29 de julho de 2012

PARÓQUIA DE CHAPADINHA - CRISTO É PÃO INTEGRAL NÃO SIMPLES APERITIVO


A liturgia de hoje, do 17º domingo comum, fala-nos do poder de Deus e da Sua misericórdia que sacia os famintos. Multiplica o pão para matar a fome de muitos.

           Eliseu dá comida para 100 pessoas; “elas comeram e ainda sobejou”. Jesus alimenta “numerosa multidão” e ainda “encheram doze cestos com os restos”. Deus não é mesquinho. Não sovina seus bens. Dá em abundância. Se alguns têm fome, é preciso ver onde está a causa. Em Deus não.

          O Banco Mundial reconheceu que seu objetivo, de reduzir para metade a pobreza do mundo, não foi alcançado. A FAO admitiu o mesmo fracasso. E, no início deste terceiro milênio, existe mais fome que há dez anos. As desigualdades sociais aumentaram. Os cálculos, de que a pobreza diminuiria na proporção do aumento da produção, falharam. Cresceu a produção, mas não houve solidariedade. Menos ainda caridade. E, sem estas, o supérfluo aumentou muito para poucos  e faltou o necessário para muitos.

          Jesus veio para saciar todas as fomes e a fome de todos. E aconselhou a partilha. O amor virou mandamento. Mas poucos O escutam. Bastaria um pouco menos de egoísmo de alguns para matar a fome de muitos. Dizem que, se no Brasil se roubasse menos 5% do que se desvia dos cofres públicos, o país seria bem mais rico. E nunca será rico enquanto houver tantos pobres apenas sobrevivendo!
  
          Cristo fez-se pão para a mesa da Eucaristia. À mesa de nossas casas tudo está perto: as pessoas, a comida, a palavra, a convivência, as ideias... A comida aproxima. As refeições não servem só para alimentar. Ajudam a conviver. Cristo, na Eucaristia, promove o encontro, dá força, facilita o amor . Mas tantos não ligam para Ele e desprezam a Eucaristia! Cristo é pão integral, comida forte para mudar nossa vida e transformar o mundo. Não é simples aperitivo. Não é biscoito para só adoçar a boca. Nem merendinha para dias de festa. Não ficou em bolo de aniversário para ser lembrado uma vez por ano. Ficou no pão quotidiano. Para ser presença amiga e constante. Necessária! Por isso, não façamos da religião cristã enfeite ocasional, como cereja em bolo; nem encontro médico só para quando estamos doentes. Só Cristo é solução para a fome do mundo.  

         A proposta cristã está baseada no amor, na partilha e na solidariedade. Todos os outros critérios falharam e falharão. Os planos humanos só globalizam a fome e a miséria. Olhem o que está acontecendo na África e até na Europa! Hoje há muitos nomes de pão e de fome. Atingem ricos e pobres. Há carências de bens materiais, há carências de felicidade...Só em Cristo há abundância de vida. O resto são utopias enganadoras
DEMOCRACIA OU DINHEIROCRACIA?    REPRESENTAÇÃO OU IMPOSIÇÃO?

       O bom jornalismo é uma mediação. Mediação entre a verdade e o leitor. Devia ser. É dever dos Meios de Comunicação Social educar o povo, promover valores, transmitir a verdade, criar condições de sã convivência. Mas, infelizmente, nem sempre há essa preocupação. Vivemos um tempo de rapidez, de grande velocidade em que os acontecimentos se sucedem em elevada rotação. Qualquer jornalista que vive do que escreve ou tem necessidade de se promover socialmente (já não digo politicamente!) é inclinado a embarcar no sensacionalismo, na necessidade de criar “audiência”. E, por isso, fazer depender desses seus interesses o conteúdo informativo. Não é a verdade que ganha. 

          A mania do sensacionalismo, a necessidade que uma suposta audiência impõe é que lhe transmitem a decisão do que deve ser publicado ou não. E isso acontece muito mesmo entre nós. É fruto da cultura, em que a aparência vale mais que a realidade. Até há igrejas, por aí fora, que “impactam”, gostam do que cria impacto, nem que isso seja apenas publicidade. Por isso, o trabalho do bom jornalista ou simples comunicador honesto é investigar a verdade para a comunicar.
       Estamos em campanha de propaganda eleitoral. Até agora, reinava o silêncio, o desinteresse perante o que acontecia ou deixava de acontecer. Até parecia que todos estavam de acordo. E a Câmara o que fez? – Diz-se que ficou ao lado do povo. Agora não se sabe a fazer o quê! Mas, como os grilos em tempo das primeiras chuvas, muitos pensam que chegou sua oportunidade (falta também saber para quê!) e mostram sua importância, sua oposição ou seu prestígio. A tentativa democrática dos séculos XIX e XX resumiu-se a criar a possibilidade da “representação”. O público escolhe seus representantes. Mas isso merece reflexão profunda e, talvez, revisão histórica. Não basta a representação. É preciso ter representatividade, capacidade para representar. E, muitas vezes, não temos nem democracia (poder do povo), apenas “dinheirocracia” (poder do dinheiro). O abuso no exercício do poder e a sonegação de impostos fornecem imensas oportunidades imorais para acumular bens. E disso nasce a pressão sobre os eleitores. 

          Quem mais propaganda faz, mais força mostra, mais condiciona o público. E, entre nós, ainda existem muitos outros métodos desonestos de influenciar a eleição. Mas, como dissemos, se comunicador tem deveres, também os candidatos políticos os têm. Não se devem julgar tão inocentes a ponto de se fazerem vítimas diante de tudo que se possa dizer deles. Nem tudo na vida é intimidade, nem todos os comportamentos  devem ser reservados e proibidos de análise pública. Há comportamentos pessoais bem conhecidos socialmente. Quer queira quer não, quem se propõe a candidato político, expõe, para análise pública, sua vida, sua competência, suas ações e os valores que movimentam seu viver. Para haver escolha, tem que haver informação. Inventar é mentira. Caluniar é crime. Injuriar também.
       Desmoralizar é baixeza. Mas conhecer a verdade pública e comprovada dos fatos é bom. Ser respeitado é um direito. “In dúbio, melior est conditio possidentis”.(Na dúvida deve prevalecer o respeito pela situação). Até que se prove o contrário. Lembremos bem: público também merece respeito. Exigimos que ninguém se ache no direito de se julgar comprador de comunidades ou movimentos católicos. Se ajudou algum grupo, fez isso como membro. Se o fez com a intenção de comprar votos pode ir buscar o que deu. E depois virá a denúncia de corrupção, porque isso é crime. Ninguém tem o direito de agora se mostrar santinho para arranjar influência. 

          Ao menos tenham vergonha na cara! E tem candidatos com hábitos que colocam em perigo o bem da sociedade, os valores éticos e a família (Const. Art.221, IV e Lei Orgânica de Chapadinha, Art.179, I e II ). Isso devia inviabilizar qualquer candidatura. Mas, entre nós, a democracia ainda tem que evoluir muito. Há valores que devem ser preservados nem que nosso público não esteja sensível. Até dá a sensação, às vezes, de que, quanto pior, melhor. Mais soltos ficam os libertinos. Mais possibilidades há de libertinagem e anarquia. Isto é vadiagem, falta de exigências para uma humana convivência.
       O esforço de pais, professores, igrejas, colégios e sociedade, em geral, para educar a juventude, para respeitar a família... não devia ser tão, escandalosamente, desprezado. Queremos autoridades que não só sejam competentes na administração, mas que sejam também exemplo e testemunho de bom viver. Ambiente de falta de compromisso e nenhum padrão familiar,  banalização da falta de moral familiar onde se educam filhos, promoção e exploração econômica da traição conjugal ou indigência moral de quem quer que seja, hábitos de concentração do poder e fuga do contato com o povo, falta de transparência nas contas da gestão pública, poligamia ou poliandria (muitas mulheres ou muitos homens!), invasão da residência e agressão física, incompetência administrativa, primazia do populismo fácil, não pagar a quem trabalha, falta de controle pessoal e agressividade... não se permitem em representantes do povo. 

          E que ninguém, depois de tanta coisa desonesta, ainda tenha coragem de se armar em líder, achando-se no direito de passear seu mau exemplo pelas comunidades católicas, pedindo voto. Não consentiremos que se fomente em Chapadinha um ambiente anormal de comportamentos insanos, próprios de mentalidades dominantes, de bacanais da promiscuidade pagã ou criadoras de lixeira generalizada que transformem Chapadinha em motel do Baixo Parnaíba. E não queiram esconder comportamentos que envergonham qualquer cidadão honesto e deviam também envergonhar quem se deseja candidatar a cargo público.
NOTICIAS DA PARÓQUIA

1)- S. Camilo que nós pensamos ser tão desconhecido, é causa de grandes festejos pelo Brasil fora. A Congregação por ele criada, (Missionários Camilianos), vai fazer, em 15 de Setembro próximo, 90 anos que chegou ao Brasil. E em 2014 fará 400 anos que morreu o santo. Então, para comemorar tudo isto, estão chegando ao Brasil as relíquias de S. Camilo (seu coração) que percorrerão todas as dioceses onde trabalham os padres Camilianos. O Arcebispo do Rio de Janeiro publicou um documento em que exalta as virtudes e a espiritualidade de S. Camilo e o propõe como exemplo a imitar no cuidado, zelo e assistência aos doentes, sobretudo aos moribundos e pessoas abandonadas. Apropriar-se dos gestos, atitudes e sentimentos de Cristo misericordioso (do que Ele disse e fez). E, entre nós, para quando a Pastoral da Saúde?

2)- Nota-se em toda a atual documentação da CNBB uma grande preocupação por algo de estranho que está acontecendo no Brasil. Há grupos de influência que trabalham clandestinamente pela aprovação de leis que, dizem, moderniza o país. Vejam o que aconteceu na Europa! A legitimidade do aborto, no caso de crianças portadoras de anencefalia, evidenciou, na sociedade e culturas atuais, diversas formas de desrespeito e agressão à vida humana que clamam ao céu e exigem dos pastores e fiéis das comunidades católicas uma resposta orgânica, sistemática e propositiva. Não basta continuar a proibir leis contrárias à vida. Mesmo sem leis, a vida humana está sempre a ser ferida. A tarefa dos cristãos é valorizar o respeito, a promoção e a defesa da vida, quer com legislação contrária quer sem ela. Somos chamados, cada um de nós, a trabalhar com entusiasmo a favor da vida, a despertar sentimentos e atitudes de atração, fascínio, amor que acolhe e valoriza a vida, pela sua beleza, porque é o maior dom que recebemos do Criador. Notem só o que está acontecendo:
- O Supremo Tribunal Federal liberou o aborto de crianças portadoras de anencefalia. (Terá assim o direito de legislar?)
- O Projeto de Reforma do Código Penal inclui facilitação de normas para a legalização do aborto, eutanásia, profissão de prostituta/o, entre outras.
- O Ministério da Saúde está, de certo modo, apoiando e legitimando abortos clandestinos, mesmo que a lei o considere crime, tomando medidas para “diminuir os danos”.
- A fecundação artificial dá origem a uma nova vida em situação indigna do ser humano que não nasce do amor, mas de químicas no laboratório. Para cada gravidez encomendada são produzidos de 5 a 8 embriões para depois serem escolhidos os melhores. Como se de cebolas se tratasse!
E a CNBB pede para que se façam debates, sessões de esclarecimento, Comissões de Respeito à Vida, Comissões de Promoção da Vida... Trata-se de defender a vida humana em todas as situações em que é ofendida e ferida a dignidade humana, como: situações de miséria extrema e fome, trabalho escravo, abandono de idosos e crianças, tráfico de pessoas, abuso de menores, etc.

3)- Chegou o Grupo Missionário João Paulo II. P. Luis e seis jovens. Deixaram suas férias, suas famílias e vieram ajudar-nos. Presença amiga e confortante que mostra fé e entusiasmo missionário. Obrigado, amigos!

4) Convidamos você e sua Família para o SHOW  dia 11 de Agosto, na Quadra do FAC, com a presença de Francisco Marinho e P. António de Pádua e outros importantes convidados.

5)- Decorreu muito bem a administração do Crisma no sábado passado. Pedimos aos crismados que procurem, sem falta, a certidão do Sacramento, no Secretariado Paroquial, a começar no princípio da primeira semana de Agosto. E aproveitem para dar uma olhada nas camisetas do festejo da Padroeira deste ano.

6)- Gostaríamos de lembrar as senhores Promotores de Direito Público que, com o barulho dos carros de som, todo o dia e, às vezes da noite, não se pode viver na cidade. Quem tem que trabalhar não aguenta. Não se respeita as leis e, junto da Matriz e escolas, é impossível!