Uma nova análise de DNA
do Santo Sudário
Uma nova análise de DNA do Santo Sudário reforça
a hipótese de que o tecido veio da Índia antes de passar pelo Oriente Médio.
A pesquisa preliminar
detectou vestígios genéticos de populações indianas e do Oriente Médio. A
revista BioRxiv publicou o estudo, que detalha também traços de plantas,
animais e microrganismos.
Os cientistas
identificaram a linhagem genética H33, comum entre drusos e outras populações
árabes. Eles também acharam microrganismos que
sobrevivem em ambientes com muito sal, como o Mar Morto.
O tecido apresenta contaminação por diversas espécies de animais e plantas. A análise apontou restos de coral vermelho, cenoura, milho, banana, além de gado, porcos, cães e gatos. Os autores atribuem essa diversidade biológica aos séculos de circulação da relíquia pelo mundo. Eles acreditam que a contaminação ambiental ocorreu principalmente após as viagens de Marco Polo e Cristóvão Colombo.
Origem e testes anteriores: A relíquia fica na Catedral de Turim, na Itália, e traz a imagem de um homem crucificado.
O Sudário é um pano de
linho de 4,4 metros, e muitos acreditam que a peça cobriu o corpo de Jesus
Cristo.
Testes de carbono-14
apontam a fabricação do tecido entre os anos 1260 e 1390. O
resultado faz com que vários historiadores considerem a peça uma falsificação
criada na Idade Média.
A ligação com a Índia já
apareceu em um estudo de 2015. Na época, o
pesquisador Gianni Barcaccia mostrou que o DNA de quem tocou o Sudário
correspondia em 38,7% à Índia.
Explicações de
especialistas:
A paleógrafa Ada Grossi
avalia que a presença de DNA indiano tem uma explicação histórica. Ela
afirma que tecidos indianos valiosos compunham as vestes do sumo sacerdote no
Templo de Jerusalém.
Os pesquisadores apontam que os romanos importavam linho da região do Vale do Indo. Há também uma relação linguística, já que a palavra grega para linho fino, "sindôn", tem ligação com Sindh, região asiática.
O grupo conclui que os resultados revelam a origem das pessoas que interagiram com a peça. "Nossos resultados fornecem informações valiosas sobre as origens geográficas das pessoas que interagiram com o Sudário", afirmam os autores.
P. Casimiro João
www.paroquiadechapadinha.blogspot.com.br

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