domingo, 4 de março de 2018

O politeísmo em Israel, os deuses e as deusas, e os Mandamentos.



No ano de 586 a.C quando começou o exílio israelita em Babilônia o politeísmo fazia parte da cultura de Israel. Foi apenas após o exílio que a adoração única e exclusiva de Javé tornou-se estabelecida e possivelmente só mais tarde no tempo dos Macabeus, duzentos anos a.C.

O Deus bíblico do Antigo Testamento provavelmente foi uma fusão de vários Deuses pagãos. A personalidade e os atributos de Javé foram influenciados por outras antigas divindades do Oriente como o Pai celestial El, e o jovem guerreiro Baal e a deusa Asherah. 

Elementos comuns à cultura das antigas civilizações do Médio Oriente, principalmente da região onde hoje fica o Estado de Israel, o território palestinense, o Líbano e a Síria contribuíram para as ideias sobre os seres divinos.

Há bons indícios de que o Deus do Velho Testamento é uma fusão entre um Deus idoso e paternal El, um jovem Deus guerreiro, Baal e a Deusa do sexo feminino Asherah, porque na realidade os antigos não concebiam um Deus sem família. 

A poucos quilômetros ao Norte de Canaãn, a atual Síria ficava a cidade-Estado de Ugarit, cuja língua e cultura eram praticamente idênticas às de seus primos israelitas Os estudiosos chegaram à conclusão de que Israel e Ugarit pertenciam à mesma grande matriz cultural.

O salmo 104 apresenta as águas ameaçadoras que vêm dos oceanos e estão dispersas. Mas elas são incorporadas à criação de Deus e juntas no centro devido ao sopro ou “ruah”, espírito de Deus. Também isso pertencia à literatura ugarítica e mesopotâmica.

Todos eles tinham a “grande deusa” da luz, a deusa do Sol, ou a “Luz dos deuses”, o grande Sol, que também era seguido pelo antigo Israel. Mais à frente essa luz foi aplicada à Torá, como a luz de Deus, a “luz da Torá” como os Judeus gostavam de dizer. Compare com a afirmação de Jesus “Eu sou a luz do mundo” (Jo.8,12).

Tanto nos textos ugaríticos como no antigo Israel o Sol fazia parte do panteão dos deuses, e portanto fazia parte dos deuses e do culto ritual. O antigo número de 70 deuses encontrado nos textos ugaríticos sobreviveu na religião judaica dos 70 anjos, um para cada um dos povos do mundo (Cf. Dt.32,8).

Em geral, a imagem de Javé como deus guerreiro e patrono divino  pressupunha certa tolerância e culto a outras divindades em sua casa divina, mas sendo subordinados a ele. Existiam outros deuses para Israel mas Javé deve ser  o incontrolável deus patrono (Mark Smith “O Memorial de Deus”, 148). Notemos que o primitivo nome de Israel era Isra-yahu, e quando adotou o deus El, dos vizinhos mudou o nome para Isra-El, Israel do novo Deus.

Em Jeremias, cap. 7 e 44 fala-se de uma grande deusa, a rainha dos céus. Esta rainha dos céus ou Asherah fazia o casal junto com Javé. Porém, na habilidade e psicologia israelita esta deusa deu lugar mais tarde à “Sabedoria” descrita em Provérbios, 3,18 como tendo todos os atributos divinos, como uma “emanação de Deus”.

Em outras tradições, os “filhos divinos “ eram filhos de Deus que depois se transformaram em anjos. Faziam parte do panteão dos deuses. Alguns tinham cargos especiais e nomes como Miguel. O mais importante deles quis ocupar o trono de Javé mas acabou jogado para a terra. 

O  evangelho de Lucas faz-se eco desta  tradição lendária quando coloca na boca de Jesus: “Eu vi Satan caindo do céu como um relâmpago” (Lc.12,10), assim como o Livro do Apocalipse no cap. 12,7-9. Também isto é partilhado da literatura ugarítica em Gn.6, 1-2: “quando os homens começaram a ser numerosos sobre a terra, e lhes nasceram filhas, os filhos de Deus viram que as filhas dos homens eram belas e tomaram como mulheres todas as que que lhes agradavam”

Vamos dizer que o monoteísmo só conseguiu implantar-se depois do exílio da Babilônia. Antes disso o povo vinha convivendo com tantos deuses. Porquê? E nos Mandamentos? “não terás outros deuses diante de mim”? (Ex.20,3)? Isso é uma prova de que eles conviviam com esses deuses, e não só, os reis recebiam as Encíclicas dos Papas e diziam: Publique-se, respeite-se, mas não se cumpra”, assim também faziam os Judeus.

Ouviam os Mandamentos, respeitavam, mas como na época feudal e até agora, pensavam: publique-se, respeite-se mas não se cumpra. E sempre os Judeus foram convivendo com outros deuses.

Jeroboão, no ano 930 a.C. quando se separou do reino de Judá, fez os templos de Dãn e Betel e lá tinha os seus deuses e os bezerros de ouro (1 Reis 1,12-26). E quando foi vencido pelos reis da Pérsia em 722, os reis do Sul disseram que foi castigo de Javé. Porém, em 580 a.C o reino do Sul, Judá, também foi vencido por Nabucodonosor rei da Babilônia e veio o exílio também para eles. 

E agora, foi castigo de quem?
Bem que Jeremias dizia que era castigo também de Javé, mas o povo continuava dizendo que era castigo de Aserah, a rainha dos céus, que era a família de Javé que deu o castigo por terem esquecido dela. ( o.c.148).

Daí em diante, no exílio, o povo refletiu e refizeram as suas teologias. Foi nessa época que nasceu o livro do Êxodo e Gêneses. E de toda a sua experiência tiraram a lição de que, para sobreviverem como povo e como religião não podiam mais agarrar-se a outros deuses, mas escolheram Javé como único Deus. 

Na verdade Jeroboão tinha deuses e foi vencido. Roboão tinha Javé embora adicionando outros, e também foi vencido. E agora? Politicamente não podiam sobreviver imitando outras nações mas fecharam com um só deus Javé. E no caso de se recuperarem ainda como povo se comprometiam a ser no mundo um povo monoteísta.

Esta foi a opção deles, e é assim que fizeram o novo Catecismo que foi Gênesis e Êxodo, donde nasceu a Torá. Foi assim que assumiram a sua condição de povo “sofredor”. E assim o povo de Israel deu uma volta de 190 graus de conversão. 

Em vez de quererem deus ao seu serviço Javé como “deus dos exércitos”, o povo dominado pelos outros povos, decidiu ser o povo servidor do Senhor e se colocar ao seu serviço como “servo”. 

Daí nasceu um dos Cantos mais bonitos da Bíblia, o “SERVO DE JAVÉ” do segundo Isaías, cap.42-54. E de quebra, teriam que levar a sua luz, que era a “Luz da Torá” a todas as nações.

Concluindo diremos portando que enquanto Maomé e o Islão impuseram a sua religião monoteísta pela força das armas, o povo de Israel o fez pela força da convicção e do convencimento político e religioso.

                    NOTICIÁRIO
1)- Hoje tem a feijoada, que acontecerá no CBNET em prol da construção da igreja de Sant’Ana na comunidade dos Bairros Aldeia e Vila Liberdade, na BR 222. Já começámos os alicerces. Também, de quebra, os presentes que você estaria oferecendo para o pároco convido a colocar seu valor nos envelopes dos Ofertórios. Desde já obrigado.

2)- Tem exposição do SS.mo Sacramento porque é o primeiro domingo.

3)- O Bairro Vila Liberdade agradece ao vereador Netinho porque conseguiu lâmpadas para os todos os  postes.

4)- No próximo dia 12/3 reunião com as coordenações da Pastoral Familiar (Centro e Bairros)

5)- No dia 07/3 reunião com os Ministros da Eucaristia.

6)- No dia 08/3 reunião com os formados em teologia e com os que estão se formando.

7)- No dia 09/3 reunião com os Colegiados

8)- Nesta semana visitas da Quaresma em Santa Teresinha dias 6 e 7. E São Raimundo dias 8 e 9

9)- VIA-SACRA: Quem quiser participar como atores da VIA SACRA 2018 ainda tem vaga. Convocados 10 elementos da PJ; 10 elementos da RCC; 10 elementos dos Acólitos; 10 elementos do Shallon e 10 elementos do Caminho. E outros que não fazem parte desses Movimentos estão também convidados.

10)- Ritos de batismo para a Páscoa: 18/3 primeiro Rito às 10.00h; 25/3 segundo rito, às 15.00h. Batismo no dia de Páscoa às 15.00h.

11)- Semana Santa: Domingo de Ramos, Quinta Feira Santa e Sábado Santo em dois Polos: Na igreja de Santo Antônio e na Matriz, nos mesmos horários: Domingo de Ramos às 08.00h; Quinta Feira Santa às 17.00h; Sábado Santo às 20.00h. As visitas a idosos e doentes na comunidade do Centro serão na 2ª e 3ª feira Santa. Quarta, Quinta e Sexta Feira Santa confissões da parte da manhã, a ainda sábado Santo.

 Noticias da diocese:

1)- 03 e 04/3 Assembleia diocesana de RCC

2)- 02 a 04/3 Estudo diocesano do evangelho de São Marcos

3)- dia 08 dia internacional da Mulher

4)- 09 a 11 Estudo diocesano sobre Fé e Política

5)- 09 a 11 Encontro diocesano de coordenadores de Catequese




sábado, 24 de fevereiro de 2018

O “status” que era uma grande condição na vida dos cidadãos da cidade de Corinto. "quem come e bebe indignamente...com e bebe a própria condenação"





Em Corinto, os convertidos de Paulo aceitaram a novidade que ele pregava. Estavam cheios do espírito. Profetizavam. Recebiam revelações. Falavam em línguas. Cantavam lindos hinos. Seus eventos semanais eram encontros bastante barulhentos.

Porém, nem todos estavam satisfeitos. Os donos das casas em que estas reuniões aconteciam não aceitavam muito bem que os seus escravos começassem a fazer novas revelações, e até mulheres também profetizassem.

Começaram também divisões na ordem de frequentar os templos, porque os mais ricos mantinham suas obrigações sociais de aceitar convites para jantares nos templos de inúmeros deuses de Corinto. E escandalizavam muitos, que ficavam horrorizados: “isto é idolatria”. E começavam as divisões.

Aí Paulo escreveu uma Carta apelando para a concórdia entre eles. Porém, o que reinava na sociedade grega era uma ambição exagerada pela própria honra. Era uma sociedade muito estratificada, onde a honra e “status” andavam juntos. Pessoas ricas davam dinheiro para obras públicas e para terem o seu nome lá gravado.

E esse “status” era realmente importante para as pessoas que pertenciam às pequenas igrejas dos seguidores de Jesus em Corinto. Até que alguns deles tinham encontrado naquela coisa nova sobre a qual Paulo tinha pregado uma maneira nova de adquirir status, digamos como os pastores de certas igrejas hoje. 

Então eles diziam ”meu carisma é melhor que o seu carisma”;  “eu posso falar em línguas”; “seu patrão é Erastos? Bem, o meu é Apolo”; “Mas o meu é Paulo”. Eles estavam pegando a glória do Evangelho como uma maneira de ir mais adiante no mundo deles, onde o vencedor leva tudo.

Nos encontros para a Ceia do Senhor, estas tensões e diferenças continuavam entre os mais ricos e os  mais pobres. Até que São Paulo teve aquelas palavras fortes, onde ele termina criticando as refeições, onde os mais abastados levavam lindos pratos para se saciarem, e discriminavam os fracos: “Porquanto, quando vocês de sentam à mesa, cada um se apressa a tomar a sua própria refeição; enquanto uns têm fome, outros se fartam. 

Porventura não tendes casa onde comer e beber? Ou desprezais a igreja de Deus e quereis envergonhar aqueles que nada têm?... (1 Cor.11,21-22). E daí parte para uma lição de unidade significada tanto pela refeição como pela eucaristia: “ Cada um se examine a si mesmo, e assim coma desse pão e beba desse cálice; aquele que come e bebe sem distinguir o corpo do Senhor come e bebe a sua própria condenação”.

A respeito desta catequese de Paulo vejamos as lições do Papa Francisco no documento “A alegria do evangelho”: ‘ Nesta linha, convém levar muito a sério um texto bíblico que habitualmente é interpretado fora do seu contexto e de uma maneira muito geral, pelo qual é possível esquecer o seu sentido mais imediato e direto que é marcadamente social. Trata-se da primeira Carta aos Coríntios na qual São Paulo enfrenta situação vergonhosa da comunidade.

Nela algumas pessoas ricas tendiam a descriminar os pobres, e isto verificava-se no ágape que acompanhava a celebração da eucaristia: enquanto os ricos se deleitavam com seus manjares, os pobres olhavam e passavam fome. A eucaristia exige a integração no único corpo eclesial. Quem se aproxima do corpo e do sangue de Cristo não pode ao mesmo tempo ofender aquele mesmo corpo fazendo divisões e discriminações escandalosas entre os seus membros. 

Na realidade, trata-se de “distinguir” o corpo do Senhor, de reconhecê-lo com fé e caridade, quer nos sinais sacramentais quer na comunidade. Caso contrário, come–se e bebe-se a própria condenação. 

Este texto bíblico é um sério aviso para as famílias que se fecham na própria comodidade e se isolam, de modo especial para as famílias que ficam indiferentes ao sofrimento das famílias pobres e mais necessitadas...Não se deve esquecer que a “mística” do sacramento tem um caráter social. 

Quando os comungantes se mostram relutantes em deixar-se impelir a um compromisso a favor dos pobres e atribulados, ou consentem diferentes formas de divisões, desprezo e injustiça, recebem indignamente a eucaristia” (A Alegria do Amor, 186).

Nas vias-sacras da Quaresma unimos a vida dos sofrimentos do povo com a via-sacra de Jesus nas Campanhas da Fraternidade. Justo é isso que falava a Carta sobre os banquetes, e que fala o Papa também. A refeição é sinal de união mas ali estava sendo de desunião. E se eu insisto numa coisa errada dessas, se diz que estou condenado ao fracasso.

Assim, aquelas refeições dos Coríntios, se eles não se corrigissem não significavam união e estavam condenadas ao fracasso, como refeição e como  como comunhão. Porquê? Porque comunhão significa união e não desunião.

Assim como muitas comunhões de hoje podem estar condenadas ao fracasso do que significam que é união e não desunião.

Terminando, podemos ver que essa catequese de São Paulo era dirigida contra o “status” que era uma grande condição na vida dos cidadãos da cidade de Corinto, e que continuava na desunião dos convertidos, nas suas refeições e nas suas comunhões.
NOTICIÁRIO


1)-Neste sábado dia 03 temos a missa da unidade paroquial. Vamos levar adiante a iniciativa de levar as imagens dos padroeiros, e também os símbolos de cada Pastoral e Movimento.

2)- Próximo domingo dia 04 será o aniversário do pároco, P.Casimiro e terá feijoada beneficente em prol da construção da igreja de SANT’ANA, no Bairro Aldeia e Vila Liberdade, na BR.222. O pároco agradece o valor dos presentes que serão colocados nos envelopes dos Ofertórios da Missa  também em prol da mesma construção.

3)- Terá a exposição do Santíssimo Sacramento com os horários de cada Grupo.

4)- Dia 26 e 27/02 haverá a reunião do Clero em Tutóia onde estaremos todos os sacerdotes da cidade.

5)- Dia 05/3 estão convidados os Coordenadores da PASTORAL FAMILIAR , ( Centro e Bairros) para nosso primeiro ENCONTRO, a fim de combinar Encontros regulares com todos as FAMÍLIAS que pertencem à PASTORAL FAMILIAR. Sua presença é mito importante. Local, CBNET às 19.00h

6)- Dia 07/3 Reunião dos Ministros da Eucaristia nos mesmo horário

7)- Dia 08/3 Reunião com os formados em Teologia, no mesmo horário, não falte.

8)- No dia 09/3 Reunião com os Colegiados. Sua presença é muito importante.

9) – Estamos nas visitas quaresmais a idosos e doentes nos Bairros, já foram visitados o Bairro de S.Francisco e S.Teresinha. Dia 08 e 09 desta semana é a visita no Bairro São Raimundo.

10)- O Grupo folclórico REALEZA BOA NOVA já começou os ensaios para as atividades deste ano. Parabéns pelo trabalho.

11)- A VIA-SACRA: Quem quiser participar como atores da VIA SACRA 2018 venha na reunão nesta 2ªfeira, dia 26 aqui no CBNET, às 19.00h. Convocados 10 elementos da PJ; 10 elementos da RCC; 10 elementos dos Acólitos; 10 elementos do Shallon e 10 elementos do Caminho. E outros que não fazem parte desses Movimentos estão também convidados.

12)- Parabenizamos os futuros universitários que estão nos deixado para frequentar seus Cursos superiores, Emerson em Teresina e Cristian em S.Luís, e Murilo aqui mesmo. Desejamos bom sucesso.



sábado, 17 de fevereiro de 2018

Às vezes a vida exige lágrimas para você continuar vivendo e sendo feliz

Às vezes a vida exige essas lágrimas sim para você continuar vivendo. Para perdoar a você mesmo e para compreender o outro. Tem que programar a sua vida. Tem que seguir em frente. Até que mudar a sua identidade, neste sentido, eu pensava que era uma coisa, mas vou vendo que não é bem assim como eu pensava.

E o outro também não é como eu pensava. Tenho que carregar  mim mesmo como me vejo agora. E se puder carregar também o outro, embora possa dar um tempo, para poder assimilar isso. Mas uma coisa é certa, eu tenho que continuar, e a me programar.

Vou assumir sendo como uma esponja, no sentido de aceitar as mudanças da vida. As células do nosso organismo se renovam de quatro em quatro anos. 

Também as células espírito, vale dizer da minha existência fazem bem se se renovarem, e eu me renovarei aceitando essa renovação. O Novo Testamento chama a isso metanóia.

Acho duro ver pessoas que me parecem intocáveis, que se acham o máximo, que nunca se renovam e por se acharem completas e perfeitas vivem como se nada tivessem que mudar e só dedurando e corrigindo os outros. 

Nesta etapa do campeonato também me dou conta que eu corro o risco de ser assim. Sendo cego para mim e só tendo essa vista para o outro. A psicologia e o evangelho dizem que antes de querer mudar os outros devo tentar dar uma mudancinha em mim mesmo.

A psicologia diz que a mãe é como uma esponja. A esponja recebe água, não a repele e não joga fora. Mais água e mais absorve, e muito perdoa e não revida. Mas se fosse como uma pedra, não ficaria retendo água nenhuma. 

Assim a mãe recebe tantas vezes ofensas, incompreensões, e ingratidões, e acumula, fica sempre compreensiva e acolhedora, e não revida. 
E quando olha de novo nos olhos da criança diz para ela: você ama a sua mãe? E ouvindo aquela palavra: amo. Então não faça assim porque você ama a sua mãe. E aquela esponja ficou suave e lavou a alma de sua criança.

Também a psicologia ainda diz que é nos primeiros 30 segundos que se cometem as maiores barbaridades e os maiores crimes e separações matrimoniais. 

Logo a gente revida, logo diz uma palavra e empurra ou bate ou saca uma arma. Logo em seguida: “ah porque eu fiz isso!” Foi porque não esperou nem 30 segundos, nem 10 segundos. 

Não deu tempo para pensar esses 10 segundos e teria tempo evitado essa injúria, essa promessa de separação, esse empurrão ou esse tiro que mata.

Se acostumássemos mais a ser esponja e não pedra. Se déssemos tempo a esfriar a cabeça. Se déssemos tempo a ser mais espírito e menos carne.

É por isso que a vida às vezes exige lágrimas para você continuar vivendo, e sendo feliz.

É por isso que temos a CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2018: FRATERNDADE E SUPERAÇÃO DA VIOLÊNCIA. Em Cristo somos todos Irmãos.



VISITAS QUARESMAIS ÀS COMUNIDADES

Fevereiro: Dia 22 e 23: Bairro de S.Francisco
Março     : Dias 02 = NªSª do Bom Parto. Dia 06 e 07 = Sta Teresinha. Dia 08 e 09 = S. Raimundo. Dia 13 e 14 = S. Antônio. Dia 15 e 16 = São Pedro. Dia 23 = Santana.
Obs: De manhã será a visita e sacramentos a idosos e doentes, e à tarde confissões, e celebração da eucaristia às 17.30h

Comunidade do Centro = Dias 26 e 27

Confissões na matriz = Dias28, 29 e 30 (4ª, 5ª, 6ª feira santa e também sábado santo).

Irmãs da Caridade: Irmã Vivi vai ser transferida para S.Luiz, e no lugar dela virá para a Chapadinha a Ir. Santinha (Maria dos Santos Silva Lopes). As  Irmãs da Caridade têm três objetivos: 1) Projetos social de corte e costura e promoção social com as mulheres; 2) Assessoria à PJ. e Juventudes; 3)- Formação de lideranças das  Comunidades; 4) Pastoral da AIDS.


                  NOTICIÁRIO

1)- Convidamos para a missa de dois anos e 10 meses do falecimento do saudoso Padre Neves no dia 19, às 17.00h. Sua presença é muito importante.

2)- Dia 22, reunião das Equipes do Dízimo às 19.00h.

3)- Dia 23, reunião da Pastoral do Batismo.

4)- Dia 20 e 23/3 teremos a visita do Padre José Armando entre nós. Seja bem vindo



Objetivos da Quaresma e CF deste ano:

1) De uma sociedade “excludente”  para “includente”

2) Injustiça         gera               fome
Exclusão         gera              desemprego
Desigualdade  gera              falta de moradia

3) Violências nas estruturas geram                        desiquilíbrios econômicos      
E geram  desiquilíbrios políticos
E geram desiquilíbrios                             jurídicos e sociais

"O Brasil hoje encontra-se num caos, a violência vem dominando nosso país. estamos vivendo um momento em que o ato de cometer qualquer violência torna-se mais visto, sendo assim um desrespeito para com a sociedade. Não temos mais segurança, proteção em lugar algum. Está faltando tudo: Educação, emprego, salários dignos. Os brasileiros, estão cansados de tanta violência. Queremos paz e amor ao próximo .Tema de grande importância para se trabalhar em 2018, uma vez que a violência cerca milhares de pessoas no país. (CHIRLANE GUEDES)

sábado, 30 de dezembro de 2017

O cristianismo evangélico e o cristianismo católico irmãos e complementares


Na aceitação do caminho de Jesus Cristo, o cristão católico e o evangélico se defrontam com a instituição chamada Igreja. Esta Igreja carrega atrás de si uma história que sedimentou em verdades de fé que identificam e nos caracterizam a nós como seus agregados.

Devemos no entanto ter presente que na instituição Igreja funcionam  dois aspectos ou duas dimensões, a dimensão teológica e dogmática, e a dimensão organizacional.

Na primeira dimensão teológica e dogmática no seio de ambos os credos existe a graça, a justificação e o Espírito Santo, e portanto existe aquela realidade reconhecida como evento da graça de Deus, em ordem à qual todo o aspecto institucional é secundário, como a expressão verbal dos sacramentos, o aspecto jurídico e técnico-administrativo. E isto pertence à segunda dimensão que é a organizacional, que mais uma manifestação histórica do que componente essencial.

E assim, tanto o cristão católico quanto o evangélico estamos convencidos da nossa salvação, e de viver na salvação de Deus.

Na linha da teologia fundamental, o Papa Francisco tem tirado do fundo do baú verdades por vezes esquecidas como esta,  que na dogmática católica há uma “hierarquia das verdades” (Alegria do evangelho,36). Em função disto existe nas Igrejas uma maior unidade à medida que possuímos em comum muitas coisas, como a profissão de fé no Deus de Jesus Cristo o Salvador, na sua Graça, na sua palavra, na salvação escatológica dada através de Jesus Cristo.


Na hierarquia das verdades existe unidade maior do que desunião, ocasionada pelas questões menores das controvérsias históricas que tradicionalmente têm separado as Igrejas. Se fazemos distinções nessa hierarquia das verdades quanto ao seu peso religioso e existencial, então a partir daí fica mais claro que os cristãos achamo-nos mais unidos de maneira mais radical do que desunidos.

E assim podemos e devemos dizer: o que nos une na confissão da fé é mais fundamental, mais decisivo e mais importante em ordem à salvação do que o que nos separa (Karl Rahner, Curso Fundamental da Fé, 428).

Indo mais longe, os teólogos se questionam a respeito das diferenças históricas de qual dos lados haverá mais grau de responsabilidade e até de culpa. E sem dúvida que de ambos, e nenhum lado pode eximir-se deste peso histórico.

E por outro lado, o positivo é que de ambos os lados há o positivo da boa fé mútua. Por isso mesmo esse é um dado salvífico que também é histórico. Daí que devendo presumir que os homens não sejam no todo culpados, devemos perguntar-nos e requerer de forma muito intensa que semelhantes dados devem ter sentido positivo na providência salvífica de Deus.

É importante ter em conta este problema, porquanto fica aberta a questão radical sobre a atitude crítica em relação ao cristianismo que cada um vive. E depois ainda é importante refletir que, enquanto as consciências dos indivíduos, por disposição divina, estão convencidas que devem se manter eclesialmente separadas, podemos, com todo o direito, nos interrogar sobre o sentido positivo salvífico dessa situação, e podemos afirmar que devemos tirar o melhor de tudo isso, ou seja, devemos obrigar-nos mutuamente a sermos obrigar-nos mutuamente a sermos o mais possível cristãos e a nos questionar mais o que seja o verdadeiramente mais radical da mensagem cristã.

E com razão a teologia hoje se questionas se não haverá muita coisa na controvérsia teológica até o momento achada insolúvel, que venha a ser achada destituída de conteúdo? Questão sempre aberta e sempre possível.

Por isso a volta à nossa afirmação inicial: O cristianismo evangélico e o cristianismo católico irmãos e complementares.



Mensagem do Papa para Dia Mundial da Paz 2018: O Papa chama a atenção para  os migrantes e refugiados

O Vaticano divulgou nesta sexta-feira, 24, a mensagem do Papa Francisco para o 51º Dia Mundial da Paz, que será celebrado em 1º de janeiro de 2018. No texto, Francisco chama a atenção para a situação dos mais de 250 milhões de migrantes no mundo, dos quais 22 milhões e meio são refugiados.
“Com espírito de misericórdia, abraçamos todos aqueles que fogem da guerra e da fome ou se veem constrangidos a deixar a própria terra por causa de discriminações, perseguições, pobreza e degradação ambiental”, afirma.

Na mensagem, o Santo Padre reflete sobre o motivo de haver tantos migrantes e refugiados no mundo. Ele recorda que, na mensagem para essa mesma data no ano 2000, o então Papa João Paulo II incluiu o número crescente de refugiados entre os efeitos das guerras, conflitos, genocídios e “limpezas étnicas” que caracterizaram o século XX.
Francisco explica que, infelizmente, até agora não houve uma mudança no novo século, de forma que os conflitos armados e outras formas de violência continuam causando o deslocamento de populações, dentro dos países ou fora deles. Mas também há outros fatores, como o desejo de uma vida melhor. “As pessoas partem para se juntar à própria família, para encontrar oportunidades de trabalho ou de instrução: quem não pode gozar destes direitos, não vive em paz”.
Indo na contramão da retórica adotada em muitos países de destino que enfatiza os riscos para a segurança nacional ou o peso do acolhimento dos recém-chegados, Francisco convida a um olhar contemplativo dessa situação, um olhar de confiança, enxergando a oportunidade de construir um futuro de paz.
“Detendo-se sobre os migrantes e os refugiados, este olhar saberá descobrir que eles não chegam de mãos vazias: trazem uma bagagem feita de coragem, capacidades, energias e aspirações, para além dos tesouros das suas culturas nativas, e deste modo enriquecem a vida das nações que os acolhem. Saberá vislumbrar também a criatividade, a tenacidade e o espírito de sacrifício de inúmeras pessoas, famílias e comunidades que, em todas as partes do mundo, abrem a porta e o coração a migrantes e refugiados, inclusive onde não abundam os recursos”.
E para oferecer a requerentes de asilo, refugiados, migrantes e vítimas de tráfico humano a paz que procuram, o Papa fala de uma estratégia que combine quatro ações: acolher, proteger, promover e integrar. Ele menciona ainda na mensagem o processo que, ao longo de 2018, deve definir e levar a ONU a aprovar dois pactos globais: um para migrações seguras, ordenadas e regulares e outro sobre refugiados.
(Francisco conclui a mensagem recordando Santa Francisca Xavier Cabrini, padroeira dos migrantes. “Esta pequena grande mulher, que consagrou a sua vida ao serviço dos migrantes tornando-se depois a sua Padroeira celeste, ensinou-nos como podemos acolher, proteger, promover e integrar estes nossos irmãos e irmãs. Pela sua intercessão, que o Senhor nos conceda a todos fazer a experiência de que ‘o fruto da justiça é semeado em paz por aqueles que praticam a paz’).

          Noticiário

1)- Dia 06/01, primeiro sábado, é a missa da unidade paroquial. Sua participação é muito importante.
2)- Dia 07, Profissão de Fé, na missa das 10.00h
3)- Dia 10, início dos festejos de São Sebastião, no Bairro da Cruz, com o levante do mastro. A festa de São Sebastião, dia 20.


PREVISÃO DE PROGRAMAÇÕES PARA O ANO 2018:

1)- Janeiro 2018: 25-26-27-28 – Segundo aniversário das SMP na Paróquia de NªSª das Dores, em três momentos: 1ºMomento: Dia 25, dia de Espiritualidade, com os missionários; 2º Momento: Envio dos missionários para as Comunidades, no dia 25 e 27. 3º Momento: domingo dia 28 encerramento com Caminhada missionária seguida da celebração da Missa.
2)- A Catequese de Iniciação a Vida Cristã (IVC) terá novo horário, como segue: Dia 17/2, festa de Inscrição a Acolhida. No Centro será no CBNET, com suco, café e lanches servidos o dia todo. Nas Capelas dos Bairros será nas Capelas, e também do mesmo jeito. INÍCIO DAS CATEQUESES: 24/02
3)- VISITAS DA IMAGEM DA SAG. FAMÍLIA no ANO DOS LEIGOS, em três etapas: 1ª etapa: Visitas no mês de Maio com as imagens da Sag. Família. Estamos providenciando as Cartilhas. 2ª Etapa: Preparação do BOTE FÉ, seguindo as Cartilhas do Ano dos Leigos. 3ª Etapa: Preparação do Festejo da Padroeira, com reuniões da Cartilha do Ano dos Leigos.
4)- BOTE FÉ 2018: Na próxima reunião do CPP será combinada data do BOTE FÉ, se vai ser a mesma ou podendo ser outra por ser muito próxima do Festejo.
5)- A Pastoral Familiar terá encontros mensais com o pároco e iremos combinar os dias para os encontros. Em Fevereiro reunirei com a Coordenação do Centro e dos Bairros para combinarmos.
6)- Os formados em Teologia terão reuniões também para assumir suas tarefas.
7)- No dia 19 de Abril: celebraremos o 3º ano do falecimento do Padre Neves. Três anos de Céu
8)- Retiro de Carnaval no RINCÃO dias 10–13/02, da RCC. Retiro do SHALON: retiro aberto, gratuito nos dias 11-13/02 para todas as idades. Local ainda a destinar.