domingo, 18 de novembro de 2012



ASSEMBLEIA DIOCESANA DA DIOCESE ENCERROU ONTEM, DIA 17


Com a presença de 100 representantes das 16 Paróquias da Diocese, e da quase totalidades dos padres  e religiosas da diocese,encerrou ontem, 17 a ASSEMBLEIA DIOCESANA deste ano 1012.

Foi assessor o P.Humberto Guidotti, professor  do IESMA, de São Luís, que também é professor numa metade do ano  na Universidade Católica da capital de Moçambique, cidade do Maputo. 

Entre parêntesis, nossa diocese tem 26.400 km2, e 544.000 habitantes, e 360.000 católicos, oitenta por cento. Tem 16 paróquias, 23 sacerdotes e 15 religiosas.

A Assembleia teve como tema o histórico do CONCÍLIO VATICANO II,  e o estudo da DOUTRINA SOCIAL DA IGREJA, dois temas tratados com competência pelo assessor P.Guidotti. Esses temas nos ocuparam nos dois primeiros dias - 15 e 16, sendo que o terceiro dia ( 17) foi reservado para avaliação e planejamento da diocese para o ano de 2013.
Nosso bispo Dom Valdeci nos recebeu e nos acompanhou com sua solicitude de pastor em toda assembleia. 

Brevemente daremos mais notícias sobre os planejamentos delineados na assembleia para o próximo ano 2013



Durante a caminhada de oração de manhãzinha

Logo cedo,a assembleia começava com a oração da manhã e caminhada

ORAÇÃO DA MANHÃ

Reunião por grupos

GRUPOS DE TRABALHO

IRMÃ LÚCIA DURANTE OS TRABALHOS
O ASSESSOR P. GUIDOTTI

SENHOR BISPO DOM VALDECI COMO ASSESSOR







domingo, 11 de novembro de 2012

PARÓQUIA DE CHAPADINHA - PARTICIPAR NA LITURGIA NÃO É SÓ ASSISTIR



     A energia elétrica, sem se ver, ocupa e atravessa os fios e comunica-se às lâmpadas e aos aparelhos elétricos. Sem se ver! É verdade, mas está lá! Basta tocar-lhes que logo veremos os efeitos.

Também nas ações litúrgicas, sem se ver, se atualiza e se transmite a graça do mistério da nossa Salvação. Nos princípios do cristianismo, as comunidades, reunidas em assembléia litúrgica, sentiam-se realmente povo sacerdotal, real e profético e participavam, com Cristo e em Cristo, da obra divina da Salvação. Vivia-se mais em dimensão comunitária. Todos se sentiam unidos e desempenhavam um serviço ou ministério. Sentiam e viviam Cristo presente através dos sinais litúrgicos, celebravam seu mistério pascal não repetido, mas atualizado. Mas depois, com o tempo, com a rotina e o afastamento do mistério cristão, o povo começou a afastar-se dessa real, viva e eficaz participação. 

O altar distanciou-se da Assembléia, colou-se na parede extrema dos templos, o clérigo presidente, de costas para a assembléia, assumiu protagonismo absoluto nas reuniões, falava em latim, língua que ninguém percebia. Perdeu-se a dimensão comunitária. O povo passou a espectador e a entreter-se com devoções e rezas particulares. Não comungava, ficava apenas olhando de longe. A missa resumia-se a adorar a Hóstia consagrada e, mais tarde, também o cálice com o precioso Sangue que o sacerdote levantava para todos verem. Esse era o momento mais importante, solenizado até com o toque da campainha, dos sinos e foguetes no adro da igreja. 

O costume isolou o padre da assembléia que se amarrou a devoções particulares e aos santos. O essencial, como que desapareceu, para todos se prenderem a aspectos acidentais. Cristo não aparece como grande e principal Celebrante, o mais importante Participante da ação litúrgica. Foi preciso o Concílio Vaticano II para se voltar a insistir na participação viva e efetiva dos fiéis. Cristo reaparece como principal participante, presente e ativo na liturgia. Mesmo assim, ainda hoje temos que trabalhar muito para resgatar esse sentido de não marginalização do principal Participante das ações litúrgicas que é Cristo. E, para os fiéis, participar não é estar presente. Não é só assistir. Não é “mandar o padre fazer a missa” sob encomenda para solenizar algum evento social ou homenagear alguém. A missa não depende do barulho que se faz, nem do bater palmas, nem da zoada dos instrumentos musicais. Missa não é show nem exibição de algum grupo especializado em música.

 Devemo-nos preocupar com a participação de todos, com a integração de cada um no mistério pascal que se atualiza ali. A maneira de ler, o modo de cantar, os enfeites do espaço litúrgico, a maneira de estar sentado e de pé com dignidade e atenção... tudo nos deve ajudar a contemplar o mistério de nossa Salvação que se está ali atualizando. Com Cristo nos oferecemos ao Pai, aceitamos a manifestação da Vontade divina na proclamação da Palavra, celebramos nossa união a Cristo na comunhão e partimos comprometidos a testemunhar a alegria e a felicidade de Deus misericordioso que nos salva hoje e agora. No próximo número veremos as qualidades de nossa participação.
"A riqueza faz a pessoas rodopiar sobre si mesma e  ficar refém de sua ganância"...
MUITO ESTRUME AQUECE AS RAÍZES E SECA A PLANTA.
POUCO ESTRUME ADUBA O TERRENO
 E FAZ A PLANTA CRESCER.


Céu carregado de nuvens não deixa ver o sol. Roça bem cheia de capim não promete boa colheita. Carro freado não desenvolve a marcha. Cavalo apeado não trota. Navio amarrado no cais não se pode afazer ao largo. Avião com turbinas paradas não consegue subir ao alto. Assim a pessoa amarrada às preocupações terrenas, pesada e presa às riquezas,,, dificilmente está disponível para ser uma pessoa de espiritualidade. Não sente a direção da rota do vento do Espírito. Não sente necessidade de escavar suas possibilidades espirituais. Quem tem carteira cheia, ordinariamente, tem coração vazio. Quem se deixa enterrar nos bens terrenos, não consegue ter asas para atingir o ideal de santidade. S. Antônio pregava que muita riqueza é como muito estrume numa planta. Esquenta a raiz da planta e faz com que ela seque. Pouco estrume aduba o terreno e faz a planta crescer.

Seguir Jesus exige disponibilidade para escutar Sua Palavra, para aceitar Seu Projeto e ter jeito ou estilo novo de viver. Ou vivemos em liberdade verdadeira ou somos libertinos. Ou Deus ou o diabo. Ou vivemos em verdade ou em falsidade. S. Inácio, no seu livro de exercícios espirituais, fala de duas bandeiras. E temos que escolher qual queremos seguir. “Quão difícil é aos ricos entrar no Reino dos céus” (Mt.19,23-26). “A sedução da riqueza sufoca a Palavra” (Mc.4,19). “Ninguém pode servir a Deus e ao dinheiro” (Lc.16,13) E temos um exemplo concreto: o jovem rico (Mat.19,16-22). 

A riqueza faz a pessoa rodopiar sobre si mesmo. Apoiada nas riquezas que a prendem, a pessoa abastada, se não se cuida, não avança, é gananciosa e gira à volta dos seus interesses. Não se entrega ao Caminho. Está presa. Precisamos desamarrar a vida, desatar cordas que nos prendem, não podemos arquivar sonhos bonitos por sermos insensíveis ao Transcendente. Não nos podemos prender à terra, senão perdemos a direção e a dinâmica de peregrinos que somos, rumo à eternidade. Precisamos ser livres, disponíveis e abertos às inspirações do alto. Demasiadas pretensões, inutilizam grandes vocações.

LIXEIRA QUE METE NOJO!


Sinto-me indignado! Não sei que dizer do que diariamente vejo no Areal, no bairro das 1000 casas. Casas? – Pequenos caixotes que parecem caixas de fósforos, bem pertinho umas das outras, próprias para encurralar gente. Parecem caixas de fósforos, mas daquelas mais pequenas! E tudo feito com materiais frágeis, de fácil penetração pelos bandidos que rebentam janelas e portas com facilidade. Habitação de gente, que queremos com qualidade de vida, mereceria mais dignidade e respeito! E para quê tanta casa junta ? – Para despovoar o interior? Para acabar com as casas de palha? Para dar lugar ao eucalipto? Para fazer Chapadinha inchar ainda mais?  - Tudo isto são perguntas a que (penso!), ainda ninguém respondeu. E há muita gente que gostaria de ser informada! Que projeto estará por detrás de tudo isto?

Mas o que mais impressiona é o ambiente de desolação da abominação! Não há uma sombra, não foi plantada uma árvore, não se fez uma praça, não há um jardim... não há água potável e, às vezes, nem salobra. As igrejas, os comércios, as instituições públicas ... ou tudo isto foi esquecido ou arrumado para o lado. Guarita para a polícia, posto de saúde... nada disso existe. Calculem: nem cemitério! O que lá tem em grande quantidade, sobretudo na estrada e nos terrenos anexos (até meter nojo e provocar vômitos!) é lixo, porcaria, sacos de plástico aos milhões, sacos cheios de toda a espécie de lixo que caem dos caminhões ( sem lona que proteja a carga!) que diariamente se dirigem para o aterro. Aterro? – esse lugar atemoriza, aterra, amedronta, enoja... E impressionante! Antes de se tentar melhorar esta situação, já se estão a fazer mais 1000 outras casinhas iguais! É caminhões, caçambas, potentes máquinas de rastro...a passar constantemente na rua frontal, levantando poeira, salvo nalguns dias em que anda um caminhão pipa a regar o caminho! Alguém está ganhando com tudo isto. O povo? – Não creio.

Não! Assim não adianta provocar desenvolvimento. Não chamem a isto progresso. Isto é retrocesso. Como se pode, neste ambiente desumano, educar crianças na escola ou em família? Como poderão as famílias que para aí foram se sentir bem? O ambiente criado o que vai é fomentar a promiscuidade, a bandidagem, a roubalheira que encontrará uma rota de fuga muito fácil, pela Pitombeira, a caminho de Urbano Santos e, pelo Escondido, a caminho de S. Benedito. E sabem que este ambiente vai criar mais trabalho e responsabilidade à Polícia Militar que, todos sabemos, não tem agentes de segurança suficientes. E onde vai esta gente toda encontrar trabalho para sobreviver? Perante este desolador espetáculo, perguntamos: que está pensando fazer a nossa Câmara de Vereadores ou a Promotoria Pública, já que se vê que o Município foi abandonado por quem tem o dever de administrar? Gostaríamos que nos respondessem!
          NOTÍCIAS DA PARÓQUIA

1- A comunidade de S. Camilo vai festejar Cristo Redentor de 15 a 25 deste mês de Novembro. O festejo começará com reuniões em diversos pontos do Bairro e só no fim virá para a Igreja de Cristo Redentor. O programa foi distribuído pelos grupos e comunidades.

2- No fim do mês haverá aqui em chapadinha uma reunião a nível diocesano para os acólitos. Por falta de espaço para centenas de participantes, a reunião ocorrerá, se nada houver em contrário, na capela de Nª Sª Aparecida.

3- Neste fim de semana está também a decorrer um seminário, na casa da Pastoral da Criança, para o Movimento da Renovação Carismática Católica.

4- Esta semana ocorrerá em Brejo a assembléia diocesana de Pastoral que terá a participação de alguns membros de nossa paróquia para analisar a maneira como têm tido desenvolvimento as diversas prioridades pastorais da Diocese que foram escolhidas o ano passado também numa assembléia diocesana de pastoral.

5- Continua, ao ritmo possível, a construção da futura igreja das 1000 casas. No local, não há água para a construção. Mandou-se fazer um poço, mas o responsável desapareceu depois de aprofundar 6 metros e não se sabe por onde anda. Tem-se ido buscar água à Boa-Vista. Não há uma sombra, nem casa perto para guardar alfaias de trabalho, pelo que se está levantando um salão de 6 X 8m.

6- Depois de, em Conselho Paroquial, se ter decidido mudar o domingo para adoração do Santíssimo para o último domingo, notou-se que a mudança não foi bem aceite. Pelo que vamos continuar no primeiro domingo e vão-se distribuir papéis pelas comunidades para saber que grupos devem responsabilizar-se  por cada hora.

7- P. António sofreu uma queda de motoca na semana passada, mas, graças a Deus, não teve qualquer ferimento. Estamos empregando todos os esforços para que deixe de andar de motoca.

8- Estamos recebendo algumas sugestões para que se construa uma gruta de Nossa Senhora de Lurdes na praça da Matriz, do lado da caixa de água. Estamos pensando.

 9- Agradecemos, mais uma vez, que quem deseja assinar o jornal “O Domingo” para preparar a liturgia de cada domingo, o faça, quanto antes. Como as assinaturas já foram pagas há vários meses, por imposição da editorial que o publica, quem demorar vai ter que atualizar a assinatura. O jornal e a “Liturgia Diária”.

10- Lembramos, mais uma vez, a inauguração do Centro Catequético de Nª Sª de Fátima para o dia 9 de Dezembro, pelas cinco da tarde e, no dia 2 de Dezembro, início do conhecimento da Santa Missão em todas as capelas e à noite na Matriz com movimento na Praça, depois da Missa.





sexta-feira, 9 de novembro de 2012

PARÓQUIA DE CHAPADINHA - LABORATÓRIO DA FÉ - TEMÁTICA 2 CREIO EM DEUS PAI







Creio em Deus Pai
todo-poderoso, criador do céu e da terra ( Prof.Felipe Aquino)

Desde a sua origem a Igreja, exprimiu e transmitiu sua fé em fórmulas breves, especialmente para os candidatos ao Batismo. É o nosso Credo. Ele foi elaborado pelos Apóstolos, por isso chama-se Símbolo dos Apóstolos. O Credo inicia falando de Deus Pai criador de tudo. Deus é um Ser espiritual (não tem corpo e nem sexo); Perfeitíssimo, incapaz de fa¬zer o mal; Eterno, não teve princípio e não terá fim. Ele criou todas as criaturas visíveis e invisíveis (anjos) que existem fora do nada. Criou o mundo belo, ordenado, conduzido por leis que o mantém.

O mundo foi criado para manifestar a glória de Deus. Deus cuida do mundo com a Sua Providência divina. "Olhai as aves dos céus..." (Mt 6,26). Deus é Onipotente; pode tudo, nada lhe é impossível; é Onisciente; sabe tudo, nada lhe é oculto ou desconhecido; é Onipresente, está presente em todo lugar, ninguém e nada se esconde dEle.Pelo uso da razão e da inteligência, o homem pode conhecer a Deus; a partir da criação, e de si mesma, a pessoa humana pode saber que Ele é a origem e fim do universo; sumo bem, verdade e beleza infinita. Mas Deus nos ilumina com a Sua Revelação (Sagrada Escritura e Sagrada Tradição) para podermos conhecer melhor as verdades que excedem o nosso entendimento, e também as verdades religiosas e morais.
"Ouve, ó Israel! O Senhor, nosso Deus, é o único Senhor...". (Deuteronômio 6,4). "Deus é o único Senhor" (Marcos 12,29). O Ser Supremo é único, isto é, sem igual... Se Deus não for único não é Deus. Não pode haver dois deuses. Deus é um Mistério inefável: "Se o compreendesses, Ele não seria Deus", disse Santo Agostinho. Deus Se revelou como "Aquele que é"; deu-se a conhecer como "cheio de amor e fidelidade" (Êxodo 34,6). Jesus revela que também Ele é Deus, portador do nome divino "Eu sou" (João 8,28).

Deus é o Santo por excelência, "rico em misericórdia" (Efésios 2,4), sempre pronto a perdoar. É verdade e amor. Deus "é amor" (1 João 4,8.16); Se dá completa e gratuitamente: que tanto "amou o mundo, que lhe deu seu próprio Filho unigênito, para que o mundo seja salvo por seu intermédio" (cf. João 3,16-17). Deus é a própria Verdade, e como tal não se engana e não pode enganar. Ele "é luz e nEle não há trevas" (1João 1,5). Deus é uma Trindade Santa: Pai, Filho e Espírito Santo; este é o misté¬rio central da fé e da vida cristã. Este Mistério foi revelado por Jesus e é a fonte de todos os outros mistérios. Jesus Cristo revela-nos que Deus é "Pai", não só enquanto é Criador do universo e do homem, mas sobretudo porque no Seu seio gera eternamente o Filho, que é o Seu Verbo, "resplendor da sua glória, e imagem da sua substância" (Hebreus 1,3).





    25 anos do massacre de Jonestown

     Jonestown era uma comunidade fundada pelo pastor Jim Jones situada na Guiana,(América do Sul). Viviam isolados do mundo sem poder estabelecer o mínimo contato com o mundo exterior, sob pena de sofrer pesadas represálias. Em Jonestown, os crentes eram obrigados a admirar os discursos do pastor Jim Jones dia e noite, e quaisquer resistências acabavam num espancamento.. A fidelidade em relação ao Mestre não se discutia e eram frequentes as denúncias entre familiares como prova de lealdade.

   Era absolutamente proibido opinar acerca das regras estabelecidas e sequer sugerir o abandono. Jim Jones punia severamente aqueles que o tentavam abandonar. Uma vez, num simulacro de suicídio colectivo, Jim Jones quis testar a lealdade incondicional dos seus seguidores. Para isso, pediu a todos os membros da seita para beberem veneno. Todos beberam e só posteriormente se confirmou que a bebida era inofensiva. Entretanto, de Jonestown chegavam à América notícias dos desvarios do iluminado que incluíam orgias sexuais com crianças. 

     O Congressista pela Califórnia Leo Ryan, respondendo às solicitações dos eleitores, disponibilizou-se para ir à Guiana. No dia da visita a Jonestown, após verificar o desejo de alguns dissidentes em regressar aos EUA, apercebeu-se que realmente algo de muito grave se passava ali e fez com que Jim os libertasse. Porém,  quando Leo Ryan e os“ex-seguidores” se deslocavam para o avião, foram abatidos a tiro numa emboscada juntamente com dois jornalistas. Então obrigou 913 membros da comunidade a beber um veneno (cianureto com suco), em um suicídio coletivo. Há registros de áudio e vídeo do evento e muitas pessoas foram forçadas a beber o veneno, incluindo centenas de crianças. 

     E assim morreram cerca de 913 pessoas. Três seguidores, que já havia algum tempo tentavam a fuga, conseguiram nesse mesmo dia fugir para a selva. Mais tarde, os sobreviventes contaram que as mães metiam o veneno na boca das crianças enquanto as famílias esperavam serenamente pelo desenlace. Morreram bebês, crianças, mães, pais, avós… Jim Jones suicidou-se com um tiro para um final de um deus menor.

domingo, 4 de novembro de 2012

PARÓQUIA DE CHAPADINHA - O CHAMADO É URGENTE


O CHAMADO É URGENTE

            Precisamos bradar, gritar bem forte, incomodar, chatear para chamar a atenção! Clamar a toda a gente!
           
     Não nos podemos acomodar, cruzar os braços, deixar que as coisas aconteçam de qualquer modo, deixar que a frivolidade e a mediocridade virem hábito! Precisamos levantar a voz, convocando todos para um renovado entusiasmo da nossa fé, para sentirmos ao vivo a beleza e o fascínio do encontro com Jesus. Precisamos levantar a voz, acordar os adormecidos, chamar os afastados, aqueles que persistem na indiferença perante o mistério e o amor de Deus. Sim, vocês lembram aquele cego de Jericó, filho de Timeu, do Evangelho do domingo passado?! 

       Era cego, mas sentia necessidade de enxergar melhor os caminhos da vida. Era cego, mas não acomodado, não gostava de não ver! Por isso, gritou e fez ouvir sua voz por entre o barulho da multidão. Não se acobardou perante as dificuldades que lhe armaram os que lhe queriam barrar o caminho da proximidade de Jesus. Enfrentou aqueles que se achavam importantes por irem no séquito ou na guarda do Mestre e não queriam chatices de estranhos. Mas o cego não se calou. Continuou gritando sua urgência em ver. Para Deus ninguém é estranho. Ninguém é inútil. Gritou, gritou... e fez-se ouvir. E o Senhor o chamou. E ele desembaraçou-se da capa e de todos os empecilhos que o impediam de pular. Abriu caminho por entre a multidão e correu. Foi curado da cegueira do corpo e da cegueira espiritual. E seguiu o Senhor!
            
      Precisamos gritar contra atrevidos que se vangloriam de lugares privilegiados que ocupam e se apoderam do que é de todos. Urgente acordar adormecidos no desânimo de fazer valer seus direitos a uma maior dignidade. Urgentíssimo dizer na cara dos que perderam a vergonha e abusam do que não é deles que tenham vergonha, porque nem todos são cegos! Urgente dizer àqueles a quem confiamos nosso grito de desespero que não brinquem com o seu cargo, que não fiquem brigando por cargos mais altos onde o dinheiro mais se acumula. Que não sejam como crianças lutando por brinquedos!
            
    Precisamos gritar bem alto as injustiças que acontecem lá longe e bem perto de nós. Jesus não foi indiferente aos problemas de ninguém. Não fugiu à fadiga para encontrar-se com quem dEle precisava, como também não se afastou do convívio com os seus amigos.
           Temos que gritar bem alto para que todos saibam que não temos rodoviária decente, nem limpeza nos bairros, nem segurança nas pontas de rua. Queremos chamar a atenção para o perigo de nos faltar água nas torneiras, para a falta do portal da transparência da Prefeitura que nunca funcionou e devia funcionar, para o descuido com a saúde pública, para a falta de segurança e ambiente demasiado barulhento que não nos deixa descansar para poder trabalhar, para a falta de um cemitério municipal para enterrar nossos mortos e para a situação do aterro sanitário que é um atentado a tudo que é vida. Gritar a alguns meninos que não brinquem impondo suas manias a uma população que pode cansar de ser pacífica, que pode não suportar mais tanta coisa desonesta. 

       Temos que gritar e bradar bem alto que não estamos contentes. Mesmo que alguns se chateiem por nossa teimosia em melhorar nosso ambiente. Gritar sem servilismo aos que podem mais que nós. Gritar sem orgulho aos que, pensamos, podem menos que nós, mas não compreendem a urgência da vida. Incomodar a todos. Nem que muitos nos mandem calar para não diminuir seu bem estar. Incomodar a todos! Incomodar para que saibam que Deus se manifestou em Cristo e não podemos desprezar na mediocridade, na banalidade, no desinteresse, o Salvador de nossas vidas. Quem nos dá toda a vida merece alguns minutos de nossa vida para Lhe agradecer!”


 FUXICO BARATO NO MERCADO DA FALSIDADE!
Impressionante, diabólica até, a tendência de criar novidade, de inventar notícia falsa! Maldito costume de forjar e ir à rua comunicar o que é mera falsidade. Mau costume que não faz distinção de sexos, que satisfaz o orgulho humano, que chama a atenção sobre o seu fabricante. 

Criar notícia, inventar novidade, fazer correr boato, espalhar fuxico... atividade tão espalhada e, infelizmente, de tão péssima qualidade! É maneira de superar algum fracasso, colocar a circular algo que contradiz o acontecido ou, pelo menos, diminui a sua importância que nos faz sofrer. 

Os boateiros comprazem-se em inventar. Há sempre um que sente essa necessidade e cria a mentira. Outro vai e, não querendo ficar atrás, acrescenta um ponto. Outro ouve, acha que mais um pormenor não ficaria mal, e lá vai mais uma achega. E aí está o fuxico cozinhado, prontinho para ser botado na rua, no mercado da curiosidade alheia ao gosto da falsidade de quem o fez.Olhem, quando o padre vai a Portugal, quanta novidade: vai cortar uma perna, não volta mais, está muito doente...! 

Olhem depois das eleições e mesmo na campanha eleitoral, quantas coisas correram, quantos fuxicos se criaram! Os candidatos falavam nos comícios e os boateiros ajudavam na rua. Falou-se de depressões de candidatos, de namoros de autoridades, de alta compra de votos, de facilitações a favor de alguém... depois foram meninos a chorar, porcos a grunhir, foguetes a estourar, carnaval a acontecer. Mas interessante! Todo o mundo se calou sobre quem andou a distribuir dinheiro, materiais de construção, quem o recebeu, quantas cestas básicas se deram e quem as recebeu. Sobre tudo isso houve silêncio. 

Não há quem denuncie o crime, não há quem faça correr a verdade para ser julgada.Todos buscando seus interesses, mostrando sua importância, tentando trocar o bem comum pelo bem individual, tentando mentir e, quantas vezes, humilhar o adversário. Esconde-se a verdade para fazer correr o fuxico! Não quero com isto dizer que não haja fogo onde se vê subir muita fumaça! Se há fumaça é porque alguém ateou fogo. É preciso averiguar! E, por tanta notícia que correu e corre, será bom não deixar de procurar a verdade! O fuxico costuma ter o rasto curto.
            S. Filipe de Neri (1515-1595) impôs, certo dia, como penitência, a uma senhora que gostava de fuxicar, percorrer uma rua de Roma depenando uma galinha. Na semana seguinte, a penitente confessou ter voltado a cair no mesmo pecado.
         - Cumpriu a pena que lhe dei? - perguntou o santo.
         - Sim, exatamente, como me disse.
       - Muito bem! Volte agora pela mesma rua e recolha as penas que espalhou.
        - Isso é impossível!
     -Do mesmo modo, é impossível desfazer as falsidades que se dedicou a difundir com o seu fuxico.

ANO DA FÉ, TEMPO DECISIVO!

Estamos no Ano da Fé. Queremos que seja um tempo favorável à reflexão e ao trabalho de aperfeiçoamento de nossa fé. Tempo de graça! Não podemos continuar indiferentes, mornos, com vida banal, medíocre... perante o imenso amor que Deus nos dedica.Não podemos confundir fé com algum e vago conhecimento do catecismo, com um conjunto de verdades decoradas, quando criança, com uma moral, por vezes, vaga e menos ainda praticada, com uma tradição de costumes herdada da família e, tantas vezes, esquecida e abandonada. Ter fé não é isso. Quem reduz sua fé a isso está enganando-se. 

O verdadeiro cristão não é o aluno, nem mesmo“bom aluno”, de um ensinamento transmitido. É preciso a adesão a Cristo. Urgente termos o encontro decisivo com o acontecimento, com a Pessoa de Jesus que dá vida nova, novo estilo, novo pensar, novo atuar, novo jeito de viver...  abre novos horizontes a todas as vielas por onde tem que passar nosso existir: na família, na sociedade, no trabalho, na convivência social, na prática religiosa, na maneira de encarar os problemas e o sofrimento, na política, na sexualidade... Quem se encontrar com Cristo, se enfrentar com Seu projeto, com Sua Palavra... vai mudar de vida. 

Olhem o que aconteceu com Francisco Xavier: deixou o castelo da família, a vida de êxito no ensino e fez-se Jesuíta, imitador de Jesus e foi como missionário para a Índia. Francisco de Sales abandonou uma vida de palácio real, lugar de opulência e fez-se humilde, pobre e admirador da natureza. Francisco de Assis, nem é preciso dizer nada. Olhemos quem ele era e quem ele se tornou quando sentiu a vacuidade da vida e se entregou a Cristo. 

A Igreja Católica não é uma igreja “self-service”, em que cada um escolhe só o que lhe apetece e faz só o que lhe agrada. Precisamos iluminar a inteligência e fortalecer a vontade para aderirmos à Palavra, à única Direção, ao único Rumo certo, à única Solução da vida que é Cristo. Ele deixou mandamentos, conselhos, pedidos, mostrou a Vontade do Pai. Não podemos viver à toa. À tola. Sem sentido. Confiados só na nossa maneira de ver tão triste e míope. Ter fé não é um saber.

 É uma sabedoria, um ter o sabor, apreciar  a beleza, sentir a alegria, fazer o cumprimento da Vontade divina que nos foi manifestada em Cristo. Ele é o Centro da História, o Ícone verdadeiro da Verdade, a Solução para os problemas da jornada humana. Ninguém poderá afastar-se dEle. Fora dEle não há Salvação. E quem O quiser anunciar tem que ter a convicção de um Mediador, o testemunho de vida do que anuncia, o entusiasmo de quem encontrou o essencial para a felicidade, de quem tem a disponibilidade e o exemplo de um amigo. O êxito do apostolado não se mede por números conseguidos, nem pelos decibéis atingidos. A força do Espírito embarca mais nas atitudes que nas palavras. 

O que se julga apenas funcionário, profissional do Evangelho não leveda, não tem sabor, não atrai, não convence, não ilumina. Pode converter alguém à sua cantiga. Não a Cristo. Vejo por aí anunciadores berrando, gritando, dando espetáculo... como quem apregoa pipocas na rua ou quer vender mingau barato, usando a técnica psicológica da persuasão, entusiasmando-se no fim e levantando a voz  para que lhe batam palmas... Apenas técnica humana ao serviço de lucros interesseiros. E, por cima de tudo, ainda ofendendo a caridade, chamando nomes e pondo seu produto como único e salvador.

              NOTICIAS DA PARÓQUIA

1- No dia 30 de Outubro PP. Foi inaugurado mais um espaço em Chapadinha para somar esforços à democratização do acesso de todos aos direitos humanos: um Núcleo da defensoria pública do estado com dois Defensores jovens (Drs Jorge e Noé) que têm como compromisso ajudar quem é menos favorecido, economicamente, a ter possibilidades de defender seus direitos. É o 16º Núcleo no Estado. No dia 26 de Novembro abrirá outro em Vargem Grande. Congratulamo-nos com o evento e desejamos o maior êxito a este serviço público de que tanto estávamos precisando no Município. Funciona nas traseiras da Prefeitura.
    
2-O dia de Finados decorreu com pouca gente a participar nos atos litúrgicos e com enorm,e queima de velas nos cemitérios. Mas melhorou a participação, graças a Deus. Cemitérios deviam ser espaços mais cuidados e até visitados pelos familiares dos que aí foram enterrados. Só no dia de Finados é pouco! Porque se pensa tão pouco na morte se valoriza tão pouco a vida!

3-Terminou no domingo passado o Sínodo dos Bispos em Roma. Foi a reunião mais participada (cerca de 260 bispos vindos de todo o mundo) desde sempre. Tratou sobre a necessidade de evangelizar os novos ambientes do nosso tempo, onde Deus está cada vez mais ausente. Talvez a palavra “preocupação” tenha sido a mais escutada na aula sinodal. O agnosticismo, o relativismo e o secularismo influenciam o mundo moderno onde a ciência e a tecnologia orgulham de tal maneira o ser humano a ponto de fazer desprezar o mistério de Deus. Mas notou-se nas intervenções que a grande causa de tudo isso é a vida tíbia, morna, a falta de entusiasmo na fé dos cristãos. Foram entregues 58 propostasde sugestão retiradas de todas as intervenções que houve para agora a Santa Sé elaborar um único documento, uma Exortação Pastoral e enviar a todas as dioceses.

4- A Diocese vai realizar uma Assembleia Diocesana nos dias próximos dias 14 a 17 deste mês em Brejo. Para preparar a nossa participação nessa reunião, pedimos que quarta feira próxima nos reunamos no Centro com representantes de todas as pastorais e movimentos paroquiais para analisarmos como estamos respondendo aos objetivos pastorais que foram marcados o ano passado a nível de Diocese.

5-P. Marcelo Rossi inaugurou um megatemplo, idealizado por ele, com a capacidade de acolher 100.000 pessoas. 50.000 dentro e 50.000 na parte externa.  A área e a construção são fruto dos recursos das obras de P. Marcelo e doação generosa do empresário Antônio Ermínio de Moraes.

6-A Jornada Mundial da Juventude no Rio 2013 tem um site (www.rio213.com) com o intuito de oferecer voz às dioceses do Brasil, envolvendo-as no plano da Semana Missionária e em tudo que for preparação para a Jornada. Entre nós, faremos no dia 19 de Dezembro um dia para a Juventude com passeata, show na Praça e celebração festiva.

7-A Igreja no Areal, nas 1000 casas, vai começar esta semana. O terreno vai ser limpo e a construção demarcada na próxima terça feira. O poço que vai fornecer água para a construção já está a ser aberto.

8- A construção do Centro Catequético no bairro de Nª Sª de Fátima está completo. Agora apenas alguns cuidados de alisamento do terreno, plantação de árvores para sombra e deslocamento de restos de material de construção.

9-Esta semana foram visitadas as comunidades do interior:  Centrão, S. Joaquim dos Siqueira, Soledade, Centro dos Lopes, Matinha dos Elenos.

10-Mais uma vez lembramos que quem deseja assinar o Jornal Litúrgico, Domingo ou a Liturgia Diária não se descuide. Faça sua assinatura quanto antes. Também lembramos que chegaram cerca de 200 camisetas da festa da Padroeira para satisfazer a imensos pedidos que tínhamos.

11-No Areal, a comunidade está preparando o festejo em honra de Cristo Redentor.

12- A comunidade de Nª Sª de Fátima vai usar a lanchonete da praça da Matriz para arrecadar algum dinheiro para fazer o altar para o SS.mo Sacramento que querem ter, perpetuamente, na sua capela. Agradece o interesse de todos.






quarta-feira, 31 de outubro de 2012

PARÓQUIA DE CHAPADINHA - O QUE É O PURGATÓRIO - DOUTRINA DA IGREJA


                      O que é o purgatório?

Com a morte, a opção de vida feita por cada pessoa se torna definitiva. Podem existir pessoas puríssimas, que se deixaram penetrar plenamente pelo amor de Deus, e assim alcançam diretamente o Céu. Mas será que todos nós, quando morremos, já estamos plenamente convertidos a Deus? O que acontece com as almas que precisam se purificar? 


Resposta:         

Será que todas as coisas sujas que acumulamos  em nossas vidas se tornarão, de repente,  irrelevantes?                                               
 Para a Igreja Católica, o purgatório é um estado no qual as almas dos defuntos passam por um processo de purificação a fim de obter a santidade necessária para entrar na alegria do Céu. É a ocasião final que Deus dá às pessoas de se habilitarem para a comunhão plena com Ele. Assim, o purgatório é a última conversão, na morte.
Suporte e Referências
   - O modo de viver de cada pessoa não é irrelevante. A morte não é uma esponja que simplesmente apaga todo o mal feito e o pecado cometido. Raros são os que, na morte, estão de tal forma purificados que podem mergulhar direto na santidade de Deus. A graça de Deus que salva não prescinde da justiça.

Quando uma pessoa morre, sua opção de vida torna-se definitiva. Podem existir pessoas que levaram uma vida puríssima, tendo morrido na graça e na amizade de Deus, estando totalmente purificadas. A Igreja ensina que tais pessoas seguem imediatamente para o Céu.
No outro extremo desse caso, podem existir aqueles que morreram tendo cometido faltas muito graves, sem terem se arrependido e acolhido o amor misericordioso de Deus. Estes passariam ao estado de autoexclusão definitiva da comunhão com Deus, chamado de Inferno.
Observando as duas situações acima, não é difícil perceber que nenhuma delas é a mais comum. O coração do homem vive constantemente em luta perante suas limitações e negações em acolher o amor de Deus de forma plena.
Em sua carta Spe Salvi, o Papa Bento XVI reconhece que na maioria dos homens “perdura no mais profundo da sua essência uma derradeira abertura interior para a verdade, para o amor, para Deus”.
Porém, nas opções concretas da vida, essa abertura para Deus “é sepultada sob repetidos compromissos com o mal: muita sujeira cobre a pureza, da qual, contudo, permanece a sede” (n. 45).
Mesmo aqueles que buscam viver a sua vida em amizade com Deus não estão totalmente isentos de apresentar inclinações desregradas, falhas em sua constituição humana, ou seja, características incompatíveis com a santidade de Deus.
Quantas vezes aquilo que chamamos de virtude não é, na verdade, um culto ao próprio “eu”; quantas vezes a prudência não se revela uma forma de covardia; a virilidade, arrogância; a parcimônia, avareza; e a caridade, uma forma de esbanjamento (Schamus, “Katholische Dogmatik” IV 2).
Quantas vezes em nossos corações não se instalam egoísmo, orgulho, vaidade, negligência, infidelidade...
Então pergunta o Papa: “o que acontece a tais indivíduos quando comparecem diante do Juiz? Será que todas as coisas imundas que acumularam na sua vida se tornarão, de repente, irrelevantes?” (n. 44)


O Papa tem aqui em mente a questão da justiça. A graça de Deus – seu socorro gratuito –, que salva o homem, não exclui a justiça. A graça não é uma esponja que apaga tudo que foi feito de mal no mundo, de modo que, ao final, tudo tenha o mesmo valor (n. 44).
A compenetração da graça e da justiça ensina que “o nosso modo de viver não é irrelevante”, ou seja, que o mal que cometemos e o pecado dos homens não é simplesmente esquecido.

   O ensinamento católico considera que o ser humano, na morte, ainda tem uma ocasião para se purificar e atingir o grau de santidade necessário para entrar no Céu. O purgatório é exatamente este estado em que as almas dos defuntos se purificam. Não é uma câmara de tortura e não deve causar medo. O purgatório é uma derradeira oportunidade para a pessoa tornar-se plena e evoluir até as últimas possibilidades do seu ser.

O mal do mundo e de nossos corações não fica simplesmente esquecido com a morte. Deus não é apenas graça, mas é também justiça. E toda pessoa, sendo dotada de liberdade, é ao final responsável por suas escolhas e atitudes.
Sendo assim, aqueles que morrem na graça e na amizade com Deus, mas não estão completamente purificados, têm a oportunidade de passar por essa purificação após a morte.

O ensinamento católico considera que o destino do ser humano na morte não alcança um ponto final estático da evolução. Ou seja, é possível realizar um caminho de aperfeiçoamento – de conversão e purificação – depois da morte.
Trata-se da última conversão da pessoa. Diante de Deus, na morte, cada um deve abrir mão, de forma radical, de todo orgulho e egoísmo, entregando-se incondicionalmente ao Senhor, depositando nele toda a esperança. Deve abandonar tudo que impossibilita amar a Deus com todo coração.
É a este último ato da evolução humana, esta conversão derradeira e purificação para mergulhar na comunhão com Deus que a Igreja chama de purgatório.

“É exatamente na morte e por ocasião do encontro com Deus que cada pessoa experimentará, com intensidade nunca antes conhecida, o significado de sua vida vivida.
E dependendo do que ela tiver feito de si durante esta vida, dependendo também do que ela tiver feito a outras pessoas e com as situações históricas e estruturais naquela vida, sua união com Deus também será ligada a uma purificação experimentada de maneira mais ou menos dolorosa”, afirma o teólogo Renold Blank no livro “Escatologia da Pessoa”.

Esta purificação é uma última oportunidade dada ao homem de cumprimento do plano de Deus, em que sejamos “conformes à imagem do seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos” (Rm 8, 29).
Assim, o purgatório não deve ser visto como uma câmara de tortura cósmica e nem deve causar medo. O purgatório é no fundo de “um novo e reiterado ato de salvação de Deus, a fim de que o homem possa ser salvo” (Blank).

A oferta de Deus com o purgatório configura-se então como a etapa para a pessoa tornar-se plena, evoluir até as últimas possibilidades do seu ser, alcançar a plena realização de todas as suas capacidades, estando apta assim para entrar no Céu e na santidade de Deus.
                                                   



domingo, 28 de outubro de 2012

PARÓQUIA DE CHAPADINHA - A VIDA É MAIS QUE ESTA VIDA


          No “credo” rezamos: “creio na comunhão dos santos!” Que quer dizer isto?  Terá isso sentido para nós? Lembramos aqueles que nos transmitiram a fé que anima nossa existência? Precisamos respeitar aqueles que, com sua fé, amor e trabalho, moldaram nossas vidas, nos apontaram os carreiros por onde transita nossa existência e nos orientaram em tantas decisões. Quem morre apenas se adianta, mas fica vivendo nos corações dos que deixa para trás. Não morre. O fim não é o fim. Dentro de cada pessoa há uma galeria enorme de espíritos amigos, fortes e sorridentes que nos continuam a acompanhar. 

Os africanos enterram seus entes queridos bem perto da casa. É que acham que eles continuam a influenciar a família a que pertenceram  e a morte não corta essa relação. No dia de finados, as plantas, velas, flores e luzes sobre os túmulos silenciosos, marcam uma comunhão de vida entre uma geração e outra. Existe algo que transcende o último fechar de olhos. Ficamos por aqui mais sozinhos, mas juntos. Dependemos muito da visão e da mão daqueles que nos ajudaram a crescer e a ir mais adiante. A memória é presença que não morre. E quem tem fé sabe que, em Cristo, estamos para sempre ligados. Cada geração é um elo que nos une a outra. Viveremos para sempre interligados. Como  é  importante o padrão de vida que deixamos atrás de nós! Importante também não perder o bom exemplo dos que foram baluartes de nossa fé.

Quando chego a Portugal, gosto de visitar o túmulo de meus pais. Sua fé influenciou a minha. Foram heróis que admirei e não esqueço. Na sua fé, se apegou a minha. No estímulo de sua vida, encontrei força para o meu caminhar. Vou ao seu túmulo: choro, lembro, agradeço, rezo, suplico para eles a misericórdia divina. Gosto de os lembrar e de lhes falar no Cristo de quem eles tanto me falaram. E agradeço a disposição que tiveram em me criar e fazer crescer. Gosto de lhes lembrar a casa que habitaram e onde eu ainda hoje rezo por eles. Nas paredes de uma sala tenho um grande quadro com o retrato deles onde escrevi: “pai e mãe não deviam morrer!” Para mim, não morreram nem morrerão. E, na laje de mármore do seu túmulo, pedi para meus irmãos me deixarem escrever um pedido aos amigos: ”lembra-te, tu que lês / murmura uma prece / E Deus te pagará / porque Ele nada esquece”.

Temos que ser mais sensíveis ao bem. E temos que nos deixar influenciar pelo senso de santidade dos que nos precederam, dos que vivem à nossa volta e pensar nos que virão depois e buscarão provas do poder do sagrado. A vida é mais que esta vida. Como uma idéia se transforma em canção, como uma semente se transforma em flor, como um fósforo se transforma em chama, como o bicho da sede se transforma em borboleta e emigra...  sei que esta vida que tenho se transformará noutro tipo de vida mais perfeita, menos pesada, mas mais plena. Seria bom que eu e você, amigo leitor, vivêssemos com mais dignidade nossa vocação cristã para nos irmos transformando em criaturas ressuscitadas e vivermos para sempre com Cristo.


PERIGOSA E TRISTE A CEGUEIRA DE NOSSO PEREGRINAR

              Não basta estar perto da fé, ser batizado e ter uma crença em Deus. Continuar na beirada da estrada não é tudo. Bartimeu, o cego do Evangelho de hoje, já se tinha aproximado da estrada, mas continuava cego. Era cego, mas não era surdo. Ouviu o movimento da multidão. Teve que arriscar, gritar com coragem, ultrapassar a dificuldade dos que o achavam importuno, acreditar, abandonar a capa, preferir a vista e depois, mudar de vida e, persistir, seguindo Jesus

Nenhumas de nossas palavras contêm a verdade toda. Nenhumas de nossas certezas são absolutamente infalíveis. Nenhumas de nossas atitudes são irrepreensíveis. Nenhumas de nossas seguranças são definitivas. Nenhuns de nossos êxitos são perpétuos. Somos seres contingentes. Limitados. Muito falíveis. É evidente a  precariedade de nossas vidas. “A vida de um homem não passa de um sopro” (Jó,7,7) Nossas casas podem ser de concreto maciço, mas não passam de tendas provisórias. Nada é definitivo. Nossas cidades, por mais ricas que pareçam, são meros acampamentos. Hoje existem, amanhã desaparecem com o vento da História. 

Vivemos em tendas, carregamos mochilas, caminhamos entre perigos, aguentamos mil sofrimentos, vivemos cada dia assombrados, desconfiando do que nos pode acontecer... Nossas refeições parecem rações de combate. À pressa nos alimentamos e nunca sabemos qual é o último jantar. Somos soldados de uma missão que não sabemos se a vamos completar, lutamos por um ideal que não sabemos se o chegaremos a atingir. Tudo é passageiro. Estamos, nas mãos de Deus, para realizar um projeto que Ele nos propõe e para o qual Ele nos criou. Só Ele sabe a capacidade e os dias da existência de cada um. Ou nos deixamos conduzir por Ele ou estamos sujeitos a perder-nos no labirinto de nossos vis desejos. Vamos celebrar o Dia de Finados. 

O fim desta vida não é o fim da vida. Peregrinamos para a plenitude.Mais que uma vida mortal, temos um morte vital. Cada minuto nos aproxima do momento mais solene da vida que é o último suspiro. E cada vez que a irmã morte entrou no quintal de nossa intimidade e levou um amigo ou um ente querido, tivemos a prova do que acabamos de refletir. Apesar de tudo isso, vivemos juntando coisas e mais coisas e não nos lembramos que o caixão é apertado demais, não tem como levar muita coisa e não tem gavetas. Temos que deixar tudo, porque, na terra do descanso, nada nos vai preocupar a não ser louvar e agradecer a Deus. E esse cântico é que temos que ensaiar, enquanto andamos por aqui! É que, no Reino dos céus, só entrarão os que ensaiaram e aprenderam a não desafinar. Cuidado, para mim e para todos que me lêem!

Vivemos, hoje em dia, numa cultura perigosa. A sociedade moderna faz-nos esquecer valores, abandonar credos, enterrar cânones... para dar o máximo de importância a nós mesmos, à própria pessoa, à vontade individual. Vivemos para nós. Por isso, endeusamo-nos com facilidade, endeusando aquilo de que gostamos: a vaidade, o poder, o ter, o prestígio, a política... Estamos embarcados numa cultura egocêntrica, secular, altamente individualista. Os valores comunitários cederam lugar às prioridades pessoais, a tradição à percepção individual, a verdade às nossas conveniências, a beleza de bem viver às ilusões, aparentemente, agradáveis... Por isso, precisamos revitalizar o sentido comunitário, avivar mesmo nossa memória que reduzimos a uma função efêmera. 

O Evangelho de hoje (Marc.10, 46-52) mostra-nos Bartimeu, cego, começar a ver. Mas quantas coisas teve que fazer! Para nos encontrar com Deus há só um caminho: procurá-lO. Deus não se esconde de ninguém.  É preciso começar a ver de novo e coisas novas. Para isso:     
     - pobreza interior (era “um mendigo cego”).
    - ter desejos de ver Deus (“começou a gritar e a dizer: Jesus...”)
    -ultrapassar os obstáculos (“muitos repreendiam-no”)
  -abertura aos outros para se deixar conduzir (“dizendo-lhe: coragem, levanta-te”)
  - fé e despojamento (“ele, atirando fora a capa...”)
 - compromisso de vida (“e seguiu Jesus pelo caminho”)

                  SABER ENVELHECER

Hoje é duro envelhecer. A cultura atual alimenta a ilusão da juventude, fabrica “liftings”, isto é, pílulas de rejuvenescimento. Às vezes, é até ridículo ouvir uma pessoa idosa, mas arrebitada, repetir: “não aceito que me chamem de velha!” No entanto, a velhice chega inexorável. Sem apelação. Não perdoa! Eu mesmo que escrevo, já notei, não sei porquê, que gosto de fotografar o sol poente. Acho-o mais colorido, mais belo, mas mais saudoso... e repentino em desaparecer.

Velhice é tempo de despojamento. Pouco a pouco se vão as forças físicas, entrega-se as responsabilidades aos mais novos (se os houver!), foge a vida ativa, tudo nos cansa, perde-se a independência, os olhos já não enxergam, a memória esquece, os dentes se vão, e estamos sempre a repetir a mesma coisa. Com o passar dos anos, tudo se torna mais penoso! Pai e mãe já morreram, tantos amigos que já se foram! Velhice é tempo de recordações: umas trazem saudade, outras o amargo da lembrança, umas alegres, outras dolorosas. Lembrar é voltar ao passado e recordar tantos alegres presentes de Deus! Mas, quantas vezes, temos a impressão de estragos de vida com opções feitas!

Que belo é falar e contemplar uma pessoa idosa alegre, boa conselheira, sorridente e feliz, ainda de bem com a vida! Como nos levanta a moral! Na minha família, meus sobrinhos lembram-se, com saudade, de meu velho pai com quem, já totalmente dependente depois de quatro tromboses, gostavam de falar. Ainda hoje lhe levam à sepultura uma flor de agradecimento! Com pessoas assim dá gosto falar! Têm suas dificuldades, mas guardam suas mágoas no silêncio da oração que fazem constantemente. Sem o Espírito Santo, a velhice é dura demais: vem o medo, a solidão torna-se pesada, todos nos parecem abandonar, procuramos compensações, ficamos rabugentos demais... Mas Jesus disse: “bem-aventurados os pobres!” Quem mais pobre que aqueles a quem a vida despoja das forças físicas, da memória, da independência... as mãos ficam encarquilhadas e a pele enrugada?

O envelhecimento, para quem tem fé, é tempo de esperança. As forças abandonam-nos, mas vem a fortaleza da maior confiança em Deus. Quando a morte se parece avizinhar, sentimos quão dolorosa é a estreita e escura viela da morte! Mas só, nesse momento, faremos o mais profundo e sincero ato de fé. Não descobriremos porta de saída, com segurança, a não ser lançarmo-nos nas mãos da nossa irmã morte que nos levará aos braços do Pai. Pensar assim na morte é sentir a alegria do novo e eterno nascimento para a eternidade! Nada termina. Tudo se transforma! E este tempo é espaço de ensaio para a eternidade.

Velhice é tempo de promessa. Vemos chegada a maturidade da vida para a qual fomos criados. Viver os últimos anos com sentido de abandono total em Deus, Providência e Misericórdia, período de aprofundamento da vida espiritual, intensificação da oração, empenho na caridade agradecida dos que cuidam de nós.

Velhice é tempo de oferta. Nossos ofertórios são sempre muito pobres! Damos apenas um pouco do que temos. Mas, um dia, daremos tudo que temos e somos. Tudinho! Sem reservas nem apelação! E cairemos, por Cristo, com quem crucificamos nossa vida, em Deus. Pouco conta nossa idade. Valemos pela intensidade do nosso sincero “sim” à vontade do Pai.


             NOTICIAS DA PARÓQUIA


1- Mais uma semana e estará pronto o Centro catequético da comunidade de Nª Sª de Fátima. Será inaugurado no dia 9 de Dezembro, pelas cinco horas da tarde. Convidamos, desde já, as comunidades para se fazerem presentes.

2- P. Casimiro e Neves participaram de um encontro do presbitério da Diocese de Brejo que se realizou em S. Quitéria. Em Outubro de 2013, um desses encontros dos sacerdotes de toda a diocese será realizado em Chapadinha.

3- Começaram já a realizar-se reuniões de preparação para a Santa Missão Popular. Vai ter um tempo de aproximação e conhecimento, um tempo de inserção e conscientização, um tempo forte de realização e  o tempo de perseverança. Estamos prestes a anunciar a toda a Paróquia que se vai fazer essa Missão. Será no dia 2 de Dezembro em todas as comunidades e, à noite, na praça da Matriz. Depois teremos que formar missionários, marcar eventos, distribuir mensagens, fazer convites, realizar encontros, chamar quem anda distante e despertar quem tem sua fé adormecida. Pedimos a todas as pastorais, movimentos, comunidades e grupos que se comecem a interessar pela idéia. Há uma idéia que me tem andado na cabeça: a Igreja não é uma igreja “self-service”, onde cada um só escolhe e faz o que gosta. Jesus apontou um caminho e quem não o seguir está fora do Reino.

4- A Igreja do conjunto das 1000 casas já está marcada e já se começaram os preparativos com a compra de material.
 vamos iniciar a construção preparando o local e fazendo um poço para termos água que não salitre as paredes. A água do conjunto tem demasiada quantidade de sal.

5- Mais uma vez insistimos para que quem
deseja possuir a “folhinha litúrgica” ou a “liturgia diária”  faça sua assinatura o mais rápido possível.

6- Convocamos o Conselho Paroquial para se reunir hoje, domingo, pelas 15.00H. Na pauta a preparação para a Santa Missão Popular

7- Convocamos também os jovens da Pastoral da Juventude para se reunirem, na quarta feira, pelas 20.00H

8- Está entre nós um sacerdote (P. Raulino) de Brasília, Promotor Vocacional do Instituto Rogacionista do Sagrado Coração de Jesus que tem como lema: ser bom operário da vinha do Senhor, pedir para haver bons operários e difundir essa idéia na Igreja. Seu fundador que era italiano, P. Aníbal Maria, foi canonizado há poucos anos.

9- Ontem, sábado, já foi falado aos Regionais do interior sobre a Santa Missão Popular.

10- A RCC paroquial está em seminário no Centro Paroquial.

11- Parabenizamos a coordenação dos Acólitos pelo interesse, capacidade e boa vontade em formar novos Acólitos. Desejamos, quanto antes, colocar a tela na quadra paroquial para começarem a jogar lá.