segunda-feira, 1 de junho de 2026

OS PRIMEIROS GIGANTES QUISERAM SUBIR AO CÉU EMPILHANDO MONTANHAS


 

Os primeiros gigantes quiseram subir ao céu empilhando montanhas até às estrelas. Hoje os humanos mandam módulos e telescópios e já chegaram às estrelas...Após a exploração da Lua e de Marte os modernos módulos já andam entre as galáxias a bilhões de quilômetros da órbita da Terra. O mais potente telescópio James Webb foi lançado no mês de Dezembro 2021 para explorar o início da formação do universo com o fenômeno do big-bang. Estas tentativas da subida ao céu vêm na sequência das narrativas da Torre de Babel, na Bíblia judaica (Gn.11) que por si já é cópia do épico sumério Enmerkar e Gilgameshe. Vejamos como é descrito: “Tornando as alturas do céu não mais seguras do que a terra, os gigantes tentaram tomar o reino celestial empilhando montanhas até as estrelas distantes.”(Ovídio, Metam.I,150).  E Heródoto: “Ao tempo que cavavam o fosso faziam tijolos da terra que veio da escavação e, ao modelarem tijolos suficientes, os colocavam nos fornos; depois, tendo betume quente como argamassa, e cada trinta fileiras de tijolos com enchimento de esteiras de juncos entrelaçados entre elas, eles construíram primeiro as bordas do fosso e, segundo, a  própria muralha da mesma maneira...”(Heródoto,I,179); Ph.Wajdenbaum, Argonautas do deserto, p.140-141). Esta é uma narrativa paralela à do Gênesis, cap.11.

SOBRE HÓSPEDES DIVINOS: hóspedes divinos, e a mesma promessa feita a Abraão, também se encontra um paralelo nos livros antigos a respeito do filho da promessa, Isaac, em Gênesis, 19,1-3; 12-19. - Trata-se do episódio de Abraão quando recebeu três “divinos personagens. Ele lhes ofereceu comida e lhe prometeram que “daqui a um ano tua esposa Sara terá um filho”(Gn.19,1). Vejamos agora o mesmo episódio contado pelos  gregos: “A mesa estava agora reluzente com comida, reluzente com vinho. A ânfora era de barro vermelho, com copos de madeira de faia. A palavra de Júpiter foi: se tens um desejo, faça-o, tudo será teu. O velho disse calmamente: eu tive uma querida esposa que conheci na flor da minha juventude. Onde está agora, perguntais? Uma urna a contém. Eu jurei a ela, invocando os deuses, tu serás a única mulher que tomarei. Falei e mantive o juramento. Eu peço outra coisa, eu desejo ser pai e não marido. Os (três) deuses concordaram. Todos tomaram a sua posição ao lado do couro do boi – eu estou com vergonha de descrever o resto. Então eles cobriram o couro encharcado com terra. Dez meses se passaram e um menino nasceu”. (Ovídio, Os Fastos V,495-545; o.c.p.146). Comparando com Gênesis vemos o mesmo episódio por palavras semelhantes, da promessa do filho Isaac. (Gn.18,10). Na sequência vem o episódio de Ló, e também aí encontramos outro paralelo nos gregos. Como todo mundo sabe o episódio da Bíblia vamos conferir com o dos gregos:

DOIS SERES MISTERIOSOS vieram para visitar a cidade de Ló sob o disfarce de seres humanos. Nas culturas antigas deuses visitavam a terra disfarçados de seres humanos para os testarem. Como no gênesis, a cidade será destruída, mas o casal que os recebeu será poupado e autorizado a fugir com eles. Em Gênesis a cidade é destruída com fogo, aqui é com uma inundação. Em Gênesis a mulher do Ló virou estátua de sal. Aqui foi feita uma árvore sob o mesmo castigo de ter olhado para trás. (Gn.19,1-3;12-19).

O arcebispo Desmond Tutu disse uma afirmação que pode parecer ousada, mas muito verídica: “Deus não é cristão”. E poderíamos após ele aumentar e dizer: Deus não é judeu. Cada vez mais autores e especialistas nos comunicam que existem muitas fontes comuns compartilhadas por gregos e judeus. Gregos para fazerem os seus contos épicos; e judeus para fazerem a sua Bíblia. Usando a mesma técnica de copia e cola e adaptando à finalidade de cada um. E, pelo meio, aumentando e sacralizando dados e fatos também para seus objetivos. Não custa então entender que nós somos uma mistura de sumérios, gregos e judeus e helenistas e cristãos primitivos. Deste pacote são usuários europeus, africanos, e americanos e brasileiros. Mas na expressão de Desmond Tutu Deus tanto está com os cristãos, como com os muçulmanos, como com os hindus ou os chineses e com os judeus. Mas Deus não é cristão nem judeu. Na conclusão deste capítulo eu volto a dar uma olhada no título do cabeçalho para recordar o conjunto de como a Bíblia se enquadra no meio das literaturas da sua época: OS PRIMEIROS GIGANTES QUISERAM  SUBIR AO CÉU EMPILHANDO MONTANHAS

P.Casimiro João             smbn

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